Teses e Dissertações
Palavra-chave: matemática
Um estudo sobre os conteúdos de Matemática em cursos de Ciências Contábeis do estado do Paraná
Claudecir Paton, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 30/05/2023
O foco principal desta pesquisa encontra-se na relação da Matemática com a
Contabilidade por meio do Saber Curricular, tendo como objeto de análise os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) de bacharelado em Ciências Contábeis das sete Instituições de Ensino Superior (IES) Públicas do estado do Paraná, investigando os conteúdos de Matemáticas explícitos e os implícitos evidenciados nos PPCs do curso de graduação bacharelado em Ciências Contábeis. Para tanto foram traçados os objetivos: principal quanto aos conteúdos de Matemática explícitos e implícitos, por meio de análise qualitativa, com aplicação da Análise de Conteúdo (AC) e secundária quanto às relações da Matemática com a Contabilidade nos aspectos epistêmicos, pessoais e sociais com o saber no contexto do conteúdo, do ensino, e da aprendizagem com a utilização do instrumento teórico-metodológico, denominado Matriz do Saber – M(S), elaborado por pesquisadores do EDUCIM. Assim, a tese está disposta em seis capítulos com abordagens de estudos antecedentes, históricos do surgimento da contabilidade, teórico sobre a organização curricular e a Matriz do Saber – M(S), metodologia aplicada à pesquisa e a análise e interpretação dos dados, permitindo concluir que os PPCs investigados não contemplam de forma satisfatória conteúdos de Matemática de forma explícita, porém contemplam conteúdos de Matemática considerados implícitos, demonstrando a relação da Matemática com a Contabilidade com predominância no saber relacionado ao ensino, aplicando conhecimentos científicos e metodológicos, além das responsabilidades sociais e ambientais do futuro bacharel em Ciências Contábeis. Com essa pesquisa realizada é possível a indicação de futuras pesquisas em continuidade com as já realizadas pelo EDUCIM, em termos da ação docente de fato realizada em sala de aula para com as constantes dos PPCs, verificando então a real relação do conhecimento epistêmico, pessoal e social do saber com o conteúdo, o ensino e a aprendizagem na formação do Ensino Superior.
Avaliação como oportunidade de aprendizagem em matemática
OSMAR PEDROCHI JUNIOR, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 27/02/2012
O objetivo deste trabalho é apresentar um estudo a respeito de avaliação escolar como oportunidade de aprendizagem, com base em: Hadji (1994; 21) e Barlow (26), dois dos autores que examinam teoricamente a avaliação escolar; Buriasco e seus colaboradores no interior do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Matemática e Avaliação (GEPEMA); Van den Heuvel-Panhuizen (1996), De Lange (1999) e Gravemeijer (25) que tratam da avaliação na perspectiva da Educação Matemática Realística Este estudo foi realizado sob uma abordagem qualitativa de cunho interpretativo, com base na Análise de Conteúdo Para a realização do estudo foram levantados seis temas recorrentes nas obras dos autores: a concepção de avaliação escolar; os instrumentos de avaliação escolar apresentados; as funções e propósitos da avaliação escolar; os procedimentos e estratégias da avaliação; a regulação da aprendizagem; a intervenção, os quais serviram de base para a realização de fichamentos, quadros e comparações das ideias encontradas De modo geral, são convergentes as perspectivas de avaliação dos autores estudados, ainda que com diferentes denominações: “avaliação didática”, “avaliação formativa” Algumas ações são consideradas importantes para que uma avaliação se constitua como oportunidade de aprendizagem: a autoavaliação, o feedback, a avaliação como prática de investigação, a utilização da análise da produção escrita
Um estudo sobre o desenvolvimento profissional de professores de ciências
CLAUDIO JOSÉ DOS SANTOS, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 27/05/2004
