Teses e Dissertações
Palavra-chave: modelagem matemática
A Matemática em Atividades de Modelagem Matemática: Uma Perspectiva Wittgensteiniana
Bárbara Nivalda Palharini Alvim Sousa, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 14/03/2017
Nessa pesquisa buscamos investigar, sob uma perspectiva wittgensteiniana, o uso da
linguagem e de procedimentos matemáticos em atividades de modelagem matemática. O
estudo está fundamentado na Modelagem Matemática na Educação Matemática e tem como
base filosófica os estudos de Ludwig Wittgenstein sobre linguagem e matemática. Para
compor os dados empíricos da pesquisa, atividades de modelagem matemática foram
desenvolvidas por alunos de um curso de Licenciatura em Matemática nas disciplinas de
Equações Diferenciais Ordinárias e de Introdução à Modelagem Matemática. O
desenvolvimento da pesquisa, a coleta de dados e o encaminhamento da análise
fundamentam a metodologia de pesquisa como qualitativa. Os dados foram coletados por
meio de registros escritos, gravações em áudio e vídeo, questionários e entrevistas. A
análise dos dados, coletados com treze alunos no desenvolvimento de onze atividades de
modelagem matemática, tem como suporte a metodologia de análise de dados que
considera o uso da linguagem e as práticas discursivas dos alunos engajados nas atividades
de modelagem matemática. No desenvolvimento das atividades de modelagem matemática
a linguagem em uso é analisada e árvores de associação de ideias e linhas narrativas são os
recursos analíticos que apresentam os resultados para a investigação. A partir da pesquisa
empírica por meio de análises específicas investigamos os usos da linguagem e dos
procedimentos matemáticos utilizados nas atividades de modelagem matemática, ou seja,
equações diferenciais de primeira ordem, equações diferenciais ordinárias de segunda
ordem e o recurso ao ajuste de curvas. Com base nas análises específicas, o cruzamento
com as teorias de base nos permitiram definir três categorias a posteriori, às quais
detalham, com base na perspectiva wittgensteiniana, a natureza das justificativas e
proposições utilizadas em atividades de modelagem matemática, o uso de regras nas
atividades de modelagem matemática e a ocorrência da formação de conceitos matemáticos
no desenvolvimento das atividades de modelagem matemática.
Configurações de modelagem matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Emerson Tortola, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 12/12/2016
O uso da modelagem matemática como uma alternativa pedagógica para o ensino e a
aprendizagem de matemática oferece aos alunos e professores a oportunidade de promover
discussões e reflexões acerca de conceitos matemáticos a partir de seus usos na interpretação,
análise e investigação de problemas provenientes de situações reais. Contudo, o uso da
modelagem matemática parece ser ainda pouco explorado nas práticas associadas aos anos
iniciais do Ensino Fundamental, deixando muitas questões em aberto com relação ao seu
desenvolvimento. Nosso interesse é investigar o desenvolvimento de atividades de
modelagem matemática, especificamente, que configurações elas podem assumir quando
desenvolvidas por alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental? Assim, estamos
interessados em olhar para como alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental realizam
ações características do procedimento que envolve o desenvolvimento de atividades de
modelagem matemática. Para esse olhar tomamos como ponto de partida as fases de uma
atividade de modelagem matemática caracterizadas em Almeida, Silva e Vertuan (2012). Para
isso, propomos a 5 turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, 1º ao 5º ano, o
desenvolvimento de atividades de modelagem matemática, que foi por nós observado e
registrado. Os dados que constituem nossa pesquisa consistem nos diálogos e registros
produzidos pelos alunos durante as atividades de modelagem e foram coletados por meio de
áudio, vídeo, imagens e diário de campo do professor/pesquisador. Empreendemos sobre os
dados uma análise qualitativa, fundamentados nos pressupostos e indicações da Análise de
Conteúdo e embasados na literatura a respeito da modelagem matemática e nas considerações
filosóficas de Ludwig Wittgenstein a respeito da linguagem. Os resultados indicam três
configurações do desenvolvimento de atividades de modelagem matemática. Essas
configurações revelam especificidades relativas aos usos da linguagem, ao modo como os
