Relações entre teoremas-em-ação e obstáculos epistemológicos do conceito de infinito
João Henrique Lorin, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 02/04/2018
Partindo do pressuposto que o conceito de infinito possui obstáculos, tanto no decorrer da história quanto no ambiente escolar, nossa hipótese de pesquisa é: será que é possível relacionar obstáculos epistemológicos com conhecimentos mobilizados por alunos em situações que envolvam o conceito de infinito? Esta pesquisa, portanto, tem por objetivo investigar a relação entre obstáculos epistemológicos (OE), identificados no decorrer da história da conceitualização do infinito enquanto objeto (infinito atual), e os conhecimentos mobilizados por 3 (três) acadêmicos do último ano de licenciatura em Matemática e 1 (um) egresso, em situações relacionadas a este conceito. Para alcançar esse objetivo foi necessário realizar as seguintes etapas: identificar OE no decorrer da história no que se refere ao conceito de infinito; criar situações de ensino que problematize esses OE; identificar possíveis teoremas-em-ação falsos (TAF) mobilizados pelos acadêmicos mediante as situações criadas, e, por fim, estabelecer relação entre os OE e os TAF, mobilizados pelos alunos. A coleta de dados se deu por meio de uma entrevista semiestruturada, composta de atividades que consideraram pressupostos da teorização dos campos conceituais de Vergnaud e da teorização das situações didáticas de Brousseau. Para a obtenção e análise dos fragmentos das respostas dos alunos, utilizamos como suporte teórico-metodológico a análise de conteúdo de Bardin. Como resultado, concluímos que a investigação dos OE do conceito de infinito no decorrer da história da matemática contribuiu para que elaborássemos situações de ensino no sentido de Vergnaud, de modo que criássemos um ambiente favorável ao aparecimento dos TAF mobilizados pelos sujeitos da pesquisa. Os conhecimentos mobilizados pelos alunos que foram caracterizados como TAF puderam, em parte, serem desmobilizados. Além disso, essa desmobilização pode ser facilitada quando se usa argumentos baseados nos constructos teóricos da história da matemática, e que foram desenvolvidos para superar tais OE. Deste modo, validamos nossa hipótese de pesquisa na medida em que ficaram estabelecidas relações entre os OE do conceito de infinito e os TAF mobilizados nos sujeitos da pesquisa.
Educação Inclusiva: Ensino de Matemática para Estudantes com Síndrome de Down na Escola Regular
FERNANDES, Renata Karoline Fernandes, Profª. Drª. Rosana Figueiredo Salvi
Data da defesa: 21/12/2018
Esta pesquisa tem a intenção de apresentar possíveis adaptações para favorecer o processo de ensino e de aprendizagem de Matemática na inclusão de estudantes com Síndrome de Down na escola regular. A tese justifica-se devido à falta de pesquisas na área de Educação Inclusiva, voltada para a aprendizagem de Matemática e estudantes com Síndrome de Down. Para a elaboração das adaptações, analisou-se documentos oficiais da Educação Inclusiva, leis relacionadas ao tema, Diretrizes para a Educação Inclusiva e Parâmetros Curriculares Nacionais; realizou- -se observação não participante em escolas regulares e especializada ao longo de um período de cinco meses; e, aplicou-se questionário às famílias de estudantes com Síndrome de Down, para que fosse elaborado um perfil de estudante idealizado e a partir das características desse perfil, as propostas adaptativas fossem elaboradas. As adaptações propostas nessa tese são adaptações de atividades, temporais, metodológicas e avaliativas, buscando potencializar a aprendizagem de conteúdos acadêmicos para estudantes com Síndrome de Down, evidenciando aspectos favoraveis do processo de inclusão, relacionada com aprendizagens científicas e sociais, focando no desenvolvimento da autonomia do estudante, autocuidados e aprendizagens matemáticas aplicáveis ao dia a dia dos estudantes. Com a intenção de indicar possibilidades e favorecer reflexão a respeitos da aplicação das sugestões da tese, elabora-se Trajetórias Hipotéticacs de Aprendizagem, que indicam formas possibilitar a inclusão de estudantes com Síndrome de Down na Educação Regular.
