O conhecimento pedagógico do conteúdo de uma licencianda em química: implicações para o desenvolvimento profissional docente
Viviane Arrigo, Prof. Dr. Álvaro Lorencini Júnior
Data da defesa: 05/03/2021
Esta investigação teve como foco principal o desenvolvimento do conhecimento pedagógico do conteúdo (PCK) de uma licencianda em Química, apresentando como cenário investigativo a formação inicial de professores no contexto do Estágio Supervisionado. Os objetivos desta pesquisa foram: identificar e caracterizar os conhecimentos desenvolvidos da licencianda sob a perspectiva do conhecimento pedagógico do conteúdo (PCK) ao planejar e implementar atividades de ensino no estágio de regência e compreender as implicações desses conhecimentos para a sua profissionalização docente. As discussões realizadas com a licencianda foram gravadas em áudio, transcritas e analisadas com base na análise textual discursiva. Em seguida, interpretamos as categorias emergentes com base no modelo de Shulman sobre o PCK, recorrendo também a outros que dele se desdobraram. Os resultados encontrados nos revelaram que durante o planejamento, o PCK foi mobilizado tendo como ponto de partida o conhecimento do conteúdo, que sustentou a mobilização de outros conhecimentos da base, como o pedagógico geral e o de contexto, de acordo com os seus objetivos de ensino, as características das estratégias adotadas e a influência das discussões com a pesquisadora. Após as aulas serem ministradas, percebemos que ocorreram o desenvolvimento e a ampliação do PCK da licencianda por meio de um processo reflexivo que deu origem a cinco categorias: Aprendizagem, Participação, Planejamento, Interação professor-aluno e Mediação Pedagógica do Conteúdo, que entendemos representar elementos que já faziam parte do seu PCK, mas que se desdobraram, se desenvolveram e se ampliaram por meio da validação dos resultados da sua prática. Compreendemos que essa validação é uma legitimação da prática, possibilitando a construção de novos conhecimentos acerca do ensino e aprendizagem, dos alunos, do conteúdo, das estratégias de ensino, do contexto, da gestão do conteúdo e das atividades, desembocando na transformação do seu PCK e, consequentemente, dos seus conhecimentos de base.
Poesias para promoção de atividades discursivas em sala de aula: Um estudo de caso com licenciandos em Química
Elaine da Silva Ramos, Prof. Dr. Carlos Eduardo Laburú
Data da defesa: 12/03/2020
Este trabalho fundamenta-se numa proposta de intervenção pedagógica para o Ensino de Química que utiliza princípios da multimodalidade representacional por meio do signo artístico poesia para promover atividades discursivas e aprendizagem de conceitos em licenciandos em Química. A pesquisa teve como objetivo identificar os limites e possibilidades do uso de poesias como estratégia didática para a promoção de atividades discursivas, bem como a aprendizagem de conceitos científicos com licenciandos em Química. Os sujeitos participantes da pesquisa foram oito estudantes do curso de Licenciatura em Química da UFGD. A coleta de dados se deu por meio da videogravação das aulas para posterior transcrição. O trabalho parte do pressuposto que o signo artístico atrai os estudantes para realizar interpretações, sendo, portanto, um modo representacional para promover e sustentar atividades discursivas e de aprendizagem. Para tanto, elaborou-se um instrumento analítico a partir dos aspectos das interações e produção de significados proposto por Mortimer e Scott, integrando a ele os pressupostos teóricos sobre denotação e conotação sígnica, somado ao sucesso ou fracasso do ato sêmico de Prieto. Para traçar os limites e possibilidades da estratégia didática, foi necessário analisar as poesias em episódios. Os limites da estratégia estão na própria poesia, pois os estudantes não tinham trabalhado com esse tipo de atividade; na professora que muitas vezes não oportunizou falas aos estudantes; nos conceitos científicos que deveriam ter sido estudados anteriormente pelos estudantes e em algumas palavras ou representações expressas nas poesias que não eram de conhecimento deles. Como possibilidade, a estratégia didática oportunizou a apresentação de diferentes níveis de conotação a partir da leitura semiológica da poesia. Para isso foram utilizadas duas poesias. Para a poesia 1, apenas um estudante conseguiu atingir todos os níveis conotativos e na poesia 2, nenhum estudante atingiu o nível maior de conotação. Percebeu-se que há uma correlação nos aspectos do instrumento analítico não previsto anteriormente. Quando há diferentes ações do professor em sala, com a abordagem comunicativa dialógica/interativa, os padrões de interação são altos, os tipos de iniciação são de processo e/ou metaprocesso, os níveis conotativos são maiores e levam à “compreensão” dos conceitos. Espera-se que essa pesquisa possa contribuir no ensino dos conceitos científicos, por meio da proposta da inserção de poesias como signo artístico potencializador de atividades discursivas, assim como promoção da aprendizagem.
