Empreendimentos de uma Comunidade de Prática de professores de Matemática na busca de aprender e ensinar frações
Márcio Roberto da Rocha, Profª. Drª. Márcia Cristina de Costa Trindade Cyrino
Data da defesa: 25/06/2013
No presente estudo, investigamos como um contexto de formação, caracterizado como Comunidade de Prática (WENGER, 1998), colabora para aprendizagens de professores que ensinam Matemática. A formação foi constituída por reuniões semanais no Colégio Estadual de Paranavaí, com a participação de seis professoras dos anos finais de Ensino Fundamental, uma professora recém-formada, professora formadora e o pesquisador. Ao longo do período da pesquisa foram constatados elementos que evidenciaram como o grupo investigado foi se constituindo uma Comunidade de Prática. Optamos pela abordagem qualitativa na intenção de responder à questão de investigação Que elementos do contexto de uma Comunidade de Prática de professores de Matemática permitem aprendizagens de seus membros ao lidarem com empreendimentos na busca de aprender e ensinar frações?Para isso, buscamos descrever a trajetória da comunidade investigada para identificar os empreendimentos mobilizados na busca de aprender e ensinar frações. A análise das informações foi feita a partir de episódios que revelaram processos de negociação de significados, destacando a interação entre os processos de participação e reificação ocorridos na articulação e desenvolvimento dos empreendimentos, no sentido de evidenciar o que os membros dessa comunidade, aprenderam no que se refere aos conhecimentos profissionais de professores de Matemática. Desse modo, foi possível identificar elementos da prática da comunidade investigada que permitiram essas aprendizagens, nomeadamente a oportunidade de: refletir/discutir a respeito da prática pedagógica; compartilhar experiências; produzir material manipulativo (oficina) explorando suas potencialidades; elaborar e resolver tarefas associadas ao material manipulativo construído; refletir sobre aplicação dessas tarefas em sala de aula; enfrentar desafios; questionar e ser questionado (compromisso com a justificação); reflexão a respeito do processo de formação continuada.
Expressões faciais em situação de aprendizado no contexto do PIBID
Leandro Chagas da Silva, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 18/06/2013
Esta pesquisa apresenta resultados de uma investigação a respeito da relação professor- aluno; e nesta relação houve um elemento que foi foco de atenção: a expressão facial do aluno, que foi concebida como algo que pode ser observado e interpretado pelo professor, constituindo, desse modo, uma fonte de indicadores que podem ser úteis em uma situação de aprendizado. Entretanto, esta maneira de observar o aluno foi desenvolvida nesta pesquisa, pois há carência de referencial teórico sobre expressões faciais na área de ensino. Devido a esta carência, também podemos entender esta pesquisa de outra forma, como um movimento de caráter investigativo e exploratório em que, para que houvesse um contexto de pesquisa, foram organizadas atividades programadas com professores, licenciandos e alunos. Essas atividades foram devidamente registradas e, posteriormente, investigadas, com o objetivo de explorar quais seriam as possibilidades desse novo conhecimento. Como parte da metodologia, manteve-se o que já é considerado nesta área: a análise das falas dos investigados; todavia, introduziu-se um novo referencial teórico, útil para analisar expressões faciais. Ressalta-se que, nesta pesquisa, a principal preocupação não esteve em apresentar os resultados das análises de imagens, mas sim em evidenciar indícios de que professores podem desenvolver um método de análise de expressões faciais que pode ser útil para o profissional ao participar da relação professor-aluno. Para atingir esse objetivo, foi conduzido junto a licenciandos, ou seja, na formação inicial, um curso relacionado à observação e descrição do comportamento não verbal e também foi elaborado um referencial para a análise de expressões faciais. Referencial este que se mostrou útil durante a condução de um processo de aprendizado e como instrumento de análise das evoluções de conceitos e de percepção dos professores participantes desta investigação. Ao final da pesquisa percebeu-se que alguns dos professores já começavam a elaborar algumas de suas ações, pautando-se na percepção que passaram a ter sobre o comportamento não verbal de seus alunos, além de apresentarem maior consciência dos efeitos de suas reações não verbais durante os processos de aprendizado.
