Teses e dissertações

Esta pesquisa busca na semiótica peirceana, elementos que podem esclarecer caminhos de inter-relação entre conhecimento e experiências dos alunos quando desenvolvem atividades de modelagem matemática. Com a finalidade de tecer nossas reflexões estruturamos nossa pesquisa no formato multipaper de modo que os desdobramentos da pesquisa são apresentados em três artigos. No primeiro artigo nos propomos a descrever a modelagem matemática em termos semióticos a partir das experiências dos alunos quando desenvolvem atividade de modelagem matemática. No segundo artigo, com base nas argumentações de Peirce relativas a um tipo particular de raciocínio- o raciocínio diagramático, investigamos sobre o raciocínio diagramático na constituição do fazer modelagem matemática. No terceiro artigo buscamos indícios da mediação por signos na comunicação entre professor e alunos associada ao como ensinar e aprender modelagem matemática. Nos três artigos nossas inferências são ancoradas em uma análise interpretativa das atividades de modelagem matemática desenvolvidas por alunos do quarto ano de um curso de licenciatura em matemática. Nossa análise delineou caminhos de inter-relação entre conhecimento e experiências dos alunos. O primeiro caminho delineado refere-se à inter-relação entre a constituição do ser modelagem matemática e da constituição do fazer modelagem. O segundo caminho refere-se à inter-relação entre o raciocínio diagramático e a constituição do fazer modelagem matemático. O terceiro caminho refere-se à interlocução entre o aprender modelagem matemática e as experiências dos alunos. Por fim, a partir da análise desses caminhos emerge um quarto, que ao relacionar os elementos semióticos abordados nos outros artigos nos permite inter-relacionar constituição do fazer modelagem matemática às experiências vivenciadas pelos alunos. Nossa busca por elementos da semiótica peirceana para elucidar essas relações entre conhecimento e experiências evidenciou que a constituição do conhecimento sobre modelagem matemática é mediada pela construção, transformação e intepretação de signos que são constituídos e refinados mediante as experiências vivenciadas em situações de modelagem matemática
Nesta dissertação, apresentamos um estudo das ações docentes em aulas de Química no Ensino Médio. O objetivo da pesquisa foi identificar e descrever as ações docentes nessas aulas, buscando responder às seguintes questões de pesquisa: O que os professores fazem, de fato, em aulas de Química no Ensino Médio? E quais categorias podem descrever suas ações? Para isso, os procedimentos metodológicos adotados foram gravações em áudio e em vídeo e anotações em caderno de campo de dez aulas de dois professores de Química, denominados P1 e P2, que atuam no Ensino Médio em escolas públicas localizadas no município de Londrina-PR. Como metodologia de análise e de interpretação das informações obtidas, utilizamos a Análise de Conteúdo, considerando as etapas de pré-análise, de exploração do material e de tratamento dos resultados. A partir de um mapeamento inicial das aulas que foram coletadas, identificamos que elas poderiam ser divididas em grupos, dessa forma, para cada um dos professores, analisamos duas aulas pertencentes a dois grupos distintos, comuns a P1 e a P2, sendo esses grupos de aulas expositivas dialogadas com resolução de exercícios e de aulas experimentais desenvolvidas no laboratório de ciências. Com relação aos resultados, pudemos identificar que, para o primeiro grupo das aulas expositivas dialogadas, foram identificadas 12 categorias de ação docente para P1 (Explica; Pergunta; Escreve; Atividades Burocrático-Avaliativas; Espera; Distribui; Responde; Representa; Informa; Adverte; Organiza; e Retoma) e 13 categorias para P2 (Explica; Pergunta; Escreve; Representa; Espera; Lê; Atividades Burocrático-Avaliativas; Atividades Burocrático-Administrativas; Responde; Adverte; Organiza; Retoma; e Cumprimenta), sendo que, para ambos, as ações com maior incidência foram Explica-Pergunta-Escreve, sugerindo um modelo de aula Exp-Per-Esc, relacionado à abordagem e ao tipo de recurso utilizado. Já para as aulas experimentais, segundo grupo, foram evidenciadas 15 categorias de ação para P1 (Orienta; Espera; Pergunta; Explica; Supervisiona; Desloca; Organiza; Responde; Informa; Demonstra; Atividades Burocrático-Avaliativas; Discute; Distribui; Adverte; e Retoma) e, igualmente, 15 categorias de ação para P2 (Espera; Orienta; Supervisiona; Organiza; Explica; Distribui; Responde; Demonstra; Lê; Adverte; Pergunta; Discute; Atividades Burocrático-Administrativas; Retoma; e Atividades Burocrático-Avaliativas), sendo que, para P1, as ações com maior incidência foram Orienta, Espera, Pergunta e Explica, sugerindo um modelo de aula Ori-Esp-Per-Exp e, para P2, Espera, Orienta, Supervisiona e Organiza, sugerindo um modelo Esp-Ori-Sup-Org. A partir das categorias de ação evidenciadas, realizamos um movimento de apresentação dos dados obtidos por meio de modelos gráficos que possuem relação temporal com a aula e sugerem um entrelaçamento existente entre as ações identificadas. A observação detalhada desse entrelaçamento permitiu a identificação de ações centrais, que são aquelas com maior incidência e que caracterizam a aula e as ações periféricas, que são ações pontuais.
Esta pesquisa busca na semiótica peirceana, elementos que podem esclarecer caminhos de inter-relação entre conhecimento e experiências dos alunos quando desenvolvem atividades de modelagem matemática. Com a finalidade de tecer nossas reflexões estruturamos nossa pesquisa no formato multipaper de modo que os desdobramentos da pesquisa são apresentados em três artigos. No primeiro artigo nos propomos a descrever a modelagem matemática em termos semióticos a partir das experiências dos alunos quando desenvolvem atividade de modelagem matemática. No segundo artigo, com base nas argumentações de Peirce relativas a um tipo particular de raciocínio- o raciocínio diagramático, investigamos sobre o raciocínio diagramático na constituição do fazer modelagem matemática. No terceiro artigo buscamos indícios da mediação por signos na comunicação entre professor e alunos associada ao como ensinar e aprender modelagem matemática. Nos três artigos nossas inferências são ancoradas em uma análise interpretativa das atividades de modelagem matemática desenvolvidas por alunos do quarto ano de um curso de licenciatura em matemática. Nossa análise delineou caminhos de inter-relação entre conhecimento e experiências dos alunos. O primeiro caminho delineado refere-se à inter-relação entre a constituição do ser modelagem matemática e da constituição do fazer modelagem. O segundo caminho refere-se à inter-relação entre o raciocínio diagramático e a constituição do fazer modelagem matemático. O terceiro caminho refere-se à interlocução entre o aprender modelagem matemática e as experiências dos alunos. Por fim, a partir da análise desses caminhos emerge um quarto, que ao relacionar os elementos semióticos abordados nos outros artigos nos permite inter-relacionar constituição do fazer modelagem matemática às experiências vivenciadas pelos alunos. Nossa busca por elementos da semiótica peirceana para elucidar essas relações entre conhecimento e experiências evidenciou que a constituição do conhecimento sobre modelagem matemática é mediada pela construção, transformação e intepretação de signos que são constituídos e refinados mediante as experiências vivenciadas em situações de modelagem matemática.
Os livros didáticos são um dos recursos pedagógicos mais utilizados em sala de aula e importantes mediadores no processo de ensino e de aprendizagem. Os livros didáticos são relevantes para o currículo e para a formação dos alunos. A evolução biológica se apresenta como um tema unificador no conteúdo de Biologia, importante para o entendimento de vários temas relacionados ao desenvolvimento, à genética, seleção natural, além de outras áreas, e seu ensino é permeado por obstáculos epistemológicos no livro didático. O que torna relevante a necessidade de analisar este tipo de material didático principalmente conteúdos como a biologia evolutiva. Devido a importância de se compreender que a História e a Filosofia da Ciência têm um papel fundamental na construção do conhecimento científico, sendo uma área capaz de minimizar os equívocos sobre a evolução e ainda entendendo que a ciência se constitui por meio de controvérsias científicas, as quais são responsáveis pelo desenvolvimento da ciência, esta pesquisa objetivou identificar e analisar a presença de temas controversos no conteúdo de evolução biológica nos livros didáticos do terceiro ano do ensino médio aprovados pelo PNLD 2018. A pesquisa seguiu uma abordagem qualitativa de cunho bibliográfico. Dos dez livros aprovados pelo PNLD 2018, sete foram analisados. Para analisar as controvérsias científicas encontradas foram elaboradas unidades de contexto e de registro, sob dois aspectos: 1) aspectos epistemológicos e 2) aspectos históricos. As unidades de contexto são referentes aos aspectos epistemológicos das controvérsias (UC1), aos aspectos do conteúdo da extinção dos dinossauros (UC2) e dos aspectos do conteúdo do melanismo industrial (UC3). Observamos que, embora alguns autores apresentem os temas controversos, o conteúdo de evolução tende a ser descrito de maneira aglomerada e muitas vezes historicamente descontextualizada, podendo dificultar a percepção dos conceitos evolutivos e o desenvolvimento do pensamento crítico e do conhecimento biológico.

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