Investigações acerca da História e Filosofia da Ciência com licenciandos em Química.
Drielle Caroline Castilho, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 30/03/2021
No contexto atual, estudos acerca da prática docente elencando aspectos históricos e filosóficos na construção do conhecimento científico para o Ensino de Ciências têm sido amplamente discutidos, uma vez que os docentes tendem a reproduzir visões reducionistas acerca da ciência devido à escassez metodológica e epistemológica em sua Formação Inicial, impedindo um ensino contextualista. Considerando uma abordagem que incorpore esses aspectos para a compreensão da ciência de modo humanizado, o objetivo desta pesquisa consiste em investigar a abordagem da História e Filosofia da Ciência (HFC) com licenciandos do Programa de Residência Pedagógica do curso de Química da UEL. Para isso, realizamos um levantamento teórico que permitiu a delimitação do tema, construção das questões de pesquisa, planejamento metodológico, coleta e análise dos dados, proposta de unidade didática e, por fim, análises e inferências. Por meio de uma análise curricular, constatamos que o curso oferece a possibilidade de exploração da HFC em algumas disciplinas. A partir de um questionário prévio semiestruturado, buscamos analisar como a abordagem tem sido contemplada no curso. A fim de enriquecermos esta investigação, realizamos a aplicação de uma unidade didática para os licenciandos com o propósito de potencializar as discussões a respeito da natureza do conhecimento científico. A análise de dados obtidos durante todo o processo evidenciou relações estabelecidas entre o desenvolvimento da ciência com valores culturais, sociais, históricos nos permitindo observar indícios de aprendizagem acerca da HFC atreladas ao contexto escolar. A importância da incorporação da HFC na Formação Inicial reflete em uma prática docente mais ampla, promovendo um ensino de Química mais humanizado capaz de possibilitar a compreensão do desenvolvimento científico em um caráter processual e crítico.
