VAIVÉM E O RECURSO DO FEEDBACK NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR EM AULAS DE MATEMÁTICA
VANESSA KISHI DA SILVA, Prof.ª Dr.ª Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 30/06/2025
Esta pesquisa tem como objetivo analisar relações entre o instrumento de avaliação Vaivém e o recurso do feedback no processo de Avaliação da Aprendizagem Escolar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com análise de produções escritas, elaboradas por estudantes de um curso de Licenciatura em Matemática e de um curso de Pós- Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, ambos de uma universidade pública. As produções foram analisadas com base em referencial teórico de Avaliação da Aprendizagem Escolar e feedback formativo. Os resultados indicam que o Vaivém, permite dialogar com os estudantes, potencializa a reflexão, a escuta, a regulação da aprendizagem e um reposicionamento subjetivo em relação ao próprio percurso formativo. O feedback, quando integrado ao Vaivém, deixa de ser uma resposta pontual e assume papel formativo que oportuniza a aprendizagem. Como contribuição para a prática docente, destaca-se a importância de utilizar instrumentos avaliativos que possibilitem o diálogo, a escuta ativa e a reflexão crítica, valorizando o processo formativo em sua integralidade.
MITOS E RITOS DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR EM RELATOS DE ESTUDANTES DA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
FRANCIELLE SILVA GARDIN, Profa. Dra. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 25/08/2025
Neste trabalho, teve-se por objetivo analisar aspectos da avaliação da aprendizagem escolar a partir de textos escritos pelos estudantes e de textualizações de entrevistas com estudantes de Licenciatura em Matemática, buscando identificar mitos e/ou ritos presentes nos discursos dessas experiências e estabelecer um diálogo com a concepção de avaliação desenvolvida no GEPEMA. Para isso, foram analisados 27 textos escritos pelos estudantes e quatro textualizações de entrevistas realizadas com estudantes de instituições públicas do Paraná: Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal do Paraná e Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Os primeiros contatos com os materiais tiveram o intuito de conhecê-los e identificar aspectos relevantes à avaliação da aprendizagem escolar, permitindo-se influenciar por percepções e estabelecer algumas unidades de análise: aprendizagem com os pares, avaliação como sinônimo de algum instrumento, feedback, impacto causado pela nota, instrumentos, oportunidade de aprendizagem, oportunidade de mostrar o conhecimento, regulação da aprendizagem e sentimentos manifestados. Essas unidades direcionaram uma análise dos textos escritos pelos estudantes, permitido uma exposição de mitos e/ou ritos da avaliação da aprendizagem escolar que atravessaram os relatos. Posteriormente, as textualizações realizadas a partir das entrevistas com quatro estudantes possibilitaram aprofundar a compreensão de como esses mitos e/ou ritos se materializaram nas práticas vivenciadas e nos sentidos construídos pelos sujeitos, viabilizando um diálogo crítico com as concepções e práticas de avaliação desenvolvidas pelo GEPEMA. Esta pesquisa evidenciou mitos e/ou ritos da/na avaliação da aprendizagem escolar, destacando a necessidade de concepções e práticas que viabilizem uma avaliação formativa, dialógica, emancipadora e reflexiva, que valorize a aprendizagem contínua, a diversidade de instrumentos, integrada aos processos de ensino e de aprendizagem.
PROVA-ESCRITA-EM-FASES: UM DIÁLOGO POSSÍVEL NA SALA DE AULA
CRISTINA FERNANDA CHAMUSSORA DA COSTA, Profa. Dra. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 10/03/2025
A presente pesquisa de natureza qualitativa, descreve e analisa as resoluções das questões de uma Prova-Escrita-em-Fases, realizada com 31 estudantes matriculados na disciplina de Estatística Descritiva em uma turma do 1º ano do curso de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Licungo, campus do Dondo, Moçambique, no primeiro semestre de 2023. A pesquisa buscou apresentar uma abordagem diferenciada para o processo avaliativo no contexto moçambicano, propondo a Prova-Escrita-em-Fases como alternativa à tradicional prova única e pontual. Essa abordagem foi analisada como estratégia de ensino e de aprendizagem capaz de oportunizar o diálogo em sala de aula. A pesquisa, seguiu uma abordagem argumentativa e explicativa, à luz da Educação Matemática Realística (RME) e em referenciais sobre a avaliação da aprendizagem escolar em matemática. O estudo incluiu a análise da produção escrita dos estudantes e das respostas a um questionário aplicado após a realização da Prova-Escrita-em- Fases. Os resultados revelaram indícios de que a Prova-Escrita-em-Fases favorece um ambiente de interação e reflexão dos estudantes sobre suas produções, além de auxiliar no desenvolvimento do lidar com as intervenções da professora, oportunizando momentos de regulação da aprendizagem. As intervenções da professora-pesquisadora possibilitaram que os estudantes apresentassem seu poder argumentativo, explicando os procedimentos matemáticos utilizados. A construção da pesquisa revelou indícios de que essa abordagem pode ser uma alternativa promissora à prova tradicional, não apenas como instrumento de avaliação, mas também como uma oportunidade de aprendizagem e prática de investigação. A análise da produção escrita da Prova-Escrita-em-Fases, à luz da RME, evidenciou que o diálogo ganha centralidade.