alunos lidam com os símbolos matemáticos, à caracterização do modelo matemático e à
definição de temas de interesse em cada ano desse nível de escolaridade. Levando em
consideração essas configurações, refletimos a respeito da identidade do fazer modelagem
matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
A Compreensão em Atividades de Modelagem Matemática: Uma Análise à Luz dos Registros de Representação Semiótica
Leandro Meneses Costa, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 15/08/2016
Este trabalho apresenta uma investigação sobre como se dá a compreensão, articulando
os aspectos teóricos da modelagem matemática, enquanto alternativa pedagógica e os
aspectos metodológicos dos registros de representação semiótica de Raymond Duval. A
pesquisa tem como objetivo investigar como se dá a compreensão da matemática e do
problema no desenvolvimento de atividades de modelagem matemática, analisando os
registros de representação semiótica produzidos pelos alunos, sob dois pontos de vistas,
o matemático e o cognitivo. Para Duval (2012b), a compreensão sob o ponto de vista
matemático deve ter como prioridade a análise do conteúdo e dos procedimentos dos
alunos em seu uso. Para isso realizamos uma análise matemática das atividades
desenvolvidas pelos alunos. Essa análise segundo Duval (2011a) deve ser feita em termos
da validade do encaminhamento e do sucesso no desenvolvimento da atividade. Do ponto
de vista cognitivo a compreensão reside na capacidade de reconhecer os objetos
matemáticos, no que diz respeito à correspondência das unidades de sentidos nas
conversões. Na análise cognitiva buscamos inferir sobre a incidência do fenômeno de
congruência nas conversões e seus níveis, conforme caracteriza Rosa (2008) e a
coordenação dos registros mobilizados pelos alunos. Para buscar evidências sobre nosso
objetivo de pesquisa, realizamos a coleta de dados com alunos do segundo ano do Ensino
Médio. A partir das análises dos registros produzidos pelos alunos podemos perceber que
a compreensão da matemática se dá em conformidade com a compreensão do objeto
matemático e suas especificidades representacionais desencadeiam propriedades
específicas que precisam ser conceitualizadas pelos alunos. Assim, a compreensão do
problema acontece na medida em que os alunos confrontam as informações contidas na
situação-problema com a linguagem matemática, seja na fase de inteiração e
matematização ou na fase final de interpretação dos resultados.
O raciocínio abdutivo em atividades de Modelagem Matemática
Daiany Cristiny Ramos, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 23/02/2016
Esta pesquisa tem como objetivo investigar relações entre modelagem matemática e raciocínio
abdutivo. Nossa investigação está pautada em pressupostos teóricos da Modelagem Matemática
na perspectiva da Educação Matemática e nos pressupostos da Semiótica Peirceana, mais
especificamente, no que diz respeito aos tipos de raciocínios caracterizados por Peirce. Com o
intuito de identificar relações entre raciocínio abdutivo e atividades de modelagem
desenvolvemos com alunos do 4º ano do curso de Licenciatura em Matemática na disciplina de
modelagem matemática de uma universidade pública do estado do Paraná atividades de
modelagem matemática. As atividades foram desenvolvidas seguindo os momentos de
familiarização dos alunos com atividades de Modelagem Matemática propostos por Almeida,
Silva e Vertuan (2012). A análise dos dados foi inspirada na Análise de Conteúdo baseada,
principalmente, nas indicações Bardin (1974) e Moraes (1999). A análise dos dados permitiu
reflexões sobre as relações entre modelagem matemática e raciocínio abdutivo e dessa análise
emergiram três categorias: o raciocínio abdutivo dos alunos atua no desenvolvimento da
atividade de modelagem matemática; atividades de modelagem matemática desencadeiam o
raciocínio abdutivo; habilidades criativas mediadas pelo raciocínio abdutivo em atividades de
modelagem matemática. Podemos concluir que atividades de modelagem matemática tem
características que desencadeiam no aluno raciocínio abdutivo e atuam sobre o processo
criativo. Ao mesmo tempo, as diferentes ações requeridas pelo desenvolvimento de atividades
de modelagem matemática são fortalecidas pelos insights de raciocínio abdutivo dos alunos,
estabelecendo-se assim uma relação que pode incrementar a aprendizagem e o desenvolvimento
matemático dos alunos.
