Símbolo-ponte: um instrumento pedagógico de auxílio à explicitação das dificuldades conceituais em circuitos elétricos
Eugênia de Cássia Andrade , Prof. Dr. Carlos Eduardo Laburú
Data da defesa: 09/02/2006
O problema norteador desta pesquisa é verificar se a idéia de símbolo-ponte, construída a partir da estratégia-ponte do modelo de mudança conceitual, consegue explicitar as dificuldades dos alunos no processo de aprendizagem de circuitos elétricos. As atividades desenvolvidas junto aos alunos, empregando símbolos-ponte, potencializam a descortinar um conjunto de problemas de representação que se atrelam aos conceituais que podem ser aproveitados como momentos de intensa discussão. Apresentamos os resultados obtidos com os alunos que passaram pela estratégia dos símbolos-ponte.
O que a produção escrita pode revelar? Uma análise de questões de Matemática
Franciele Perego, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 06/02/2006
Este trabalho mostra um estudo da produção escrita em Matemática contida em uma amostra de 53 Provas de Questões Abertas da Avaliação Estadual do Rendimento Escolar do Paraná – AVA/2002, resolvidas por alunos da 8ª série do Ensino Fundamental. Esta investigação de cunho predominantemente qualitativo procura, com base na interpretação do que foi registrado, analisar não apenas o acerto e o erro, mas principalmente os caminhos percorridos por eles, a estratégia escolhida para resolver cada questão. Apresenta os diferentes procedimentos adotados pelos alunos na resolução das quatro questões da prova, a pouca presença de erros nos algorítmos das operações. Dentre outros, o estudo aponta como relevante que a dificuldade maior parece estar na interpretação dos enunciados que gera a escolha de uma estratégia capaz de resolver e responder a questão. Conclui que os resultados apresentados pelos alunos podem ser reflexo do trabalho que vem sendo desenvolvido nas salas de aula, ou seja, eles parecem não estar acostumados com questões que exigem mais do que um simples cálculo com a utilização de algum algoritmo.
O professor como um lugar: um modelo para a análise da regência de classe
Ana Lúcia Pereira Baccon, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 20/12/2005
O presente trabalho tem por objetivo investigar a construção dos saberes docentes, bem como apresentar a aplicação de um modelo para a análise de regência de classe durante o estágio supervisionado da licenciatura de Física. Tendo como foco o relacionamento professor-aluno, o modelo se constitui como um triângulo, cujos vértices vêm a ser o estagiário, o professor regente e os alunos. Para o levantamento das informações desta pesquisa, foram entrevistados dois grupos de estagiários e analisados seus relatórios de regência. Ao todo, a pesquisa envolveu 5 estagiários, que realizaram a regência em um colégio central de Londrina. Durante as entrevistas, semi-estruturadas, o estagiário era convidado a falar sobre a sua experiência com o estágio supervisionado. Buscou-se perceber as representações que cada estagiário elaborou durante o estágio, em relação aos alunos, ao professor, à escola, aos outros estagiários de seu grupo e ao próprio estágio. A partir dessas representações procurou-se: (i) verificar quais saberes os estagiários conseguiram construir durante esse período; e (ii) o que de pessoal cada estagiário desenvolveu que poderia caracterizar a singularidade de seu estilo docente. Para a análise dos dados, utilizou-se a metáfora do “professor como um lugar”, tendo como referencial teórico a Psicanálise, principalmente a lacaniana, onde o conceito de transferência surge como central, para que se construa esse “lugar”.
Concepções de duas professoras sobre os processos de ensino e aprendizagem em Matemática
Marisete de Fátima Garbossa Castilho, Profª. Drª. Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino
Data da defesa: 19/12/2005
Acreditamos que o modo como os professores trabalham com a Matemática na sala de aula é fortemente influenciado pela sua formação. Os diferentes contatos que tiveram com a Matemática durante sua formação possibilitaram a constituição de concepções, sobre os processos de ensino e de aprendizagem em Matemática nem sempre são conscientes. Assim, mudanças na abordagem da Matemática pelos professores, nos diversos níveis de ensino, podem ser promovidas pela identificação dessas concepções e pela análise da influência destas na prática pedagógica. Neste trabalho buscamos identificar as concepções de duas professoras sobre os processos de ensino e de aprendizagem em Matemática, durante o desenvolvimento de um grupo de estudos e por meio de entrevistas. As reflexões promovidas durante e após o desenvolvimento dessas atividades poderão contribuir para a conscientização de professores sobre suas concepções e levá-los a refletir sobre como elas podem influenciar na organização de sua ação pedagógica, analisando os pressupostos epistemológicos subjacentes a ela. Além disso, acreditamos que nossa investigação pode fornecer elementos para que possamos encontrar formas alternativas de formação inicial e continuada de professores de Matemática.