PROVA-ESCRITA-EM-FASES: UMA ANÁLISE À LUZ DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA REALÍSTICA
THIAGO TROMBINI, Profa. Dra. Pamela Emanueli Alves Ferreira
Data da defesa: 18/02/2024
Esta dissertação tem como objetivo investigar características de uma Prova-escrita-em-fases à luz da Educação Matemática Realística (RME), a partir de teses e dissertações brasileiras que tratam dessa temática. Para tanto, apresenta-se uma perspectiva de avaliação formativa, tomada como prática de investigação e como oportunidade de aprendizagem, em acordo com os trabalhos realizados pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Matemática e Avaliação (GEPEMA). Em seguida, apresenta-se o instrumento avaliativo que é foco deste trabalho, a Prova-escrita-em-fases e a, abordagem de ensino (RME) que servirá também como “lente” para esta pesquisa. São apresentados os procedimentos metodológicos da pesquisa qualitativa, de cunho interpretativo, que utiliza como base de informações dez produções que relatam utilizar o instrumento avaliativo Prova-escrita-em-fases, encontradas no portal de teses e dissertações da CAPES. A análise foi desenvolvida a partir de dois aspectos identificados: estrutural e desenvolvimental. Nesse sentido, foi possível [identificar e retirar] analisar características voltadas ao aspecto estrutural do instrumento, quanto ao público-alvo, tarefas, número de fases e correção da prova que referem-se à elaboração e construção do instrumento; e relacionadas ao aspecto desenvolvimental quanto à intervenção, regulação, intencionalidade e (re)planejamento. As características identificadas mostram-se ligadas a intencionalidades e planejamentos realizados dentro do processo avaliativo, no qual o instrumento é proposto, permitindo uma dinamização do processo avaliativo, considerando o tempo entre as fases e todas as oportunidades que podem ser criadas dentro dele.
Recuperação de Estudos: uma oportunidade de aprendizagem?
Milene Aparecida Malaquias Cardoso, Profa. Dra. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 19/06/2023
Este trabalho teve como objetivo analisar as produções escritas de alunos do 8° ano dos Anos Finais do Ensino Fundamental de uma escola particular de um município de médio porte do Norte do Paraná em uma prova-escrita-em-fases utilizada como alternativa para a Recuperação de Estudos à luz da perspectiva da Educação Matemática Realística. Esta é uma investigação de natureza qualitativa na qual houve uma interação entre a pesquisadora e a prática estudada, com o interesse em conhecer as maneiras particulares de os alunos lidarem com as situações vividas e com as relações em que estiveram envolvidos juntamente com a pesquisadora. O processo foi priorizado pelo empenho em entendê-lo em seu contexto. A interpretação da pesquisadora esteve diretamente relacionada às suas experiências como professora, tendo sido (re)configurada a partir de novos elementos que foram incorporados. Ao utilizar a prova-escrita-em-fases para a Recuperação de Estudos, viabilizou-se que alunos e professor se comunicassem por meio das intervenções e questionamentos, sendo a prova-escrita-em-fases um instrumento valioso de recolha de informações, tanto para professor, quanto para o aluno. A Recuperação de Estudos por meio da prova-escrita-em-fases possibilitou ao aluno pesquisar em diferentes fontes (livros, apostilas, Internet, com colegas) o que precisava para resolver a tarefa proposta, possibilitando a ele tornar-se autor do seu próprio conhecimento matemático. Com isso, a prova-escrita-em-fases como alternativa para a Recuperação de Estudos mostrou ser um instrumento de grande potencial, em que a professora pôde analisar a produção escrita de seus alunos sem o expor para sua turma. Além disso, pôde guiar seus passos para conseguir resolver a tarefa proposta, pôde ainda, reorientá-los a buscar, pesquisar, rever seus estudos para conseguir sanar possíveis dificuldades.
