Questões não-rotineiras: a produção escrita de alunos da graduação em Matemática
Vanessa Lucena Camargo Almeida, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 02/02/2009
Tomando a avaliação como prática de investigação, este estudo analisa a produção escrita de alunos do Bacharelado e da Licenciatura em Matemática de uma universidade pública, em questões discursivas consideradas não-rotineiras nas aulas de Matemática. A abordagem é predominantemente qualitativa de cunho interpretativo, tendo por base as orientações presentes na Análise de Conteúdo, o que permitiu verificar como esses alunos lidam com esse tipo de questão no que diz respeito à interpretação e uso que fazem das informações contidas nos enunciados, às estratégias mais utilizadas e ao conhecimento de conteúdos matemáticos que apresentam ao resolverem as questões. Para tanto, considerou-se um processo de matematização envolvendo quatro fases: compreensão, estratégia, procedimento e resolução da questão. A investigação aponta como pontos relevantes que: a maioria dos alunos utiliza-se de estratégias tipo escolares nas resoluções das questões; os alunos lidam bem com os algoritmos envolvidos nas estratégias escolhidas; tanto os alunos de Licenciatura quanto os de Bacharelado apresentam registros escritos que indicam um processo de matematização semelhante.
Modelagem Matemática e Semiótica: algumas relações
Karina Alessandra Pessôa da Silva, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 16/12/2008
Neste trabalho, apresentamos uma pesquisa fundamentada nos pressupostos teóricos da Modelagem Matemática na perspectiva da Educação Matemática e procuramos estabelecer relações entre esta perspectiva e a Semiótica de Peirce e a Teoria dos Registros de Representação Semiótica de Raymond Duval. Para tanto, analisamos três atividades de Modelagem Matemática existentes na literatura: uma no âmbito do grupo de estudos no qual a pesquisa se insere, uma de âmbito nacional retirada dos anais da V Conferência Nacional sobre Modelagem na Educação Matemática e uma de âmbito internacional retirada dos anais da XIII International Conference on the Teaching of Mathematical Modelling and Applications. A pesquisa consiste em uma análise documental dos registros apresentados pelo(s) autor(es)/modelador(es) de cada atividade de Modelagem selecionada. A partir da análise que realizamos, estabelecemos algumas relações entre Modelagem Matemática e Semiótica, no que diz respeito à categorização dos signos estabelecida por Peirce, aos modos de inferência dos signos classificados por Kehle & Cunningham (2000), aos registros de representação semiótica abordados por Duval com relação ao fenômeno de congruência e não-congruência das conversões entre os registros e às tarefas de produção e compreensão.
Livros didáticos e modelagem Matemática: uma caracterização da transposição didática do conteúdo de integral nestes ambientes
Kassiana Schmidt Surjus Cirilo, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 26/08/2008
Este trabalho apresenta uma investigação sobre a Transposição Didática de conteúdos do Cálculo Diferencial e Integral em livros didáticos e em atividades de Modelagem Matemática. O estudo está fundamentado na teoria da Transposição Didática de Yves Chevallard e na Modelagem Matemática como alternativa pedagógica. Estabelecemos previamente três atributos fundamentados nos requisitos e características da Transposição Didática do saber sábio para o saber a ensinar definidos por Yves Chevallard e em regras elaboradas por Jean-Pierre Astolfi. A investigação tem como objetivo inferir se estes atributos são observados na transposição do conteúdo de integral em livros didáticos e em atividades de Modelagem Matemática. Analisamos os livros Cálculo I de George Thomas Jr. e Um Curso de Cálculo vol I de Hamilton Guidorizzi e quatro atividades de Modelagem Matemática. A análise revela que a Transposição Didática do saber sábio para o saber a ensinar é parcialmente contemplada nos livros didáticos. Também inferimos que a Transposição Didática do saber sábio para o saber a ensinar é parcialmente contemplada nas atividades de Modelagem Matemática, porém sobre diferentes aspectos. Essas informações permitiram perceber as vantagens e desvantagens de se trabalhar conceitos matemáticos por meio de atividades de Modelagem Matemática e de livros didáticos e a potencialidade da associação do livro e das atividades para o ensino do Cálculo Diferencial e Integral.