O presente trabalho é um estudo sobre a vida profissional de professores de ciências, analisando as diferentes fases por que passaram em suas carreiras desde a formação inicial e os fatores que influenciaram positiva ou negativamente a sua evolução Os dados consistiram de cinco entrevistas com professores do Ensino Médio da área de Ciências Naturais da região de Londrina, norte do Paraná, nas quais foram levantadas várias questões que abordavam seus históricos de vida até o momento em que as entrevistas foram realizadas (entre 22 e 23) Para a apresentação dos dados utilizamos o modelo de desenvolvimento profissional de Huberman (2); os dados foram analisados a partir da tese da captura pelos discursos institucionais de Arruda e Villani (21) Com relação às conclusões gerais sobre o trabalho, a análise realizada nos permite afirmar que os dois conjuntos de categorias foram parcialmente adequados para a análise do desenvolvimento profissional dos professores entrevistados A análise dos casos indica que há uma multiplicidade de possibilidades na carreira do professor, dependendo da maior ou menor captura por esse ou aquele discurso Ou seja, trata-se de uma captura por vários discursos ao mesmo tempo, sendo que o predomínio de um dado discurso sobre outros depende do sujeito aceitar ou não ser por ele capturado, o que na maioria das vezes não é um processo consciente
Formação de professores de matemática em comunidades de prática : um estudo sobre identidades
WILLIAN BELINE, Profª. Drª. Márcia Cirino de Costa Trindade Cyrino
Data da defesa: 27/03/2012
Este trabalho teve por objetivo apresentar traços de identidade evidenciados no caminhar de uma Comunidade de Prática de Formação de Professores (CoP-Ação2), de forma a se discutir em que medida a dinâmica assumida em seus encontros permitiu o desenvolvimento de alguns destes traços na própria Comunidade, assim como na identidade “de professor de Matemática” de duas de suas participantes Assumimos a perspectiva teórica de Etienne Wenger (1998, et al 22) para Comunidades de Prática e Identidade Analisamos qualitativamente os Registros de Reunião elaborados pelo pesquisador, bem como de vinte e seis entrevistas com os membros da CoP-Ação2 Para tanto, utilizamos uma análise vertical, procurando por unidades de análise em cada uma das entrevistas e nos Registros de Reunião, para em seguida analisarmos todo o conjunto de forma horizontal Neste processo, emergiram traços de identidade da CoP-Ação2 e de duas professoras, Ivete e Ana, evidenciados por seus membros, assim como pelo pesquisador Em seguida, procuramos evidenciar em que medida o trabalho assumido pela comunidade em seus encontros, permitiu que alguns destes traços fossem desenvolvidos Os resultados de tais análises indicam que a dinâmica impressa com o trabalho desenvolvido pela CoP-Ação2 se apresenta como uma alternativa para os atuais programas de Formação de Professores permeados por cursos/treinamentos Ao analisarmos o processo de constituição da identidade da CoP-Ação2, consideramos que este se deu em uma via de mão dupla, ou seja, sua identidade foi se desenvolvendo em conjunto com a de seus membros, respeitando-se quem eram os participantes da CoP, assim como de onde falavam e atuavam Além disso, consideramos que olhar para as identidades nos permite compreender o processo dinâmico e complexo, próprio das relações sociais, que precisa ser levado em consideração em tais programas de formação, pois ao se focar nos processos de desenvolvimento das identidades dos membros de uma Comunidade de Prática, estamos a descortinar muito mais ‘como’ se aprende, ao invés ‘do quê’ se aprende, um aspecto relevante em nosso processo de formação, pois possibilita mudanças em nossas identidades, assim como dos contextos em que estamos inseridos
Um Estudo sobre a Aprendizagem Matemática no Periódico Bolema nos Anos de 2013 a 2017
Andressa Cordeiro de Oliveira, Profª. Drª. Marinez Meneghello Passos
Data da defesa: 26/02/2019
Esta dissertação apresenta um estudo sobre a aprendizagem Matemática tendo como base
artigos publicados no periódico Bolema da área de Educação Matemática no período de 2013
a 2017. A problemática que orientou esta pesquisa foi: que aspectos apresentados pelos
autores/pesquisadores de artigos publicados no periódico Bolema nos anos de 2013 a 2017
caracterizam a aprendizagem Matemática? Os procedimentos metodológicos foram baseados
