MODELAGEM MATEMÁTICA EM AÇÃO: UMA DISCUSSÃO SOBRE SEU POTENCIAL NA SALA DE AULA
BIANCA DE OLIVEIRA MARTINS, Prof. Dra. Lourdes Maria Werle de Almeida
Data da defesa: 06/02/2024
Esta pesquisa tem por objetivo investigar como a modelagem em ação na sala de aula pode contribuir para a formação dos alunos. Ou seja, que elementos formativos traz consigo o espírito da modelagem quando realizado pelos alunos em um contexto educacional? A tese está organizada em formato multipaper, em que cada artigo contempla um objetivo específico: no artigo 1, Por que construir modelos matemáticos? tem como objetivo identificar aspectos formativos favorecidos pela construção de modelos matemáticos. No artigo 2, A mobilização do interesse em atividades de modelagem matemática cujo objetivo é investigar como se dá a mobilização do interesse em atividades de modelagem na sala de aula. No artigo 3 Modelagem matemática para além do que se vê: do pragmático ao formativo, o objetivo é caracterizar o alcance do desenvolvimento de uma atividade de modelagem relativamente à formação dos alunos modeladores. Dados foram coletados durante o desenvolvimento de um curso de extensão ofertado em uma universidade pública do norte do Paraná que teve como objetivo promover aos alunos de diversas áreas do conhecimento o contato com a matemática e o uso da mesma para resolver situações-problema reais. Participaram do curso onze alunos com diferentes perfis formativos: Licenciatura em Matemática, Ciências Biológicas, Pedagogia e Administração. Os dados foram coletados por meio de questionários, registros escritos, gravação de áudio e vídeo. A análise de dados segue os pressupostos da Análise Qualitativa de Conteúdo. Por meio das análises evidenciadas nos três artigos foi possível caracterizar três aspectos formativos promovidos pela modelagem na Educação Matemática. O primeiro aspecto diz respeito a construção de modelos matemáticos, as ações com a matemática que as atividades de modelagem proporcionam, seja no que tange a uma visão holística das situações estudadas e as experiências dos alunos com a matemática, seja na importância que os alunos atribuem para este estudo vislumbrando os usos da matemática para sua prática profissional futura. O segundo aspecto, compreende que a modelagem também põe em ação a potencialidade das atividades para a mobilização e desenvolvimento do interesse dos alunos com relação ao tema, a matemática, ao estudo de situações-problema. Por fim, o aspecto formativo que diz respeito ao alcance que as atividades de modelagem podem viabilizar para os alunos, é explorado a partir de reflexões internas às atividades de modelagem e aos requisitos para solucionar os problemas, bem como, de reflexões externas à modelagem, ou seja, ao alcance social, cultural, político e emancipatório que as atividades de modelagem proporcionam aos alunos. Neste contexto, a formação promovida pela modelagem se caracteriza em seu potencial de agregar aspectos que dizem respeito à formação matemática dos sujeitos e à formação para além da matemática que compreende que formação carrega o espírito da modelagem.
Avaliação como oportunidade de aprendizagem em matemática
OSMAR PEDROCHI JUNIOR, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 27/02/2012
O objetivo deste trabalho é apresentar um estudo a respeito de avaliação escolar como oportunidade de aprendizagem, com base em: Hadji (1994; 21) e Barlow (26), dois dos autores que examinam teoricamente a avaliação escolar; Buriasco e seus colaboradores no interior do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Matemática e Avaliação (GEPEMA); Van den Heuvel-Panhuizen (1996), De Lange (1999) e Gravemeijer (25) que tratam da avaliação na perspectiva da Educação Matemática Realística Este estudo foi realizado sob uma abordagem qualitativa de cunho interpretativo, com base na Análise de Conteúdo Para a realização do estudo foram levantados seis temas recorrentes nas obras dos autores: a concepção de avaliação escolar; os instrumentos de avaliação escolar apresentados; as funções e propósitos da avaliação escolar; os procedimentos e estratégias da avaliação; a regulação da aprendizagem; a intervenção, os quais serviram de base para a realização de fichamentos, quadros e comparações das ideias encontradas De modo geral, são convergentes as perspectivas de avaliação dos autores estudados, ainda que com diferentes denominações: “avaliação didática”, “avaliação formativa” Algumas ações são consideradas importantes para que uma avaliação se constitua como oportunidade de aprendizagem: a autoavaliação, o feedback, a avaliação como prática de investigação, a utilização da análise da produção escrita