Saberes da mediação no projeto Novos Talentos UEl: análise de um curso de formação de mediadores
Daniela Cristina Lopes Rejan, Profa. Dra. Mariana A. Bologna Soares de Andrade
Data da defesa: 04/09/2023
Nos espaços e nas atividades com caráter não formal a figura do mediador é de suma importância, visto que ele é o responsável pela elaboração e execução das atividades dessa natureza. Estudos anteriores demonstraram obstáculos enfrentados por mediadores atuantes em um projeto de extensão universitária, que realiza atividades de cunho não formal com estudantes da educação básica, e inclusive demonstraram que estes careciam de formação para que compreendessem as potencialidades da mediação. Esta reflexão ainda levantou questionamentos como “que saberes são necessários para que os mediadores executem suas funções? Como estruturar uma formação voltada à mediação e uma atividade de educação não formal? Como os saberes foram evidenciados na prática? Houve efetividade na formação? Para responder a estes questionamentos, o objetivo desta pesquisa foi analisar o papel de um curso de formação para mediadores que atuaram em uma oficina de educação não formal, observando suas percepções prévias e buscando evidência dos saberes da mediação, propostos pela literatura, durante suas práticas. Os dados, coletados em dois momentos (via questionários eletrônicos e gravações das práticas) trouxeram reflexões importantes, evidenciaram alguns dos saberes propostos pela literatura, e também permitiram observar a efetividade da formação, oferecendo novos horizontes para futuras formações para a mediação.
A Mediação Educativa em uma Atividade de Educação Não Formal: Uma Análise Sob a Perspectiva dos Mediadores
Daniela Cristina Lopes Rejan, Profª. Drª. Mariana Aparecida Bologna Soares de Andrade
Data da defesa: 18/02/2019
A educação não-formal é realizada fora do ambiente formal de educação, a escola, mas na qual também ocorrem ações educativas e promoção de aprendizagem. Nestes ambientes, a figura do monitor, ou mediador, é fundamental para que a educação não-formal aconteça, pois ele é o responsável, sob supervisão, pela elaboração de toda a atividade, sendo um elo entre o conteúdo e o participante, participando da construção de conhecimento científico. Entretanto, sabe-se que nestas atividades existem obstáculos para que a mediação aconteça e para que o mediador compreenda seu papel. Baseada na perspectiva de aprendizagem mediada de Vygotsky, e na proposta de mediação de Salomon e Perkins, esta pesquisa teve por objetivo desta pesquisa analisar aspectos relacionados ao trabalhos dos monitores mediadores, que atuam em uma atividade de educação não-formal, e como estes compreendem e realizam seu papel neste tipo de atividade. Estes mediadores fazem parte do Projeto Novos Talentos, uma iniciativa dos Departamentos de Anatomia e Histologia da Universidade Estadual de Londrina. A coleta de dados utilizou dois instrumentos, questionários eletrônicos, com todos os mediadores, e entrevistas semiestruturadas com uma amostra representativa. Os resultados mostram que os mediadores ainda estão longe da ideia de mediação e do que seria seu papel, e também que atividades como as propostas pelo Projeto Novos Talentos necessitam de formação mais específica para suprir esta demanda. Também apontam que os mediadores não são preparados para a extensão universitária, que é um dos pilares da Universidade.