Teses e Dissertações
Palavra-chave: educação matemática realística
Trajetória Hipotética de Aprendizagem sob um olhar realístico
Hallynnee Héllenn Pires Rossetto, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 22/02/2016
Este estudo de cunho interpretativo descreve e analisa a elaboração de uma
Trajetória Hipotética de Aprendizagem (THA) com a intenção de conhecer
como professores que ensinam matemática na Educação Básica lidam com
ela. As informações foram coletadas a partir da Oficina de Análise da
Produção Escrita em Tarefas de Matemática, uma das ações do Projeto
Universal 483266/2012-4, com 16 professores que faziam parte do
Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Para este estudo,
acompanhou-se uma dupla desses professores. A THA, elaborada a partir
do modelo de Simon (1995), foi tomada como uma oportunidade de
aprendizagem sob a luz do Princípio da Orientação, um dos princípios da
Educação Matemática Realística (RME). De modo geral, os docentes
apresentaram estratégias e procedimentos da matemática escolar
comumente trabalhada na Educação Básica. Acompanhar a elaboração da
THA viabilizou identificar elementos que diferenciam a THA na direção de
uma sua ampliação: a Trajetória de Ensino e Aprendizagem (TEA).
Van Hiele, Educação Matemática Realística e GEPEMA: algumas aproximações
Adriana Quimentão Passos, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 07/12/2015
Esta tese investiga possíveis relações entre os princípios de avaliação da Educação
Matemática Realística e fases do processo de aprendizagem propostas por Dina Van Hiele-
Geldof e Pierre Van Hiele, buscando aproximações com os trabalhos do GEPEMA. O
problema de pesquisa foi delimitado com base na reflexão a respeito do processo de ensino e
de aprendizagem da matemática e de estudos da RME realizados no interior do GEPEMA. O
trabalho foi desenvolvido em uma perspectiva de pesquisa de natureza teórica do tipo
especulativa. Inicia apresentando o contexto em que a pesquisa foi desenvolvida, destacando a
compreensão do GEPEMA de avaliação como prática de investigação e oportunidade de
aprendizagem e os pressupostos da RME. Destaca o aspecto didático do trabalho dos Van
Hiele, em especial, as fases do processo de aprendizagem: informação, orientação guiada,
explicitação, orientação livre e integração. Trata da avaliação de acordo com a abordagem da
RME, tendo como fundamento principalmente os trabalhos de De Lange. Finaliza com
algumas aproximações entre o trabalho dos Van Hiele, os princípios de avaliação da RME e
os trabalhos do GEPEMA. Considera que as fases do processo de aprendizagem dos Van
Hiele são mais um elemento auxiliar na elaboração do conhecimento matemático a partir de
situações que possam ser matematizadas, desenvolvidas por meio de um processo de
reinvenção guiada apoiada em informações coletadas em situações de avaliação.
Prova em fases de Matemática: uma experiência no 5º ano do Ensino Fundamental
Diego Barboza Prestes, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 09/03/2015
Este trabalho apresenta uma pesquisa realizada com uma turma do 5o ano do
Ensino Fundamental de uma escola pública do Paraná na qual se utilizou uma prova
em fases como instrumento de avaliação. A avaliação da aprendizagem escolar
tomada como prática de investigação, possibilitou ao pesquisador analisar as
produções escritas dos alunos em diferentes momentos, para realizar suas
intervenções. As resoluções das tarefas propostas na primeira fase da prova foram o
ponto de partida para intervenções. Assim como proposto na abordagem de ensino
da Educação Matemática Realística, os alunos desempenharam o papel de
protagonistas de sua aprendizagem, e o pesquisador por sua vez, um tipo de guia,
intervindo no processo por meio de perguntas e/ou considerações a respeito da
produção de cada aluno em suas respectivas provas no decorrer de cada fase. A
prova em fases mostrou-se um “bom” instrumento de avaliação capaz de
estabelecer um diálogo entre professor e alunos, com potencial para possibilitar uma
reflexão tanto de alunos quanto de professores, além de proporcionar mais uma
oportunidade de aprendizagem.
Uma configuração da reinvenção guiada
Gabriel dos Santos e Silva, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 26/01/2015
Esta dissertação tem como objetivo configurar a reinvenção guiada por meio de
aspectos apresentados por autores de textos da Educação Matemática Realística.
Para tanto, foram utilizados 15 livros e 61 artigos de autores da Educação Matemática
Realística escritos no período de 1968 a 2013 para fazer agrupamentos e construir
inventários. Formaram-se grupos com as temáticas: aprendizagem, avaliação,
contexto, fenomenologia didática, inversão antididática, matematização, objetivo da
reinvenção guiada, papel do estudante, papel do professor, princípio da atividade,
princípio da interatividade, princípio da orientação, princípio da realidade, princípio de
níveis, princípio do entrelaçamento, trajetórias de ensino e aprendizagem. Este estudo
permitiu evidenciar um entrelaçamento entre temas, ideias, noções da Educação
Matemática Realística e entre o papel do professor e do estudante.
Utilização da prova em fases como recurso para regulação de aprendizagem em aulas de Cálculo
Marcele Tavares Mendes, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 18/08/2014
Este trabalho descreve e analisa uma pesquisa com uma Prova em Fases (10
fases), realizada com 48 alunos matriculados na disciplina de Cálculo Diferencial e
Integral em um curso de engenharia de uma universidade pública. Nessa pesquisa
visou-se investigar a utilização da Prova em Fases como um recurso para regulação
da aprendizagem, em especial, regulação de conhecimentos básicos para a
aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral. Para tanto, pautou-se pela
abordagem de ensino da Educação Matemática Realística e em autores que tratam
da avaliação como elemento constituinte e permanente da prática pedagógica. No
trabalho, a regulação esteve associada a ações realizadas pelo aluno sobre o seu
processo de aprendizagem, com a intenção de fazê-lo progredir e/ou redirecioná-lo a
partir das intervenções escritas do professor. Por conseguinte, os alunos
desempenharam o papel de protagonistas da aprendizagem, e o professor, o de
guia, intervindo no processo por meio de perguntas e considerações a respeito das
produções escritas apresentadas em cada fase. A Prova em Fases revelou-se um
recurso profícuo para o ensino, a aprendizagem e a avaliação, permitindo ao
professor recolher informações e guiar o aluno em cada momento do processo. A
reflexão do aluno sobre suas produções e o lidar com as intervenções do professor,
mostraram que é preciso haver “boas” intervenções escritas para que aconteça uma
regulação da aprendizagem satisfatória. As intervenções oportunizaram que alunos
apresentassem seu poder matemático, bem como possibilitaram à
professora/pesquisadora a realização de uma reinvenção-guiada, com a qual o
aluno pôde iniciar um processo de matematização seguindo seu próprio percurso de
aprendizagem. A construção do trabalho gerou indícios de que, por meio da análise
da produção escrita em uma Prova em Fases, sustentada teoricamente pela RME,
pode-se criar um contexto que favorece a regulação da aprendizagem, em especial
da aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral.
Análise da produção escrita em matemática: de estratégia de avaliação a estratégia de ensino
Edilaine Regina dos Santos, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 31/03/2014
Alguns trabalhos desenvolvidos no âmbito do GEPEMA - Grupo de Estudos e Pesquisa em
Educação Matemática e Avaliação - têm mostrado que a análise da produção escrita em
matemática pode ser utilizada como uma estratégia de avaliação para investigar os processos
de ensino e de aprendizagem da matemática. Outros trabalhos também desenvolvidos no
interior do grupo têm revelado que a análise da produção escrita pode ainda ser utilizada para
a condução das aulas de matemática, que seguem a perspectiva da reinvenção guiada na ótica
da Educação Matemática Realística, com o intuito de que os alunos não sejam meros
receptores de uma matemática pronta e sim autores de seus conhecimentos. Tendo isto em
vista, este estudo, de cunho teórico, teve por objetivo investigar a utilização da análise da
produção escrita em aulas de matemática, sob a luz da reinvenção guiada, para além da
perspectiva de estratégia de avaliação. A investigação foi pautada nas seguintes questões
norteadoras: que papel a análise da produção escrita pode assumir em aulas de matemática na
perspectiva da reinvenção guiada? a análise da produção escrita pode ser considerada um
método de ensino, estratégia de ensino, procedimento de ensino? nessa perspectiva de
trabalho, qual é o papel do professor? qual o papel do aluno? qual a dinâmica da aula? Com
este estudo, realizado a partir de orientações presentes na Análise de Conteúdo, a tese
defendida é que a análise da produção escrita pode ser utilizada em aulas de matemática como
uma estratégia de ensino. Espera-se que as informações apresentadas nesta investigação
possam contribuir para suscitar reflexões e investigações futuras no âmbito da Educação
Matemática
Enunciados de Itens de provas de Matemática: um estudo na perspectiva da Educação Matemática Realística
Ademir Pereira Junior, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 07/07/2014
Este trabalho apresenta um estudo dos enunciados de itens de provas de matemática do 6” e 7”
anos do Ensino Fundamental. A análise tem como referência a perspectiva de avaliação como
prática de investigação e como oportunidade de aprendizagem tomada por autores da
Educação Matemática Realística. Por meio de uma abordagem predominantemente qualitativa
de cunho interpretativo, apresenta-se a classificação dos itens de provas segundo o contexto,
os níveis de competência, as características dos bons problemas de avaliação. Uma das
intenções desse trabalho é a de que ele sirva como recurso para os professores que ensinam
matemática, para que possam conhecer a classificação dos itens de prova e utilizá-los de
modo a praticar a avaliação na perspectiva defendida neste trabalho. Este estudo mostrou que
a maioria das questões analisadas e classificadas apenas possibilita aos alunos a reprodução
do que foi apresentado nas aulas.