Noções de Professores de Química da Região de Londrina a Respeito de Questões de Gênero
Amanda Oliveira Proença, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 22/02/2019
Os estudos de Gênero no campo da Educação em Ciências/Química têm tomado espaços expressivos, contribuindo para uma construção social mais equânime e valorizando a atividade científica realizada por mulheres. A literatura científica da área aponta a necessidade de implementar propostas de inserção de estudos de Gênero ao Ensino, seja na formação inicial ou na formação em serviço. Compreende-se a relevância destas discussões, uma vez que muitos estudos relacionados a Gênero e Educação remetem a temas de Biologia ou sexualidade. Deste modo, considera-se fundamental esta pesquisa para conhecer as noções que os docentes apresentam a respeito desta temática, a fim de contribuir com novas pesquisas como base para elaboração de abordagens didáticas que proporcionem momentos de sensibilização e de construção de saberes que auxiliem na prática docente em Química. Os objetivos desta pesquisa foram identificar noções que docentes de Química da região de Londrina/PR têm a respeito das questões de Gênero e identificar que saberes docentes possuem a respeito da contribuição de mulheres pesquisadoras na Ciência. Como encaminhamento metodológico em direção aos objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa teórica, que permitiu conhecer o panorama nacional e internacional de pesquisas relacionadas a Gênero e Educação Científica, principalmente no Ensino de Química. Essa pesquisa nos permitiu delimitar metodologicamente a área de Química, visto a baixa produção científica nessa área. Em seguida, foi aplicado um questionário com oito questões a fim de identificar as noções e saberes que as/os docentes investigadas(os) têm a respeito da temática. Nossas hipóteses iniciais eram de que as/os docentes não apresentassem noções a respeito de Gênero na formação inicial, visto a falta de disciplinas neste tema em Licenciatura em Química no Paraná e outra hipótese era de que poucos tivessem conhecimento de Gênero na formação em serviço, pois este tema não é discutido em cursos de capacitação docente. Consequentemente, na identificação de mulheres pesquisadoras na Ciência, esperava-se que as/os docentes reconhecessem apenas algumas cientistas que são destaque na Ciência, pelo fato de não ter formação a respeito de Gênero. Por meio das respostas ao questionário, nossas hipóteses corroboram com os dados empíricos, nos quais nenhum docente apresentou ter participado de discussões a respeito de Gênero na formação inicial. Com relação à formação docente, um pequeno grupo exprimiu ter sido envolvido na participação de cursos, palestras e outros momentos de aprendizagem. Evidenciando a falta de conhecimento de mulheres cientistas na Ciência, grande parte das/dos docentes indentificaram apenas Marie Curie como cientista, o que nos faz inferir na necessidade de desenvolver novas pesquisas com estes docentes, a fim de trabalhar as relações de Gênero e Ciência, estereótipos de Gênero e a participação feminina na Ciência, especialmente na Química
Formação de professores de Química: publicação de duas décadas na revista Química Nova na Escola
Any Caroline Ferreira, Profª. Drª. Rosana Figueiredo Salvi
Data da defesa: 01/08/2017
Esta pesquisa teve como objetivo investigar, nos artigos publicados na revista Química Nova na Escola (QNESC), como a temática formação de professores de Química tem sido entendida pelos pesquisadores da área, com o intuito de caracterizar este tema em questão, em termos de ano de publicação e foco de pesquisa. Para isto, foi feito um levantamento dos artigos publicados na QNESC, no período de (1995-2016) que abordavam a formação de professores de Química. Como metodologia de análise e coleta de dados, utilizou-se a análise textual discursiva. Para a organização dos dados, foram selecionadas palavras representativas presentes nas propostas dos artigos que auxiliaram na categorização. Por meio da análise identificou-se que a maioria dos artigos que abordam o tema formação de professores de Química foram publicados nos últimos oito anos. Sendo que 25,34% dos artigos selecionados, descreve e discute questões da formação inicial, 5,47% faz análise de aspectos da formação continuada, 7,53% relaciona a formação de professores com a profissionalização docente, 10,27% discute a prática pedagógica de professores em formação, 10,95% investigou dois ou mais dos aspectos anteriores em um único artigo e 40,41% abordou a formação de professores como consequência da pesquisa. A partir dos dados, destacou-se algumas tendências de pesquisa e possíveis lacunas ainda a serem investigadas, no que diz respeito à área de formação de professores de Química.