Competências dos alunos em atividades de Modelagem matemática
Ana Paula Zanim Lorin, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 03/03/2015
Esta pesquisa teve como objetivo investigar “Quais competências são requeridas ou são
desenvolvidas pelos alunos com o desenvolvimento de atividades de modelagem
matemática?” Nossa investigação está pautada em pressupostos teóricos da Modelagem
Matemática na perspectiva da Educação Matemática. Com o intuito de buscar evidências de
competências requeridas e/ou desenvolvidas no desenvolvimento de atividades de modelagem
desenvolvemos com alunos do 4º semestre do curso de Licenciatura em Matemática na
disciplina de Modelagem Matemática na Universidade Tecnológica Federal do Paraná –
Cornélio Procópio atividades de modelagem. As atividades foram desenvolvidas seguindo os
momentos de familiarização dos alunos com atividades de Modelagem Matemática propostos
por Almeida, Silva e Vertuan (2012). A análise dos dados coletados é inspirada na proposta
metodológica da Teoria Fundamentada baseada, principalmente, nas indicações de Kathy
Charmaz (2006, 2009). A análise dos dados permitiu reflexões do como os alunos lidam com
as atividades de modelagem, o que foi requerido ou desenvolvido por eles durante a
realização das atividades. Assim identificamos no desenvolvimento das atividades realizadas
pelos alunos as seguintes competências: Competência para identificar um problema em uma
situação, Competência para definir um problema matemático, Competência para realizar a
dedução do modelo matemático, Competência para estabelecer e interpretar relações entre
Matemática e situações reais, Competência de identificação dos procedimentos necessários
no desenvolvimento das atividades e Competência de identificação de possíveis
potencialidades da modelagem. Reconhecemos que refletir sobre o que os alunos “fazem”
quando desenvolvem atividades de modelagem pode auxiliar o professor no monitoramento
de suas atitudes no decorrer das atividades de modo a contribuir para a aprendizagem dos
alunos.
Modelagem Matemática, Aprendizagem Significativa e Tecnologias: Articulações em diferentes contextos educacionais
Adriana Helena Borssoi, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 29/11/2013
Investigar como ambientes de ensino e de aprendizagem que consideram atividades de
modelagem matemática, dispõem de recursos tecnológicos e são organizados segundo
os princípios de uma Unidade de Ensino Potencialmente Significativa-UEPS viabilizam
a aprendizagem significativa dos estudantes é o propósito da pesquisa que conduzimos
em três Contextos educacionais. Seguindo as orientações da Teoria Fundamentada em
Dados, os diferentes Contextos trouxeram dados que foram sistematicamente analisados
visando à compreensão de questões mais específicas. A primeira busca identificar
indicativos de diferenciação progressiva e de reconciliação integradora, princípios
definidos na Teoria da Aprendizagem Significativa, quando os alunos se envolvem em
atividades de modelagem matemática mediadas pela tecnologia. A segunda questão visa
entender de que forma as atividades de modelagem matemática, integradas às referidas
unidades de ensino, potencializam a aprendizagem significativa dos estudantes. A
terceira questão diz respeito à forma como os estudantes se apropriam das tecnologias
durante as atividades de modelagem matemática. As análises específicas de cada
Contexto da pesquisa apontam para quatro categorias teóricas: pensando juntos;
relações com as tecnologias e seu uso; link entre modelagem e atuação profissional,
conteúdo em foco. Essas categorias representam a codificação dos dados de acordo com
os objetivos da pesquisa e, nesse sentido, indicam relações que permeiam o
entendimento da questão de pesquisa. A análise global discute as categorias teóricas
fundamentada nos dados e nos referenciais teóricos e viabiliza entendimentos para
articulações entre modelagem matemática, aprendizagem significativa e tecnologias em
diferentes contextos educacionais. Das relações entre as categorias teóricas, a influência
da intencionalidade do aluno como um atributo integrador é determinante para a
aprendizagem significativa, quando os alunos estão envolvidos em UEPS.