Produções Escritas dos Estudantes do Ensino Fundamental por Troca de Representação de um Signo Artístico – Aplicação da Ferramenta Analítica de Tipologias Discursivas como Indicadora da Compreensão de Sustentabilidade
Mariana Fernandes da Silva, Prof. Dr. Carlos Eduardo Laburú
Data da defesa: 14/12/2018
O estudo realizado possui potencial para contribuir para o Ensino de Ciências, mais precisamente no aspecto original da aplicação, em conjunto, das Tipologias Discursivas (Santaella, 2004) e das categorias de Compreensão da Semiologia de Prieto (1966, 1977). A hipótese do trabalho partiu do pressuposto que os elementos semióticos embasados na compreensão do ato sêmico defendido por Prieto associados à linguística, quando transpostos para o contexto da Educação Científica, podem servir como importantíssimo instrumento analítico. Diante disso, o problema de pesquisa consistiu em criar uma ferramenta analítica para analisar se houve compreensão a partir das tipologias discursivas de descrição, narração ou dissertação, produzidas pelos estudantes do sexto ano do ensino fundamental II. Por isso, para o desenvolvimento da ferramenta pensamos como coerente associar às tipologias discursivas, as categorias de compreensão de Prieto. Os resultados obtidos evidenciam que todo discurso produzido pelo estudante do tipo descritivo indicará que não houve compreensão. Quando o discurso for do tipo narrativo pode haver indicações de compreensão. Já quando o discurso produzido for do tipo dissertativo implicará compreensão por parte do estudante ou má compreensão. Contudo podemos afirmar que o planejamento consistente da ferramenta analítica criada e aplicada pelo professor pesquisador funcionou não apenas para identificar o tipo de discurso emitido pelo aluno, como também analisar o conteúdo do mesmo em relação à compreensão do conteúdo de Sustentabilidade.
A Terapia de Wittgenstein e o Conceito de Função: Uma Investigação com Modelagem Matemática
Camila Fogaça de Oliveira, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 13/11/2018
Esta pesquisa teve o objetivo de investigar como se dão os efeitos terapêuticos do conceito de funções em atividades de modelagem matemática desenvolvidas por alunos de um curso de tecnologia. Para isso utiliza da terapia de Wittgenstein tratando conceitos em novo contextos, utilizando de diferentes percepções sobre o conteúdo ensinado de acordo com os seus usos. Para o direcionamento da disciplina de Cálculo Diferencial e Integral em uma Faculdade de Tecnologia foi aplicada uma avaliação diagnóstica que sinalizou dificuldades apresentadas pelos alunos com relação aos usos do conteúdo de funções. O processo terapêutico da pesquisa teve como intenção tratar essas dificuldades por meio do desenvolvimento de atividades de modelagem matemática, implementadas de acordo com os três momentos de familiarização propostos por Almeida e Dias (2004). A busca por efeitos terapêuticos se delineou de acordo com o desenvolvimento das atividades propostas e apontou que os cinco aspectos, que indicavam as dificuldades apresentadas pelos alunos com relação ao conteúdo de funções, foram tratados por meio do desenvolvimento de atividades de modelagem matemática. Da perspectiva de Wittgenstein, não há o ‘esclarecimento completo’ de um conceito e este é sempre relativo ao uso da linguagem. Nesse contexto, foi possível inferir que os alunos participantes da pesquisa, gradualmente, ampliaram a gramática arbitrária do conceito de funções em sala de aula e que a terapia proposta não se completa com o término deste trabalho, à medida que esse conceito se torna mais complexo por meio de sua utilização em outras disciplinas, em outros contextos.
Existência PositHIVas: Um Blog como (Não)Lugar e Modos Outros de [R(E)]Existir com HIV
Vinícius Colussi Bastos, Prof. Dr. Moisés Alves de Oliveira
Data da defesa: 28/03/2018
No Brasil, os números de novas infecções com HIV tem crescido principalmente entre a população jovem, de tal maneira que a epidemia voltou ao foco das discussões em gestão de saúde pública. Apesar das novas tecnologias de prevenção e tratamento eficazes no controle biológico da ação do vírus, o estigma social associado a figura do HIV tem sido um dos principais desafios para o enfrentamento da epidemia. Esse cenário de contradiçoes despertou meu interesse em produzir essa pesquisa e a questionar: como pode um corpo que vive com HIV ou AIDS produzir vida afirmativa diante a tantos mecanismos sociais que reduzem sua vontade de potência? Por que corpos soropostivos ao HIV são postos a crer que não podem produzir vida? Neste trabalho, analisei potencialidades de um blog de divulgação de informações sobre HIV e AIDS em proporcionar a criação de modos de existência outros no contexto atual da epidemia. Por meio de uma análise afetivo- investigativa, com intercessores da filosofia da diferença e estudos culturais, foi possível identificar mecanismos culturais que produzem uma figura monstruosa do HIV, intensificadora de medos e fluxos que estratificam os corpos soropositivos ao vírus, levando-os a uma experiência com a linha do Fora. Bem como, a partir desse estado redutor da vontade de potência, reconhecer movimentações que proporcionam a criação de existências afirmativas com HIV. Destaco que por meio da interatividade estabelecida no blog, corpos que nele se conectam, fazem rizoma e dobram as forças do Fora, produzindo diferenças que abrem novos possíveis à existência com o vírus. Modos outros em puro devir. Movimentações estético-ético- políticas que denominei de dobras da positHIVação. Diante disso, uma educação em saúde menor passa a funcionar com o blog, uma vez que há: a desterritorialização da lingua, com a transvaloração da figura do HIV; a ramificação política, por meio de conexões que proporcionam a criação de modos existência outros com o HIV; e valor coletivo devido aos agenciamentos multiplos que são produzidos e circulados. Nesse processo educativo menor não há a imposição de modelos formativos, de modos de ser e agir, ou currículos a serem seguidos. São os não-lugares estabelecidos com os fluxos circulados no blog que favorecem o acontecimento de uma educação em saúde menor conectada com a imanência da vida, tão nômade e efêmera quanto aquilo que é capaz de gerar: vidas que reexistem com HIV.
Os focos do Ensino Científico: um instrumento para analisar o Ensino de Ciências
Khalil Oliveira Portugal, Prof. Dr. Sérgio de Mello Arruda
Data da defesa: 03/07/2018
Esta tese propõe um instrumento de análise da configuração de ensino de um professor de Ciências da Natureza, chamado de Focos do Ensino Científico (FEC). Sua construção se deu por analogia aos Focos da Aprendizagem Científica, um conjunto de categorias de análise para o Ensino de Ciências. A partir desse conjunto de categorias a priori, além dos conjuntos dele derivados, a saber, os Focos da Aprendizagem Docente, os Focos da Aprendizagem para a Pesquisa e os Focos do Professor Pesquisador; são apresentados os Focos da Aprendizagem de um Saber, conjunto de categorias que tem como objetivo generalizar as características das aprendizagens científicas até então estudadas e avançar a discussão para futuras adaptações. Em seguida, tendo como subsídios o conceito de Aprendizagem por Investigação, os Aspectos da Ciência e a prática docente, foram elaborados o novo conjunto de categorias para análise das visões do professor sobre sua configuração de ensino. São elas: Foco 1 – Ensino da ciência como um conjunto de conhecimentos; Foco 2 – Estímulo à reflexão sobre a natureza do saber científico e da aprendizagem científica; Foco 3 – Incentivo ao interesse pela ciência; Foco 4 – Incentivo à identificação com o desenvolvimento da ciência; Foco 5 – Envolvimento com a comunidade. Este conjunto de focos foi testado a partir de transcrições de entrevistas semiestruturadas com dois professores de disciplinas das Ciências da Natureza (Biologia e Ciências) e uma disciplina que discutia metodologia de pesquisa, no Ensino Fundamental e Médio. Cada professor foi entrevistado em dois momentos distintos, sendo que no primeiro tratou-se da dinâmica da disciplina sobre metodologia de pesquisa, e, no segundo, da disciplina de Ciências da Natureza. As transcrições das entrevistas foram submetidas à Análise de Conteúdo, sendo unitarizadas e categorizadas a partir dos FEC. As entrevistas indicaram diferentes prioridades à luz dos focos. Foi possível observar que para a disciplina sobre metodologia científica, os dois professores priorizam os focos 1 e 4 em suas práticas. Já para as disciplinas de Ciências da Natureza, um professor prioriza o foco 1, e, o outro, os focos 1 e 2. As diferentes distribuições entre os FEC apontam para diferentes visões de ensinar ciência presentes em cada disciplina. Infere-se, a partir da análise, que os FEC podem ser compreendidos como um instrumento de descrição de configurações de ensino, a partir de quais focos são priorizados pelos professores.
O que dizem os professores formadores sobre a identidade profissional, saberes e práticas: o caso da Licenciatura em Matemática do IFG
Cleberson Pereira Arruda, Profª. Drª. Angela Marta Pereira das Dores Savioli
Data da defesa: 15/03/2018
O estudo evidencia os entendimentos e as concepções de um grupo de docentes, educadores matemáticos, acerca da identidade, dos saberes e das práticas na formação inicial de professores para a educação básica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa sobre o tema: o professor formador do curso de licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – câmpus Goiânia. As elucubrações teóricas de Alarcão; Beillerot; Fiorentini; Gonçalves; Mizukami; e Passos, balizaram as discussões sobre a referida temática. Complementando esse universo teórico, as questões inerentes à identidade e à profissionalidade docente foram orientadas pelos estudos de Dubar; Guimarães; Marcelo Garcia; Monteiro; Nóvoa; Pimenta; Ponte; e Severo. Além disso, as contribuições de Pimenta e Tardif constituíram também o suporte teórico para se pensar os saberes e as práticas docentes. Em virtude da especificidade do professor formador de novos professores, a temática em análise ratifica a importância dos saberes e da prática na construção da identidade e da profissionalidade docente. Tendo em vista as contribuições dos professores partícipes da pesquisa, por meio da realização de entrevistas e da análise de conteúdo referenciada em Bardin e Franco, o estudo revelou que os docentes formadores se apropriam de sua identidade e profissionalidade na formação de novos professores de Matemática. Essa apropriação leva em conta a experiência, os saberes e as práticas no contexto dessa formação.
Educação em saúde escolar: formação dos educadores para o autocuidado em Diabetes
Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, Profª. Drª. Rosana Figueiredo Salvi
Data da defesa: 27/07/2018
Na atualidade, uma das preocupações recorrentes está relacionada aos hábitos alimentares dos seres humanos. Uma alimentação inadequada e atrelada ao ritmo de vida sedentário tem levado a população a enfrentar diversas doenças, entre elas, o diabetes. Frente a isso, uma educação voltada para a promoção à saúde, e em autocuidados em relação ao diabetes é essencial, porém é necessário que os educadores adquiram conhecimentos adequados durante sua formação docente, para que então possam proporcionar uma educação que inclua tais objetivos. Feitas essas considerações, este trabalho teve como intuito investigar as concepções e práticas pedagógicas de educadores em relação à Educação em Saúde, especificamente, sobre o autocuidado em Diabetes. Para tal, inicialmente, elaborou- se um questionário e uma entrevista semiestruturada, acerca da temática, que foram aplicados junto a um grupo de educadores da Educação Básica, na cidade de Altamira – PA. Os resultados foram analisados mediante Análise de Conteúdo, proposta por Laurence Bardin. A partir destes resultados e pautado no referencial teórico da área – Tardif (saberes docentes) e Paulo Freire (educação libertadora) –, foi elaborado um momento de ensino, denominado Sensibilização e Mobilização Pedagógica para a Educação em Saúde (SeMoPES). O SeMoPES teve como objetivo despertar e motivar os educadores a buscarem autonomia e criticidade na promoção de saúde. O SeMoPES ocorreu na cidade de Altamira – PA, com carga horária de 8h e contou com a participação de trinta e quatro educadores da rede estadual e municipal de ensino, de diversas disciplinas. Ao analisar os resultados obtidos no SeMoPES, durante momentos avaliativos, podemos inferir que o SeMoPES é uma proposta pertininente para se discutir educação em saúde, na formação docente, bem como, afirmamos a necessidade de que se proponha novas estratégias e que a temática saúde seja abordada na formação de educadores (inicial e continuada).