na Análise de Conteúdo, a partir da qual foi desenvolvida uma interpretação qualitativa. Os
dados foram obtidos por meio de fragmentos retirados dos artigos publicados no periódico
Bolema nos anos de 2013 a 2017, que apresentaram a expressão “aprend” ou “learn” em seu
corpo textual. De um total de 301 artigos que estão disponíveis no acervo do periódico nesses
cinco anos, foram selecionados 291 artigos que contiveram as expressões “aprend” ou
“learn”, dos quais 70 artigos apresentaram pelo menos duas das características de
aprendizagem que emergiram dos dados, cujo estes compõem o nosso corpus. Quanto aos
resultados, os primeiros movimentos com o corpus evidenciaram quatro características de
aprendizagem Matemática: “quem aprende”; “o que aprende”; “em que contexto aprende” e
“como aprende” . O segundo movimento que emergiu da primeira análise, revelaram o
entrelace da aprendizagem com o ensino. Os resultados indicaram que os
autores/pesquisadores dos artigos publicados no periódico Bolema nos anos de 2013 a 2017
publicaram sobre a aprendizagem Matemática enfatizando os sujeitos da aprendizagem, por
exemplo: os alunos do Ensino Fundamental, os licenciandos em Matemática e os professores
que ensinam Matemática. Tais sujeitos aprendem sobre conceito matemático, conteúdo
matemático e prática docente. Pode-se observar tal fato em contextos como as
abordagens/tendências da Educação Matemática, em comunidades práticas, no estágio
supervisionado e com produto educacional por meio da Resolução de Problemas, da
Investigação Matemática e das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Quem se
destaca para ensinar esses sujeitos é o pesquisador e o professor pesquisador.
Configurações de modelagem matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Emerson Tortola, Profª. Drª. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 12/12/2016
O uso da modelagem matemática como uma alternativa pedagógica para o ensino e a
aprendizagem de matemática oferece aos alunos e professores a oportunidade de promover
discussões e reflexões acerca de conceitos matemáticos a partir de seus usos na interpretação,
análise e investigação de problemas provenientes de situações reais. Contudo, o uso da
modelagem matemática parece ser ainda pouco explorado nas práticas associadas aos anos
iniciais do Ensino Fundamental, deixando muitas questões em aberto com relação ao seu
desenvolvimento. Nosso interesse é investigar o desenvolvimento de atividades de
modelagem matemática, especificamente, que configurações elas podem assumir quando
desenvolvidas por alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental? Assim, estamos
interessados em olhar para como alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental realizam
ações características do procedimento que envolve o desenvolvimento de atividades de
modelagem matemática. Para esse olhar tomamos como ponto de partida as fases de uma
atividade de modelagem matemática caracterizadas em Almeida, Silva e Vertuan (2012). Para
isso, propomos a 5 turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, 1º ao 5º ano, o
desenvolvimento de atividades de modelagem matemática, que foi por nós observado e
registrado. Os dados que constituem nossa pesquisa consistem nos diálogos e registros
produzidos pelos alunos durante as atividades de modelagem e foram coletados por meio de
áudio, vídeo, imagens e diário de campo do professor/pesquisador. Empreendemos sobre os
dados uma análise qualitativa, fundamentados nos pressupostos e indicações da Análise de
Conteúdo e embasados na literatura a respeito da modelagem matemática e nas considerações
filosóficas de Ludwig Wittgenstein a respeito da linguagem. Os resultados indicam três
configurações do desenvolvimento de atividades de modelagem matemática. Essas
configurações revelam especificidades relativas aos usos da linguagem, ao modo como os
alunos lidam com os símbolos matemáticos, à caracterização do modelo matemático e à
definição de temas de interesse em cada ano desse nível de escolaridade. Levando em
consideração essas configurações, refletimos a respeito da identidade do fazer modelagem
matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental.