MITOS E RITOS DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR EM RELATOS DE ESTUDANTES DA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
FRANCIELLE SILVA GARDIN, Profa. Dra. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 25/08/2025
Neste trabalho, teve-se por objetivo analisar aspectos da avaliação da aprendizagem escolar a partir de textos escritos pelos estudantes e de textualizações de entrevistas com estudantes de Licenciatura em Matemática, buscando identificar mitos e/ou ritos presentes nos discursos dessas experiências e estabelecer um diálogo com a concepção de avaliação desenvolvida no GEPEMA. Para isso, foram analisados 27 textos escritos pelos estudantes e quatro textualizações de entrevistas realizadas com estudantes de instituições públicas do Paraná: Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal do Paraná e Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Os primeiros contatos com os materiais tiveram o intuito de conhecê-los e identificar aspectos relevantes à avaliação da aprendizagem escolar, permitindo-se influenciar por percepções e estabelecer algumas unidades de análise: aprendizagem com os pares, avaliação como sinônimo de algum instrumento, feedback, impacto causado pela nota, instrumentos, oportunidade de aprendizagem, oportunidade de mostrar o conhecimento, regulação da aprendizagem e sentimentos manifestados. Essas unidades direcionaram uma análise dos textos escritos pelos estudantes, permitido uma exposição de mitos e/ou ritos da avaliação da aprendizagem escolar que atravessaram os relatos. Posteriormente, as textualizações realizadas a partir das entrevistas com quatro estudantes possibilitaram aprofundar a compreensão de como esses mitos e/ou ritos se materializaram nas práticas vivenciadas e nos sentidos construídos pelos sujeitos, viabilizando um diálogo crítico com as concepções e práticas de avaliação desenvolvidas pelo GEPEMA. Esta pesquisa evidenciou mitos e/ou ritos da/na avaliação da aprendizagem escolar, destacando a necessidade de concepções e práticas que viabilizem uma avaliação formativa, dialógica, emancipadora e reflexiva, que valorize a aprendizagem contínua, a diversidade de instrumentos, integrada aos processos de ensino e de aprendizagem.
UMA PROVA EM FASES DE MATEMÁTICA: da análise da produção escrita ao princípio de orientação
Anie Caroline Gonçalves Paixão, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 29/02/2016
Para conhecer como professores que ensinam matemática na Educação Básica lidaram com uma prova em fases, buscou-se descrever e analisar a produção escrita realizada durante o desenvolvimento de uma Oficina de Análise da Produção Escrita em Tarefas de Matemática, parte do Projeto Universal 483266/2012-4. A investigação de natureza qualitativa pautou-se pela avaliação didática, defendida por autores da RME, e pela avaliação como prática de investigação e oportunidade de aprendizagem proposta pelo GEPEMA. Os professores, em lugar de apenas resolverem uma prova, foram orientados a utilizar sua própria produção como mote para protagonizar uma ação formativa sob a ótica do Princípio da Orientação da RME. Desse modo tiveram a oportunidade de tomar outros pontos de vista uma vez que diferentes estratégias, por vezes refletindo diferentes níveis, puderam ser provocadas e utilizadas de forma produtiva no processo de aprendizagem.