Matematização:estudo de um processo
Rodrigo Camarinho de Oliveira, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 27/02/2014
Este estudo tem por objetivo investigar, em nível teórico, o sentido/significado da
expressão matematização na perspectiva da Educação Matemática Realística.
Nesta perspectiva, cujo foco é o desenvolvimento de uma abordagem para o ensino
de Matemática, a matematização aparece como elemento fundamental sendo
considerada a principal atividade realizada pelos estudantes. No decorrer do estudo,
descrevemos não só o que significa matematização, mas também o
desenvolvimento do conceito no decorrer dos anos. Tal desenvolvimento pode ser
observado na distinção entre as componentes horizontal e vertical da
matematização, na matematização conceitual e na matematização progressiva.
Também apresentamos alguns aspectos referentes a uma aula com vistas a
proporcionar ambientes favoráveis à matematização no que diz respeito ao papel do
professor, do aluno e a dinâmica da aula. Esses aspectos tem papel essencial na
perspectiva da RME e têm características específicas, algumas apresentadas e
discutidas neste estudo.
Prova em fases e um repensar da prática avaliativa em Matemática
André Luis Trevisan, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 04/03/2013
Este texto tem por objetivo apresentar reflexões oriundas da utilização da prova
em fases como instrumento de avaliação em aulas de Matemática, em uma
turma de Educação Profissional de Nível Médio. Para isso, apresentamos
inicialmente uma descrição pormenorizada da experiência, tomada inicialmente
como um “fracasso”, mas aos poucos percebida como fundamental na
modificação na própria prática pedagógica. Nesse processo, a atitude passiva
frente a uma avaliação em que se busca medir o quanto de uma técnica ou
algoritmo é reproduzida pelo estudante foi aos poucos “caindo por terra”. A
apresentação das percepções dos estudantes frente a um instrumento
diferenciado de avaliação, bem como uma análise de sua produção escrita em
questões da prova trouxeram elementos que permitiram analisá-lo criticamente.
Partindo de considerações a respeito de algumas “falhas” na sua elaboração e
implementação, analisamos as questões que compuseram a prova, à luz da
abordagem conhecida como Educação Matemática Realística, buscando refletir
também a respeito do conteúdo matemático subjacente às questões (a
Trigonometria). Esse repensar aparece segundo três focos: os itens que
compuseram a prova, o conteúdo matemático subjacente a esses itens e as
próprias atitudes enquanto professor de Matemática. Ao longo de todo o texto,
organizado segundo uma estrutura que busca preservar, em essência, o modo
como a pesquisa foi sendo “tecida”, procuramos sempre contrapor criticamente
o que “foi feito” com aquilo que “poderia ter sido feito”, numa tentativa
constante de repensar a própria prática avaliativa.
Oportunidade para aprender: uma prática da reinvenção guiada na prova em fases
Magna Natalia Marin Pires, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 25/02/2013
Este trabalho descreve e analisa uma pesquisa com uma prova em fases,
realizada com nove professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental de
uma escola pública municipal do Paraná. Essa prova foi analisada como uma
forma de realizar uma reinvenção guiada na perspectiva da Educação
Matemática Realística. A Prova em Fases, tomada como instrumento também
de avaliação formativa, viabilizou à pesquisadora/formadora analisar o trabalho
das participantes em diferentes momentos, para fazer intervenções que
considerou oportunas. Na reinvenção guiada conduzida neste estudo como
estratégia de formação continuada, as participantes desempenharam um papel
fundamental como protagonistas da aprendizagem. As questões da prova
foram o ponto de partida para o processo de reinvenção e, nesse processo, a
pesquisadora/formadora participou como guia, recurso, mediando o processo
com perguntas e considerações a respeito da produção escrita das
participantes. Estas, em lugar de serem meras receptoras de uma matemática
pronta e acabada, desempenharam o papel de agentes do processo
desenvolvido e, como tal, foram estimuladas a utilizar sua própria produção na
“re-invenção guiada”, uma vez que diferentes estratégias, por vezes refletindo
diferentes níveis, puderam ser provocadas e utilizadas de forma produtiva no
processo de aprendizagem.