Contextos educacionais inclusivos de alunos surdos: ações frente à realidade inclusiva de professores de matemática da educação básica
Márcia Cristina de Souza, Profª. Drª. Rosana Figueiredo Salvi
Data da defesa: 30/04/2013
Este trabalho, de cunho qualitativo, fundamenta-se nas ações docentes dos professores de matemática da educação básica que tem em suas turmas alunos surdos incluídos. Tem como objetivo compreender a realidade de tais contextos educacionais inclusivos e contribuir com os debates e estudos sobre o processo de inclusão de alunos surdos na educação básica. Foram utilizadas entrevistas estruturadas com quinze professores de Andirá-PR e municípios vizinhos, que trabalhavam em 2011 com alunos surdos incluídos em suas aulas de matemática. As transcrições das entrevistas foram submetidas aos procedimentos e conceitos apresentados pela Análise de Conteúdo (AC) proposta por Bardin (1977) até a sua estruturação e após a organização das informações, na fase da análise, migrou-se para uma interpretação utilizando-se da Metanálise, proposta por Fiorentini e Lorenzato (2009). As respostas dos professores de matemática da região pesquisada possibilitou a compreensão de seus conhecimentos sobre a surdez, sobre as políticas de inclusão e sobre as ações educativas na educação inclusiva do aluno surdo. Foi possível também levantar informações sobre a necessidade de maiores investimentos na formação continuada dos professores para que os mesmos possam participar da construção de currículos inclusivos como solicita as Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de currículos Inclusivos (PARANÁ, 2006). Espera-se com os resultados da pesquisa contribuir para o avanço dos estudos referentes à educação inclusiva de alunos surdos de maneira geral. Em suma, o presente trabalho adentrou os ambientes inclusivos e verificou que ainda são muitas as dificuldades vivenciadas pelos professores com a inclusão do aluno surdo pois existe falta de aprofundamento teórico desses profissionais da educação e os ambientes educacionais não estão gerenciados e estruturados de acordo com as leis de inclusão
Implicações do sistema blocado na ação didática do professor de física
Rodrigo Cesar Elias, Prof. Dr. Sérgio de Mello Arruda
Data da defesa: 23/03/2013
Este presente trabalho tem por objetivo investigar as relações didáticas dos professores de Física, do Ensino Médio Público do Estado do Paraná, atuantes em um projeto de mudança curricular. Este projeto, conhecido como Ensino Médio por Blocos de Disciplinas Semestrais – Sistema Blocado –, tornou-se optativo em 2009 na Rede de Ensino paranaense. O fato mais marcante, nesse sistema, é a forma temporal burocrática imposta pela escola à transmissão dos conteúdos disciplinares. Com o foco no trabalho docente, esta mudança alterou o tempo de aula relativo aos processos de ensino desses professores. Isso pelo fato de que no período letivo que, anteriormente, era de um ano com 2 horas-aula semanais, totalizando 80 horas-aula anuais, no novo modelo passou para um semestre com 4 horas-aula semanais, 80 horas-aula semestrais. Com base em uma abordagem qualitativa, entrevistamos os professores de Física atuantes em escolas do norte do Paraná para analisar suas percepções sobre as implicações desse projeto em sua ação didática – em sala de aula –, consequentemente no sistema de ensino enfatizando as interações didáticas ocorridas dentro da sala de aula. Para o desenvolvimento desta pesquisa, apresentamos de forma sucinta os conceitos de: saberes docentes, presentes nas obras de Tardif e Gauthier; sistema didático – Chevallard; um novo instrumento para análise da ação didática do professor em sala de aula – Arruda et al. – conceito que facilitou a análise dos dados. Os dados mostraram-se convergentes com referencial teórico adotado e indicaram: uma diminuição da burocracia escolar para o professor; maior contato com os alunos, o que para alguns professores é positivo e para outros não, evidenciando que tudo depende das interações didáticas estabelecidas pelo professor com suas turmas; ausência de uma formação a serviço– pontua-se que as direções e as equipes pedagógicas das escolas ‘receberam’essa formação; o laboratório de Física e sala ambiente como projeto de melhora do ensino e aprendizagem em Física; intervalo de tempo curto, para que haja uma maturação dos conteúdos trabalhados
Processo de criação de uma trilha interpretativa a partir da percepção ambiental de alunos do ensino fundamental
Dahiane Inocência Silveira, Prof. Dr. Álvaro Lorencini Júnior
Data da defesa: 22/03/2013
A ideia da interpretação ambiental nasceu nos Estados Unidos, com a publicação de panfletos que auxiliassem o turista a entender aspectos da natureza. Após o sucesso da ideia, apareceram excursões guiadas por guarda-parques e criou-se o primeiro programa de interpretação da natureza pelo Serviço de Parques Nacionais Norte-americanos. Um dos meios interpretativos mais eficientes são as trilhas interpretativas conduzidas, com a finalidade de enriquecer as experiências dos visitantes, favorecendo a conscientização ambiental, visto que o condutor pode realizar um trabalho educativo com as questões ambientais. Desse modo, este trabalho de pesquisa tem como principal objetivo demonstrar a criação de uma trilha a partir da percepção de alunos ensino fundamental e como seria esta trilha no que se refere aos referenciais da interpretação ambiental. Através dos roteiros elaborados pelos alunos do 6º ano do município de Jacarezinho foram verificadas as possíveis relações entre o planejamento de uma trilha interpretativa com os objetivos da Interpretação Ambiental e dos documentos utilizados no referencial à luz dos teóricos da Percepção Ambiental. Faz-se necessário também destacar dois princípios da Educação Ambiental que serão propósitos desse estudo: Fazer com que os alunos participem na organização de suas experiências de aprendizagem e utilizar diferentes ambientes educativos para comunicar e construir conhecimentos sobre o meio ambiente, privilegiando as atividades práticas e as experiências pessoais. Nas trilhas interpretativas a Interpretação Ambiental se torna um instrumento da Educação Ambiental ao visar objetivos que envolvem a sensibilização, a compreensão e a responsabilidade dos visitantes para com as questões ambientais. Como resultado constatou-se que muito do que os alunos criaram e reproduziram estão de acordo com os referenciais de criação de trilhas interpretativas.
Sexualidade na escola: encaminhamentos metodológicos na perspectiva dos professores de Ciências
JOSIANE DA SILVA QUIRINO RODRIGUES, Prof. Dr. Álvaro Lorencini Júnior
Data da defesa: 21/03/2013
O presente estudo teve como objetivo identificar aspectos relevantes para o ensino dos conteúdos de sexualidade na opinião de alguns professores de Ciências atuantes na rede Estadual de Ensino. As perguntas que norteiam o desenvolvimento da pesquisa são as seguintes: De que forma os professores pensam ser interessante desenvolver os conteúdos de sexualidade com os alunos? Quais os encaminhamentos metodológicos sugeridos para o ensino da sexualidade com relação às estratégias e recursos de ensino? Como seria um bom projeto de Educação Sexual? Para respondermos essas questões, procedemos a pesquisa com características qualitativas. Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com sete professores de Ciências os quais atuam em duas escolas da cidade de Londrina - PR. Os resultados encontrados apontam que as estratégias mais utilizadas pelos docentes são: aulas expositivas, discussões ou debates e dinâmicas de grupo. Entre os recursos, o mais utilizado é a “caixa de perguntas” mencionado por cinco dos sete entrevistados. Outros recursos empregados são imagens e desenhos, textos e seminários. As abordagens de Educação Sexual que norteiam o trabalho dos professores, no que se refere às aulas de sexualidade são: Abordagem Religiosa Tradicional e Libertadora, Abordagem Médica, Abordagem Pedagógica e Abordagem Emancipatória. Contudo, a abordagem dos conteúdos de sexualidade predominantemente encontrada nas entrevistas é a Abordagem Pedagógica de Educação Sexual.
Gênero na Formação Inicial de docentes de Biologia: uma Unidade Didática como possível estratégiade sensibilização e incorporação da temática no currículo
Vinícius Colussi Bastos, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 21/03/2013
As relações de gênero são constituidas em diversos fenômenos sociais e entre esses, o processo educativo. Várias são as pesquisas da área de Educação que se dedicam a investigação das relações de gênero presentes de diversas maneiras em todo o sistema educacional. Na área de Educação em Ciências as pesquisas que se dedicam à temática problematizam, entre outras coisas, os motivos pelos quais a Educação Científica supostamente não despertaria o interesse de jovens mulheres por carreiras científicas e tecnológicas. Diversas podem ser as razões para essa falta de interesse, estando entre essas: a imagem masculina atribuída historicamente às Ciências, o desconhecimento das carreiras científicas, os modos tradicionais de ensinar Ciências, a incompreensão da temática de gênero e a dificuldade das e dos docentes em identificar e trabalhar pedagogicamente com essas questões. Em nosso grupo de estudos e pesquisas IFHIECEM – Gênero, temos problematizado e investigado essas e outras questões, e entre as problemáticas atuais de pesquisa do nosso grupo, destacamos as seguintes: Que Saberes Docentes são necessários para efetivar um trabalho pedagógico considerando questões de gênero na Educação em Ciências e em Matemática? Como potencialmente construir esses Saberes na Formação Inicial de Professores de Ciências e Matemática? Foi considerando essas problemáticas e pensando especificamente no contexto da Formação Inicial de docentes de Biologia que realizamos este trabalho. Nosso objetivo de pesquisa foi: Investigar uma Unidade Didática (UD) que proporcione situações de aprendizagem para a construção de Saberes, durante a Formação Inicial de docentes de Biologia, possivelmente necessários a um trabalho pedagógico considerando questões de gênero no Ensino de Biologia. Para tanto, realizamos momentos de pesquisa teórica e empírica, por meio de uma abordagem qualitativa, que permitiram investigar a construção de uma UD potencialmente significativa, pautada nas discussões atuais de Saberes Docentes e Didática das Ciências. Nossa UD foi aplicada em dois cursos de licenciatura em Ciências Biológicas de instituições de Ensino Superior públicas do norte paranaense. Com essas aplicações pudemos conhecer as noções, relacionadas com a temática proposta, das e dos futuros licenciados em Biologia, sujeitos dessa pesquisa. Destacamos que as noções identificadas relacionam-se com os Conhecimentos do Conteúdo, Pedagógicos Gerais e Pedagógicos do Conteúdo. A UD construída e aplicada mostrou-se como uma satisfatória estratégia para sensibilizar as e os futuros licenciados em Biologia a um trabalho pedagógico considerando questões de gênero no Ensino de Biologia. Concluímos que a UD tem potencialidades para ser incorporada no currículo de cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, uma vez que seus objetivos e propósitos mostraram-se coerentes com as necessidades formativas das e dos docentes de Biologia.
Matematização e modelagem matemática: possíveis aproximações
HELOISA CRISTINA DA SILVA, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 12/03/2013
A pesquisa busca aproximações entre a matematização como caracterizada nos esquemas de modelagem matemática e a matematização como reconhecida na Educação Matemática Realística. No âmbito da modelagem matemática, matematização diz respeito a uma transição ou a uma ação cognitiva que se faz entre diferentes etapas do que se reconhece na literatura como um esquema ou um ciclo de modelagem. Já na Educação Matemática Realística, a matematização é um processo e apresenta-se, em geral, uma classificação que a associa uma matematização horizontal e uma matematização vertical. Com o objetivo de identificar e caracterizar elementos da matematização, realizada pelos alunos durante o desenvolvimento de atividades de modelagem matemática, é desenvolvido um curso de modelagem com alunos de uma universidade pública. Os dados coletados, obtidos por entrevista, questionários, registros escritos dos alunos, gravações em áudio e em vídeo, do desenvolvimento das atividades de modelagem são analisados com base no referencial teórico. Realiza-se análises que, considerando as caracterizações apresentadas na literatura, evidenciam aproximações entre a matematização nessas duas sub-áreas da Educação Matemática. Já a análise dos dados coletados com as atividades de modelagem desenvolvidas pelos alunos evidencia que os mesmos realizaram matematização horizontal e matematização vertical, especialmente nas ações de compreensão da situação, estruturação da situação, matematização e síntese.