As funções dos signos em atividades de Modelagem Matemática
Michele Regiane Dias Veronez, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 02/12/2013
Ao considerar que em atividades de modelagem os alunos utilizam e/ou produzem signos,
durante suas ações cognitivas, atrelados à situação, ao problema, aos objetos matemáticos e à
resposta reconhecida como uma solução para o problema, buscamos, nesta investigação, refletir
acerca desses signos. Para isso assumimos signo na perspectiva de Charles Sanders Peirce e
pautamo-nos nas ideias de Heinz Steinbring, de que o signo tem duas funções, uma semiótica –
representa algo – e uma epistemológica – o signo revela conhecimento sobre o que ele
representa –, a fim de investigar como o desenvolvimento de atividades de modelagem
matemática se relaciona com as funções dos signos. Para tanto, identificamos os signos
utilizados e/ou produzidos por alunos de um curso de Licenciatura em Matemática envolvidos
com atividades de modelagem, bem como os papéis desses signos nos encaminhamentos dados
pelos alunos no desenvolvimento de suas atividades. A opção metodológica baseia-se nas
considerações da pesquisa qualitativa e a análise dos dados segue orientações da Análise de
Conteúdo, proposta por Laurence Bardin. Da relação entre os papéis dos signos e os
encaminhamentos dos alunos construímos triângulos epistemológicos que nos possibilitaram
reconhecer que os signos utilizados e/ou produzidos pelos alunos na busca por uma solução para
o problema em estudo na atividade de modelagem matemática se complementam. Essa
complementaridade dos signos, associada às suas funções semiótica e epistemológica, confere
ao triângulo epistemológico um caráter dinâmico. Nesse sentido, o que é considerado signo em
um momento da atividade, se configura, em outro momento, em contexto de referência, que por
sua vez, leva os alunos à produção de outros signos, que em momento posterior assumem
conotação de contexto de referência e assim por diante, sempre suscitando diferentes conceitos.
A análise revela também que esta dinamicidade e complementaridade dos signos influenciam o
encaminhamento que os alunos dão ao desenvolvimento das atividades de modelagem
matemática, de modo que tais signos representam algo que se pretende comunicar e indicam
mobilização e/ou produção de conhecimentos dos alunos acerca do que o signo representa.
Práticas de Monitoramento Cognitivo em Atividades de Modelagem Matemática
Rodolfo Eduardo Vertuan, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 02/04/2013
Nessa pesquisa, buscamos investigar o que evidenciam ou revelam as
atividades de Modelagem Matemática em relação ao monitoramento cognitivo
dos estudantes. Em outros termos, intentamos investigar como os alunos
monitoram as próprias ações cognitivas quando desenvolvem atividades de
Modelagem e quais as influências deste monitoramento no desenvolvimento da
própria atividade de Modelagem. A coleta de dados foi realizada em uma
universidade federal a partir de um curso intitulado “Investigações de assuntos
do cotidiano por meio da Matemática”. Participaram do curso alunos do Ensino
Médio e alunos do curso de Licenciatura em Matemática. Nessa pesquisa,
tomamos o monitoramento cognitivo segundo a vertente processual da
metacognição e nesse sentido é que os aspectos da metacognição segundo
Flavell e Wellman (1977) e as dimensões do monitoramento de Tovar-Gàlvez
(2008) foram considerados. Dentre os resultados, inferimos que as práticas de
monitoramento cognitivo são aprendidas pelos sujeitos em seu entorno social e
cultural, que tais práticas fortalecem a consideração da unicidade da atividade
de Modelagem Matemática e que o trabalho em grupo, característico das
atividades de Modelagem Matemática, instaura práticas de monitoramento que embora sejam inicialmente individuais, tornam-se coletivas quando adquirem configurações do grupo e exercem influência no desenvolvimento da atividade