A relação com o saber profissional e o emprego de atividades experimentais em física no ensino médio: uma leitura baseada em Bernard Charlot
Bruno Gusmão Kanbach, Prof. Dr. Carlos Eduardo Laburú
Data da defesa: 18/11/2005
Este trabalho realiza um estudo que procura compreender o emprego ou não das atividades experimentais no ensino médio, por professores de Física na cidade de Londrina/PR. Contudo, este estudo procura superar a interpretação desgastada baseada no discurso da falta ou carência de algo, que comumente é encontrado na literatura. Nesta busca por uma resignificação na questão da utilização ou não das atividades empíricas no ensino de Física, tem papel importante, o uso de uma leitura da obra de Bernard Charlot. Esta obra possibilita um olhar mais abrangente das informações e que foge do senso comum, de forma que obtenhamos detalhes da relação do professor com o seu saber profissional. Por meio de uma análise qualitativa dos dados, mostramos uma forma mais profunda e frutífera de compreender a questão da utilização ou não das atividades experimentais no ensino de Física.
Análise da dinâmica de um grupo de aprendizagem em ciências no ensino fundamental
Zenaide de Fátima dante correia rocha, Prof. Dr. Marcelo Alves Barros.
Data da defesa: 09/11/2005
Este trabalho pretende investigar os vínculos de diferentes naturezas que se estabelecem nos grupos em situações de ensino e, ao mesmo tempo, compreender a maneira como se estruturam para a realização de suas tarefas. Descreve a dinâmica de um grupo constituído por quatro alunos entre 9-10 anos de idade em uma oficina de ciências. O referencial teórico utilizado para análise e interpretação dos dados é de orientação psicanalítica, particularmente a Teoria do Vínculo de Pichon-Rivière. A análise dos dados focaliza os vínculos estabelecidos pelo grupo com a atividade, com a professora e entre seus membros, assim como os papéis assumidos pelos alunos na realização das atividades propostas pela professora. Conclui apontando alguns subsídios para o professor planejar sua intervenção, refletir sobre seu papel como líder e coordenador do trabalho em sala de aula, no sentido de favorecer a aprendizagem em situações nas quais as tarefas são realizadas em grupos
Modelagem Matemática: Uma Perspectiva voltada para a Educação Matemática Crítica
André Gustavo Oliveira da Silva , Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 25/10/2005
Nesta pesquisa investigamos algumas contribuições para a formação cidadã dos estudantes, quando adotamos a modelagem matemática, na perspectiva da Educação Matemática Crítica, como alternativa para o ensino de Matemática. Abordamos a questão da cidadania como um processo em construção e permanentemente aperfeiçoável, para isto nos ancoramos na idéia de Skovsmose (2001) na qual aponta o desenvolvimento do conhecimento reflexivo num processo de critização (FREIRE, 1983) como fundamental para o exercício de uma cidadania consciente. A pesquisa foi desenvolvida, numa abordagem qualitativa, num internato misto com alunos do segundo ano do Ensino Médio. As informações foram coletadas por meio de observação direta dos alunos-colaboradores, entrevistas, questionários, análise dos trabalhos escritos e conversas informais. A análise aponta para o grande potencial que há no uso da modelagem matemática como meio de aproximar o conteúdo matemático das questões sociais pertinentes à realidade dos estudantes, estabelecendo conexões que garantem a criação de um espaço para reflexão, para o desenvolvimento do senso crítico e favorecendo o aprendizado.