O Whatsapp como ambiente de aprendizagem em Ciências e Matemática
Luciana Paula Vieira de Castro, Prof. Dr. Sérgio de Mello Arruda
Data da defesa: 25/05/2018
Atualmente, muito tem sido discutido sobre o uso de novas tecnologias eletrônicas no ensino escolar. Há, entretanto, dificuldades na implementação dessas tecnologias, na prática pedagógica cotidiana. Diante desse quadro, a pesquisa buscou responder a seguinte questão: “a participação em grupos de WhatsApp possibilita aprendizagem em Ciências e Matemática?”. Objetivou-se descrever quais categorias de ação os participantes realizaram, ao participar desses grupos. Buscou-se, ainda, investigar as possibilidades de aprendizagem em Ciências e Matemática por meio da utilização do aplicativo WhatsApp Messenger. Para tanto, foi empreendida uma pesquisa qualitativa, com criação de grupos de alunos nas disciplinas de Ciências, Física, Matemática e Química, assim como acompanhamento da utilização do aplicativo, juntamente a cinco professores, durante o período compreendido entre outubro de 2015 e junho de 2016. Foram analisados os diálogos estabelecidos via grupos, realizando análise em espiral com uso de notas de campo da pesquisadora, audiogravações das aulas e entrevistas, efetivadas com os professores. Dentre os cinco professores, apenas dois realizaram uma implementação efetiva do aplicativo. Esses professores fizeram intensa utilização, veiculação de conteúdos e menções sobre o aplicativo durante as aulas, além de terem veiculado informações sobre sistematização de compromissos, dentre outras postagens que estimulavam a participação dos alunos, de forma a permitir uma aplicação do triângulo didático-pedagógico no WhatsApp, estabelecendo relações que ultrapassavam os limites físicos intraescolares. Houve, ainda, veiculação de conteúdo entre um professor e alunos, no modo privado do aplicativo. Pelo exposto, é possível afirmar que, diante do envolvimento do professor e do aluno na utilização do WhatsApp, é possível veicular discussões de conteúdo, estabelecendo relações tais como as que ocorrem em sala de aula, entre saber, conteúdo e professor. Foi possível constatar que participando desses grupos, as categorias de ação realizadas são: fazer pergunta, responder, enviar fotos, aúdios e vídeos, comentar, pedir, explicar. Por meio dessas categorias de ação são estabelecidas as interações entre os participantes, veiculando conteúdos e informações sobre compromissos escolares. Desta forma conclui-se que é possível ocorrer aprendizagem em Ciências e Matemática por meio da utilização do aplicativo WhatsApp Messenger por meio da veiculação de discussões de conteúdo que podem ser estabelecidas em tal contexto
Modelagem Matemática e construção epistemológica de modelos científicos: uma abordagem para o Ensino de Física
Gabriela Helena Geraldo Issa Mendes, Profª. Drª. Irinéa de Lourdes Batista
Data da defesa: 27/04/2018
A presente pesquisa teve como questão norteadora investigar se uma situação de ensino envolvendo a Modelagem Matemática e discussões epistemológicas, proporciona a estudantes graduandos de Física e Matemática, um entendimento a respeito da 2ª Lei de Newton, bem como a formulação de seu modelo científico. Para tanto, elaborou-se uma proposta didática, que foi ofertada em forma de minicurso para graduandos dos 1º e 2º anos de Física e Matemática, nas modalidades licenciatura e bacharelado, da Universidade Estadual de Londrina no ano de 2017. O minicurso foi composto por discussões epistemológicas a respeito da Modelagem Matemática, Matematização e Modelos Científicos e a resolução de seis atividades de Modelagem Matemática. Das atividades propostas, três delas foram construídas exclusivamente para atenderem os objetivos desta tese, abordando conteúdos físicos. Utilizou-se a abordagem qualitativa na busca de interpretar e compreender as noções dos(as) participantes do minicurso ofertado. Na abordagem metodológica, os resultados da aplicação de questionários prévios e posteriores foram analisados à luz da Análise de Conteúdo. Desta maneira foi possível abordar conceitos físicos e articular a Modelagem Matemática, os modelos científicos na Física e o processo de matematização. A partir da análise dos resultados obtidos, pode-se inferir que a proposta desenvolvida proporcionou, aos envolvidos, reflexões relacionadas à construção do conhecimento, a aspectos da Natureza da Ciência e ao papel da Matemática na Física, questões pertinentes na formação de futuros docentes. Constatou-se que a Modelagem Matemática não é, isoladamente, suficiente para ensinar Física, mas é uma metodologia que explicita o processo de construção de modelos, e feitas as devidas adaptações epistemológicas, a Modelagem Matemática pode contribuir com o Ensino de Física. Outra inferência desta tese é que a matematização na Física, diferentemente da matematização na Modelagem Matemática, corresponde a todo o processo de Modelagem Matemática acrescido de uma etapa adicional, que seria, por meio de uma discussão teórico-conceitual, atribuir significado físico ao modelo matemático encontrado.