A participação da História da Matemática na formação inicial de professores de Matemática na ótica de professores pesquisadores
Rodrigo Dias Balestri , Profª Drª Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino
Data da defesa: 28/03/2008
Este trabalho consiste em uma pesquisa de abordagem qualitativa, cujo objeto de estudo é a formação inicial de professores de Matemática. A história da matemática é apontada por muitos autores como um recurso que pode contribuir para a Educação Matemática de estudantes de diferentes níveis de ensino, inclusive alunos de cursos de formação de professores de Matemática. Acreditamos ser interessante realizar discussões e análises que promovam conhecimento e aprimoramento acerca da participação da história da matemática na formação inicial de professores de Matemática. Procuramos, com a colaboração de oito professores e pesquisadores, investigar a participação da história da matemática na formação inicial de professores de Matemática na ótica de professores e pesquisadores que atuam ou já atuaram com história da matemática, considerando as seguintes questões auxiliares: Quais as contribuições da história da matemática na formação de professores de Matemática? Qual a participação da história da matemática nos cursos de graduação em Matemática? A história da matemática auxilia o professor a ministrar suas aulas? Em quais perspectivas a história da matemática deve ser abordada em sala de aula? Em quais momentos da formação inicial de professores de Matemática a história da matemática deve ser abordada? A coleta das informações foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas, que foram gravadas em áudio e posteriormente transcritas para análises. Em nossa pesquisa, apresentamos uma discussão sobre as convergências e divergências encontradas nas entrevistas, destacando algumas categorias que nos conduziram a uma compreensão ampliada da participação da história da matemática na formação inicial de professores de Matemática. A investigação evidenciou que: em relação ao futuro professor, a história da matemática pode contribuir positivamente em sua formação matemática e em sua prática pedagógica; em relação ao curso de formação, a história pode ser articuladora das disciplinas e dos conteúdos matemáticos estudados no curso; lacunas existentes na formação dos professores formadores e a pouca disponibilidade de bons materiais acerca da história da matemática, são empecilhos para sua incorporação em cursos de formação de professores de Matemática.
Modelagem Matemática e Tecnologias de Informação e Comunicação: o uso que os alunos fazem do computador em atividades de modelagem
Fábio Vieira Santos, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 25/03/2008
Neste trabalho apresentamos uma investigação sobre atividades de Modelagem Matemática mediadas pelo uso do computador. As informações apresentadas em nossa pesquisa foram obtidas no período de 13/04/2007 a 10/08/2007, a partir de encontros com alunos do 2.º ano do Curso de Licenciatura em Matemática que cursavam a disciplina de Cálculo Diferencial e Integral II. Nesses encontros foram desenvolvidas atividades de Modelagem a fim de que pudéssemos fazer análises das atuações dos alunos durante a realização dessas atividades. Os procedimentos metodológicos utilizados em nossa pesquisa têm como base os princípios da proposta de Romberg e os Experimentos de Ensino, e as informações coletadas permitiram verificar o uso que os alunos fizeram do computador na exploração ou construção de um modelo matemático, bem como observar aspectos que podem contribuir para aprendizagem da Matemática. Além disso, elas sinalizaram que a associação da Modelagem com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), mais especificamente com o computador, favorece a compreensão e estimula atividades que contribuem para o desenvolvimento da criatividade no que diz respeito à busca por soluções para problemas que a sociedade atual pode colocar.
Estudo da produção escrita de estudantes do ensino médio em questões discursivas não rotineiras de Matemática
Edilaine Regina dos Santos , Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 22/02/2008
A proposta desta investigação é analisar a produção escrita de estudantes do Ensino Médio em questões discursivas não rotineiras de matemática com o propósito de compreender como lidam com questões desse tipo apresentadas em situação de avaliação. Nesta análise busca-se a interpretação que fazem do enunciado das questões; as estratégias e procedimentos que utilizam para resolvê-las; as relações estabelecidas do contexto do problema com outros contextos ou outras informações. Para esta investigação, que é predominantemente qualitativa de cunho interpretativo, realizada sob a luz da avaliação como prática de investigação, utilizam-se orientações presentes na análise de conteúdo. Considerando as semelhanças existentes entre as resoluções dos estudantes nas questões, foram construídos agrupamentos conforme as estratégias adotadas por eles. Dentre outros, foi possível identificar a interpretação que fizeram dos enunciados das questões; que algumas das interpretações e resoluções são diferentes das consideradas corretas; em alguns casos, as estratégias e procedimentos adotados para resolver cada uma. Também foi possível identificar que alguns estudantes relacionaram o contexto em que a questão é apresentada com outros contextos ou com outras informações.
A produção escrita de alunos do ensino fundamental em questões de Matemática do Pisa
Letícia Barcaro Celeste , Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 21/02/2008
Este trabalho consiste em um estudo da produção escrita de alunos do Ensino Fundamental em questões de Matemática do PISA. Com base na interpretação da produção dos alunos, por meio da Análise de Conteúdo, esta investigação de cunho qualitativo, teve intenção de: conhecer como os estudantes lidam com as informações de um problema não rotineiro para construir uma solução no contexto ou na situação na qual esse problema foi apresentado; evidenciar a relevância da avaliação da aprendizagem escolar como prática de investigação de modo a subsidiar tanto a prática do professor em sala de aula como a aprendizagem dos alunos; mostrar uma visão de erro, para o qual não é dado valor positivo ou negativo. A partir das resoluções apresentadas, formamos grupos de resolução, por meio dos quais foi possível identificar: interpretações que fizeram dos enunciados das questões; algumas das estratégias e procedimentos utilizados nas resoluções mesmo quando diferentes das consideradas corretas; que os alunos demonstram conhecer os algoritmos das operações básicas, uma vez que quase sempre se utilizam destes para resolverem as questões.
O estágio supervisionado na formação do professor de Matemática na ótica de estudantes do curso de Matemática da UEL
Gislaine Alexandre Passerini , Profª Drª Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino
Data da defesa: 13/11/2007
Este trabalho consiste em uma pesquisa de abordagem qualitativa, cujo objeto de estudo é a Formação Inicial de Professores de Matemática, contextualizado pelo Estágio Supervisionado. O Estágio Supervisionado pode promover reflexões importantes para o estagiário e como os Cursos de Licenciatura estão em fase de implementação dos Projetos Pedagógicos que sofreram alterações devido à instituição das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores, acreditamos ser interessante realizar análises e discussões que promovam conhecimento e aprimoramento desta etapa formativa do estagiário. Procuramos, com a colaboração de estagiários do Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Londrina - UEL, investigar o papel do Estágio Supervisionado na Formação Inicial do Professor de Matemática na ótica de estudantes do Curso de Licenciatura em Matemática da UEL, considerando as questões norteadoras: Quais ações desenvolvidas no Estágio Supervisionado podem contribuir na Formação Inicial de Professores de Matemática? Que contribuições estas ações podem proporcionar à formação do futuro professor de Matemática? Como estas ações foram relacionadas no Estágio Supervisionado investigado de modo a contribuir para a formação docente? Apresentamos nas descrições e análises do Estágio Supervisionado investigado quatro etapas e as ações desenvolvidas em cada uma delas. Em seguida, apresentamos uma discussão sobre as relações entre as ações desenvolvidas em cada etapa do Estágio Supervisionado, destacando algumas categorias de análise que nos conduziram a uma compreensão mais ampla do papel do Estágio Supervisionado investigado para a formação inicial do professor de Matemática. A investigação evidenciou que o Estágio Supervisionado pode se constituir como um espaço que oportuniza ao futuro professor apropriar-se de conhecimentos da docência. Por meio de observações, análises e reflexões da realidade escolar e da regência, o futuro professor pode vivenciar uma experiência profissional durante o Curso de Licenciatura.
Uma produção de significado para uma disciplina de Filosofia da Matemática na formação inicial do professor de Matemática
Sérgio Carrazedo Dantas , Profª Drª Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino
Data da defesa: 26/03/2007
Este trabalho de investigação teve como objetivo constituir uma disciplina de Filosofia da Matemática a partir da nossa produção de significados para a mesma, considerando as ações enunciativas de alunos egressos de um curso de Licenciatura em Matemática e da então professora de Filosofia da Matemática desses ex-alunos, bem como nossas leituras e reflexões. A análise dos resíduos dessas ações enunciativas foi baseada na perspectiva de linguagem e comunicação apresentada no Modelo Teórico dos Campos Semânticos de Lins, partindo de uma leitura positiva dos mesmos. A investigação permitiu que constituíssemos uma disciplina de Filosofia da Matemática tomando por base um perfil de licenciando descrito por Souza et al (1991 e 1995), em termos de liberdade de escolha de conteúdos e de metodologias, competência matemático-pedagógica para o exercício dessa liberdade, e compromisso político. Na nossa produção de significado para uma disciplina de Filosofia da Matemática consideramos que na mesma devem oportunizadas atividades e discussões que tematizem os fundamentos filosóficos da Matemática; o cultivo da capacidade de reflexão filosófica sobre o conhecimento, sobre o conhecimento matemático e sobre a Matemática; a promoção de uma visão holística da Matemática e sua integração a conhecimentos de outras áreas e disciplinas.
Modelagem Matemática x Aprendizagem Significativa: uma investigação usando Mapas Conceituais
Maria Lucia de Carvalho Fontanini, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 23/03/2007
Apresentamos o resultado de um trabalho de pesquisa fundamentado nos pressupostos teóricos da Modelagem Matemática na perspectiva da Educação Matemática, na teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel e nos Mapas Mapas Conceituais de Joseph Novak. Estabelecemos previamente um conjunto de elementos por meio dos quais é possível evidenciar a ocorrência da Aprendizagem Significativa por meio dos Mapas Conceituais, quando as atividades de ensino compõe uma proposta que envolve Modelagem Matemática. A pesquisa foi desenvolvida com 4 alunos que cursavam o primeiro semestre de um curso em Manutenção Industrial Mecânica em uma Universidade no interior do Paraná, durante as aulas de Fundamentos da Matemática, Cálculo Diferencial Integral I e um curso extracurricular. Após um período de familiarização com os Mapas conceituais, os alunos desenvolveram atividades de Modelagem Matemática e construíram mapas a respeito dos conceitos matemáticos e extra-matemáticos envolvidos no problema estudado. Os mapas conceituais elaborados pelos alunos, a observação dos mesmos, aplicação de questionários e entrevistas foram os meios empregados na coleta das informações. Essas informações permitiram perceber avanços no continuum aprendizagem memorística - aprendizagem significativa de conceitos matemáticos trabalhados por meio da Modelagem, potencialidades da associação dos Mapas Conceituais e Modelagem Matemática bem como vantagens e desvantagens em trabalhar com os mesmos.