Utilização de diferentes registros de representação: um estudo envolvendo funções exponenciais
Nilcéia Regina Ferreira Dominoni, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 29/09/2005
Este estudo propõe verificar se a utilização de uma seqüência didática que considere o tratamento, a conversão e a coordenação dos diferentes Registros de Representação da Função Exponencial contribui para a apreensão do objeto matemático Função Exponencial. O estudo está fundamentado na Teoria dos Registros de Representação Semióticos de Raymond Duval, que afirma que a coordenação dos diferentes registros de representação, pode proporcionar a apreensão de um conceito matemático. A metodologia utilizada, segue os princípios da Engenharia Didática. Na análise a priori, foram elaboradas as atividades da seqüência visando à utilização dos diferentes registros e analisando seus aspectos matemáticos e didáticos. Esta seqüência foi aplicada a alunos da primeira série do Ensino Médio de uma escola particular da cidade de Arapongas, Paraná. Foram analisadas as produções de dezesseis alunos que participaram de todas as atividades da seqüência. Com a análise das produções dos alunos, infere-se que as atividades envolvendo o tratamento, a conversão e a coordenação dos diferentes registros de representação contribuem para a apreensão do conceito Função Exponencial.
Um Estudo sobre a Função do Técnico de Laboratório Didático de Ciências
Ferdinando Vinicius Domenes Zapparoli, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 31/08/2005
O trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a função do técnico do laboratório didático na Universidade Estadual de Londrina. A pesquisa procurou entender qual é a identidade ocupacional dos técnicos de laboratório. O pensamento do técnico em relação à sua atividade ocupacional, a sua relação com os seus pares, com os docentes, com os alunos e com o seu laboratório e/ou equipamento, norteiam a pesquisa, pois esses fatores influenciam diretamente a sua identidade ocupacional, isto é, a autopercepção da sua função e das expectativas que os demais indivíduos de relação a ele. Para essa análise foram realizadas entrevistas com técnicos de laboratório de Física, Química e Biologia, com curso superior na área em que atuam. Os resultados iniciais indicam que os funcionários que atuam no laboratório reconhecem a sua importância para o funcionamento do mesmo, para a melhoria do aprendizado dos alunos, para o seu desenvolvimento ocupacional e até mesmo para a sua vida, entretanto, apresentam dificuldades para descrever a sua identidade ocupacional. Os referenciais usados foram: a relação com saber, descrita por Charlot, as perspectivas do que é um laboratório didático e a sua função, a identidade pessoal e ocupacional, por Bohoslavsky e a captura por discursos. A relação entre o técnico e o colega, o docente, ou os alunos da instituição afeta profundamente essa identificação. Por esse motivo, as respostas foram categorizadas desse modo. Com base nessas informações, procuramos defender a idéia que o técnico é aquele que ajuda na construção do ambiente de aprendizagem, que prepara o alicerce, a base da aula prática do professor, adaptando as atividades de tal modo que elas possam dar uma idéia mais completa de um determinado paradigma.
A Física de Partículas Elementares nos Cursos de Licenciatura em Física
George Francisco Santiago Martin, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 28/02/2005
Este trabalho estuda os cursos de formação inicial do professor de Física. Para iniciá-lo, buscamos as bases e os direcionamentos da educação brasileira. Em documentos oficiais do Ministério da Educação, analisamos os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), e as Diretrizes Curriculares para orientar a estrutura do Ensino Superior. Nesse estudo, o enfoque recai sobre a Física de Partículas Elementares (FPE) e sobre o Modelo Padrão, entendendo que estes tópicos propiciam uma ampla visão das interações fundamentais da natureza e seus desdobramentos. Diante da percebida importância, investigamos o quanto e como a Física Moderna e Contemporânea é abordada no ensino superior; e no caso de sua não-ocorrência, o motivo pelo qual isso não é realizado. Considerando que sua aprendizagem efetiva depende de noções sobre a constituição elementar da matéria e da astrofísica, tornado indispensável o domínio dos conhecimentos de Física de Partículas Elementares, verificamos tais conteúdos como efetivamente previstos pelas Diretrizes Curriculares dos cursos de licenciatura em Física, mas conforme o depoimento de alguns coordenadores dos mesmos, nem sempre há tal prática. Em seguida, apresentamos uma análise das grades curriculares de alguns desses cursos em instituições como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade de Londrina (UEL). Os resultados mostram que, mesmo nos cursos já reformulados, a incidência da Física Moderna e Contemporânea ainda é relativamente baixa, denotando a necessidade de se estudar sua importância nas estruturas curriculares. Finalmente, propomos um currículo alternativo para as licenciaturas em Física estruturado na metáfora de rede (MACHADO< 1995), buscando uma articulação entre os conteúdos, disciplinas e uma abordagem contemporânea, de modo a oferecer uma melhor formação inicial ao futuro professor.
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