Mulheres Invisíveis: Uma Proposta Para Inserção da Temática de Gênero na Formação Inicial de Docentes de Química
Denise Caroline de Souza, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 10/03/2017
No contexto atual, a inclusão das questões de Gênero à Educação está sendo amplamente discutida por diversos setores da sociedade. No que se refere ao Ensino de Ciências, as questões de Gênero são pouco abordadas pela li teratura nacional, específica da área, principalmente ao que diz respeito à Formação Docente. Uma das possíveis razões para esse fato está relacionada à uma visão positivista e patriarcal em relação à Ciência – que a considera neutra, objetiva. A partir desses pressupostos, realizamos uma investigação qualitativa acerca da temática de Gênero, com enfoque na Formação Inicial de docentes de Química. A pesquisa foi estruturada em duas etapas. Na primeira etapa foi realizada a análise dos documentos educacionais e dos currículos dos cursos de Licenciatura em Química do Paraná, que objetivou identificar se (e como) a temática de Gênero é abordada. Ademais, elencamos elementos teórico-metodológicos que possibilitaram a construção e aplicação de uma abordagem de ensino, que visou discutir Natureza da Ciência (NdC), (In)visibilidade da mulher na Ciência e os possíveis entrelaçamentos dessas temáticas com o Ensino de Química. Para tal, utilizamos como aporte teórico-metodológico a Teoria de Aprendizagem Significativa segundo David Ausubel. Na segunda etapa ocorreu a aplicação da abordagem de ensino em uma turma do 3º ano, do curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual de Londrina. Após a análise dos resultados obtidos durante o processo de intervenção pedagógica, ponderamos que a abordagem de ensino construída foi uma proposta inovadora e pertinente que articulou conhecimentos de diversas áreas a fim de sensibilizar as/os participantes para uma possível prática docente voltada para um ensino equânime quanto à Gênero.
Interpretação das gesticulações dos estudantes no laboratório de química baseada na semiótica de Peirce
Wanda Naves Cocco Salvadego, Prof. Dr. Carlos Eduardo Laburú
Data da defesa: 08/05/2015
Esta tese apresenta uma pesquisa qualitativa e descritiva, realizada com estudantes do ensino médio Técnico em Química, do segundo e terceiro ciclo do Ensino Subsequente com o objetivo de interpretar os sentidos das gesticulações dos estudantes no laboratório de química quando estes realizam um experimento. Pelos pressupostos baseados na multimodalidade representacional, o laboratório é um espaço instrucional que fornece condições para a produção da acepção dos conceitos. O objetivo do uso do laboratório didático na aprendizagem científica justifica-se segundo uma dimensão cognitivista. Pode-se dizer muito das atividades dos estudantes em aulas experimentais. As gesticulações dos estudantes auxiliam na elaboração de significados, permitindo a expansão de sentidos, e, se consideradas dentro do processo semiótico como signos, podem ser estudadas e analisadas. Como o foco desta investigação se volta para as atividades empíricas, as ações para nós têm maior importância do que os gestos. As ações podem ser pensadas como uma composição temporal de gestos fragmentados que se interligam e dirigem para um determinado fim. Logo, a gesticulação antes de ser comunicativa é primeiramente expressiva, o que significa dizer que são signos de natureza deliberadamente não intencionais na relação emissor e receptor. A pesquisa foi realizada com base em atividade pedagógica de experimentações em físico-química e as gesticulações dos estudantes, os signos por nós analisados, estão baseados numa leitura da Teoria semiótica de Peirce. Do ponto de vista da importância pedagógica, a gesticulação sintetiza duas dimensões a serem atendidas: uma cognitiva, tendo em vista seu papel auxiliar na construção do pensamento e elaboração do significado do aprendiz do que está sendo estudado; outra dimensão, de interesse deste trabalho, de natureza avaliativa processual, visto se constituir em uma linguagem que permite ao professor apreciar o significado do conhecimento do que está sendo construído pelo estudante. Os resultados indicam a necessidade de se tornar mais conhecidos instrumentos pedagógicos como o que avaliamos nesta tese para que o ensino-aprendizagem, no nosso caso especial, em laboratório, possa ser feito de forma mais imediata e efetiva.