e nas aprendizagens dos sujeitos. Trata-se do que denominamos
“metacognição social”
Uma interpretação semiótica de atividades de Modelagem Matemática: implicações para a atribuição de significado
Karina Alessandra Pessôa da Silva, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 19/03/2013
Esta pesquisa teve como objetivo investigar “Como emergem os signos interpretantes nas
diferentes fases do desenvolvimento de uma atividade de Modelagem Matemática?”. Para
tanto, nos pautamos em pressupostos teóricos da Modelagem Matemática na perspectiva da
Educação Matemática e da Semiótica Peirceana no que se refere à atribuição de significado
para o objeto em estudo. Por meio da tríade peirceana signo-objeto-interpretante fazemos uma
interpretação semiótica de atividades de modelagem com vistas a identificar atribuição de
significado para o objeto. Neste sentido, propomos uma articulação entre a tríade peirceana e
ações que o aluno pode ter frente a atividades de modelagem e destacamos as tríades
símbolo/significado para o objeto/interpretante e Perceber/Agir/Significar. Com este intuito
desenvolvemos atividades de Modelagem Matemática com alunos do 4.º ano do curso de
Licenciatura em Matemática da UEL durante a disciplina de Modelagem na perspectiva da
Educação Matemática. As atividades foram desenvolvidas seguindo os momentos de
familiarização dos alunos com atividades de Modelagem Matemática propostos por Almeida
& Dias (2004). Neste sentido, a pesquisa consiste na observação, descrição e análise dos
signos produzidos pelos alunos em atividades de modelagem. A opção metodológica baseia-
se nas considerações da pesquisa qualitativa. A análise dos dados é inspirada na proposta
metodológica da Teoria Fundamentada baseada, principalmente, nas indicações de Kathy
Charmaz (2006, 2009). A análise revela que os signos interpretantes emergem com o
envolvimento do aluno (intérprete) durante o desenvolvimento de uma atividade de
modelagem e se modificam com a familiarização com atividades desta natureza. Como a
atribuição de significado está atrelada aos interpretantes produzidos pelo intérprete, inferimos
que o significado para o problema e o objeto matemático se intensifica com a familiarização
com atividades de modelagem
Matematização e modelagem matemática: possíveis aproximações
HELOISA CRISTINA DA SILVA, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 12/03/2013
A pesquisa busca aproximações entre a matematização como caracterizada nos
esquemas de modelagem matemática e a matematização como reconhecida na
Educação Matemática Realística. No âmbito da modelagem matemática,
matematização diz respeito a uma transição ou a uma ação cognitiva que se faz
entre diferentes etapas do que se reconhece na literatura como um esquema ou
um ciclo de modelagem. Já na Educação Matemática Realística, a matematização
é um processo e apresenta-se, em geral, uma classificação que a associa uma
matematização horizontal e uma matematização vertical. Com o objetivo de
identificar e caracterizar elementos da matematização, realizada pelos alunos
durante o desenvolvimento de atividades de modelagem matemática, é
desenvolvido um curso de modelagem com alunos de uma universidade pública.
Os dados coletados, obtidos por entrevista, questionários, registros escritos dos
alunos, gravações em áudio e em vídeo, do desenvolvimento das atividades de
modelagem são analisados com base no referencial teórico. Realiza-se análises
que, considerando as caracterizações apresentadas na literatura, evidenciam
aproximações entre a matematização nessas duas sub-áreas da Educação
Matemática. Já a análise dos dados coletados com as atividades de modelagem
desenvolvidas pelos alunos evidencia que os mesmos realizaram matematização
horizontal e matematização vertical, especialmente nas ações de compreensão da
situação, estruturação da situação, matematização e síntese.