A formação do professor de Física no contexto do PIBID: os saberes e as relações
Thomas Barbosa Fejolo, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 25/02/2013
A presente investigação focalizou a formação do professor de Física no contexto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). A equipe analisada pela pesquisa foi composta por dois estudantes de licenciatura em Física da Universidade Estadual de Londrina e um professor de Física da Rede Estadual de Ensino. Para fins de organização e interpretação das informações coletadas utilizaram-se os procedimentos metodológicos da Análise de Conteúdo. Tendo em vista a interação desta equipe buscamos pesquisar: 1) os tipos de saberes que o professor comunicou aos estudantes de licenciatura durante a atividade de supervisão. Para isso utilizamos vinte e três categorias a priori, provenientes da teoria de Gauthier et al. (1998). Tais categorias compõem um reservatório de saberes que cada professor mobiliza em suas ações: os saberes da gestão de classe e da gestão de conteúdo; e 2) As relações com o saberes estabelecidas pelos estudantes de licenciatura. Para este propósito utilizamos as nove categorias de relações com o saber de Arruda et al. (2011). Como resultados de pesquisa esta dissertação destaca: 1) os saberes experienciais compartilhados pelo supervisor durante sua ação, com detalhes sobre os tipos mais presentes em sua comunicação – saber sobre o “Planejamento dos conteúdos de aprendizagem”, sobre o “Planejamento das atividades de aprendizagem”, sobre o “Planejamento do ambiente educativo” e sobre “Ensino Explícito”; e 2) o processo de construção, pelos estudantes de licenciatura, de determinados tipos de saberes – saber sobre o conteúdo, sobre o planejamento e avaliação do ensino, saber sobre a identidade profissional, sobre a indisciplina dos alunos, saber sobre a reflexão docente, entre outros.
Aspectos do pensamento algébrico e da linguagem manifestados por estudantes do 6° ano em um experimento de ensino
Edilaine Pereira da Silva, Profª Drª. Angela Marta Pereira das Dores Savioli
Data da defesa: 10/04/2013
Esta investigação, de cunho qualitativo, objetivou identificar, analisar e discutir aspectos do pensamento algébrico manifestados por estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao resolverem problemas em um Experimento de Ensino. O referencial teórico utilizado reúne informações a respeito de quais processos matemáticos realizados possam ser evidências de que crianças do Ensino Fundamental estejam pensando algebricamente. Referimo-nos a aspectos de pensamento algébrico como evidências de habilidades do pensamento matemático, consideradas necessárias para o sucesso em álgebra ao resolverem problemas que envolvem conceitos algébricos. A coleta de informações se deu no ano de 2012 em uma sala de aula de uma escola pública de Palotina – Pr., por meio da metodologia baseada no Experimento de Ensino, devida a Steffe e Thompson (2000). Analisamos três episódios de ensino e registros escritos de dois problemas à luz da Análise de Conteúdo de Bardin (2004). Foi possível identificar alguns aspectos de pensamento algébrico nos registros escritos dos estudantes, destacando o desenvolvimento de uma linguagem sincopada para expressar-se matematicamente, a utilização de símbolos não convencionais e convencionais relacionados a conceitos e propriedades, a compreensão dos conceitos envolvidos no problema, a utilização da proporção direta, a resolução de equações por meio de operações inversas, a análise e expressão de relações entre grandezas desconhecidas sem recorrerem a valores específicos, entre outros. Além disso, verificamos quais aspectos de pensamento algébrico apresentaram-se com maior e menor frequência e identificamos três modos de pensar matemática apresentados pelos estudantes do 6º ano: i) um modo algébrico de pensar; ii) um modo de pensar limitado por crenças e rotinas; iii) um modo ingênuo de pensar.