Estudo sobre as reflexões dos licenciandos em Química nas atividades de microensino: implicações para a formação inicial docente
Viviane Arrigo, Prof. Dr. Álvaro Lorencini Júnior
Data da defesa: 17/04/2015
O presente estudo tem como foco principal de investigação a formação inicial reflexiva de professores de Química, no contexto do microensino, como atividade da disciplina de Estágio Supervisionado de uma Instituição de Ensino Superior privada do município de Londrina (PR). Utilizamos como procedimento de coleta de dados a autoscopia bifásica, que consiste nas fases: interativa, na qual filmamos o microensino; e pós-ativa, na qual, com o auxílio do vídeo, ajudamos o estudante a realizar os processos de reflexão sobre a ação e sobre a reflexão-na-ação. Com base nos referenciais teóricos de Schön (1992; 2000), analisamos o conteúdo das reflexões de três estudantes, com os seguintes objetivos: a) identificar, nas falas, as situações decorrentes das suas práticas de ensino que os levaram a refletir para resolver eventual problema da prática, situações essas denominadas “alerta”; b) identificar, por meio da reflexão sobre a reflexão-na-ação, os “momentos” de estruturação, questionamento e reestruturação que levaram os estudantes a planejarem uma nova ação; c) identificar as implicações que a estratégia da autoscopia bifásica, nos moldes da “sala de espelhos” proposta por Schön, causam na construção do perfil docente desses estudantes. Os resultados obtidos são decorrentes da sistematização dos dados coletados, por meio do esquema da prática reflexiva de cada estudante, baseado nos “momentos” reflexivos descritos por Schön e adaptado de Clarke (1994). Verificamos que cada estudante se deparou com determinada dificuldade ao preparar e ministrar o microensino e, por isso, consideramos que cada um deles refeltiu sobre as situações que reconheceu como sendo problemas decorrentes da sua prática de ensino, ou seja, situações de alerta, as quais necessitavam ser estruturadas, questionadas e reestruturadas, para que pudessem transformar a sua prática educativa e construírem uma forma pessoal e idiossincrática de desenvolvimento profissional docente
Quenem químico: a apropriação dos enunciados científicos nas aulas de química
Angélica Cristina Rivelini da Silva, Prof. Dr. Moisés Alves de Oliveira
Data da defesa: 05/04/2012
Nesta dissertação, procuro entender como são legitimados certos enunciados científicosdurante as práticas pedagógicas em funcionamento na instituição escolar, mais especificamente no espaço discursivo de algumas aulas de química para o Ensino médio. Procuro me apoiar na perspectiva dos Estudos Culturais de Ciências e no conceito foucaultiano de enunciado. A questão central que enfatizo é problematizar a condição naturalizada dos enunciados químicos e busco deslocar o entendimento dos saberes químicos para um conjunto de dispositivos que regulam a forma como os sujeitos produzem o seu conhecimento sobre o mundo. Para a realização deste estudo, aproveitei algumas ferramentas da etnografia que chamei de etnógrafa-turista, que me permitiram circular pela variedade de espaços e atividades escolares. Dessa forma, constituía a rede enunciativa das aulas de química analítica. Nesse processo de apropriação dos enunciados químicos durante as aulas, a professora Flávia, tratou de “ajustar” as multiplicidades de entendimentos dos alunos para o que representaria os conceitos químicos da maneira como estão instituídos nos discursos científicos, os dispositivos atuavam, ao mesmo tempo, demarcando um campo de possibilidade, no qual determinados elementos - enunciados químicos - eram (re) significados para os alunos enquanto objetos de conhecimento químico. Assim, quando a professora falava, seu interesse não era relacionar o discurso a um pensamento, mente ou sujeito, mas ao campo prático ao qual ele é desdobrado. A Escola acaba por atuar como um dispositivo de enquadramento dos saberes e sujeitos, que ao fixar determinadas normas, ordena, controla e sistematiza teorias e procedimentos estabelecendo um sistema de significação, no qual o enunciado químico ganha visibilidade e compreensão.