Uma proposta de ações didáticas frente ao erro na perspectiva da Educação Matemática Realística
Daniela Harmuch, Profa. Dra. Regina Luzia Corio de Buriasco, Prof. Dr. Gabriel dos Santos e Silva
Data da defesa: 09/05/2022
Esta pesquisa qualitativa, de cunho teórico, teve como objetivo descrever, analisar e discutir aspectos referentes ao erro, como apresentado por autores da literatura alcançada, a fim de propor ações didáticas condizentes com a perspectiva da abordagem de ensino Educação Matemática Realística para lidar com o erro. Essa abordagem de ensino, cujo precursor foi Hans Freudenthal (1905-1990), pressupõe a matemática como uma atividade humana, em que o professor, por meio da reinvenção guiada, auxilia o estudante a fazer matemática. Com base nas orientações da Análise de Conteúdo, a pesquisa foi organizada de acordo com as seguintes etapas: primeiro, fez-se um inventário de excertos de dissertações, teses e artigos que continham o verbete “erro” e realizados agrupamentos a partir das ideias centrais de cada um dos trechos inventariados. Com isso, foram obtidos onze agrupamentos, denominados: “como erro é usualmente visto nas escolas”, “correção”, “o que o erro pode causar”, “causa do erro”, “erro como oportunidade de aprendizagem”, “autoavaliação”, “erro como algo natural”, “erro de caráter construtivo”, “para que serve o erro”, “erro na prática de investigação” e “dicotomia acerto e erro”. Da descrição do conjunto de informações desses agrupamentos, foram feitas análises e discussões, propondo ações didáticas condizentes com a perspectiva da Educação Matemática Realística para lidar com o erro. As ações didáticas levantadas foram listadas e apresentadas em forma de sugestões as quais não se apresentam como “receitas” para um bom trabalho, mas são indicativos de procedimentos que podem ser adotados pelo professor para construir uma prática em que o erro esteja a serviço da avaliação como prática de investigação e como oportunidade de aprendizagem, opondo-se à concepção do erro como algo que não pode acontecer e que geralmente é penalizado. Esta pesquisa, para a área da Educação Matemática, pode oportunizar, em especial ao professor, um processo de reflexão de sua prática. As ações didáticas condizentes que foram apresentadas nesta pesquisa podem acrescentar no processo de ressignificação de ações docentes na direção de uma avaliação a serviço dos processos de ensino e de aprendizagem.
Observação: Instrumento de Avaliação Didática?
Emily Caroline Felix Cordeiro, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 01/03/2021
Esta pesquisa teve como objetivo analisar, discutir e apresentar características da Observação como possível instrumento de avaliação da aprendizagem na Avaliação Didática, perspectiva de avaliação adotada na Educação Matemática Realística. Para tal, foi utilizada uma abordagem qualitativa de cunho especulativo. Identificou-se que a Observação como instrumento de Avaliação Didática pode funcionar como elemento regulador para a tomada de decisões em sala de aula e pode atuar como processo subordinado ao serviço da aprendizagem. A Observação, nessa perspectiva, pode ser uma forma de interação em sala de aula. Espera-se que a observação, possivelmente já realizada em sala de aula, seja utilizada como instrumento de Avaliação Didática, dadas as suas características para o desenvolvimento da reflexão crítica no contexto da sala de aula.
FEEDBACK: Recurso para Aulas de Matemática
Vanessa Kishi da Silva, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 24/02/2020
Esta dissertação apresenta um estudo teórico a respeito do feedback em aulas de matemática, na perspectiva da Educação Matemática Realística. O trabalho desenvolve-se em uma abordagem qualitativa, com base na perspectiva metodológica da pesquisa de natureza especulativa em Educação. O corpus é composto por 133 publicações, datadas a partir de 2010, que apresentam menções ao feedback. Realiza-se um cotejo do que os autores da literatura alcançada entendem por feedback, quais as suas características e como pode ser a sua utilização, a partir das ideias encontradas, fez-se uma discussão de como esse recurso está presente em sala de aula e como a abordagem da Educação Matemática Realística apoia o feedback em aulas de matemática, a partir dessas ideias, apresenta-se os princípios de boas práticas de feedback. Este estudo permitiu observar os benefícios do feedback em aulas de matemática, como esse recurso pode proporcionar a regulação do ensino e da aprendizagem. Espera-se que este trabalho ocasione a difusão desse recurso dentro das salas de aula.
Um olhar para os processos de aprendizagem e de ensino por meio de uma trajetória de avaliação
Gabriel dos Santos e Silva, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 19/03/2018
Esta tese de doutorado tem como objetivo apresentar um estudo dos processos de aprendizagem, de avaliação e de ensino em uma disciplina de Geometria e Desenho a partir do desenvolvimento (concepção, elaboração, implementação e avaliação) de uma trajetória de avaliação, na perspectiva do GEPEMA (Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Matemática e Avaliação). Para tanto, apresento uma discussão de aspectos teóricos abordados pelos autores da Educação Matemática Realística (RME) e de avaliação para apresentar as ideias que fomentaram as práticas docentes e as análises deste trabalho. Em seguida, abordo aspectos metodológicos da pesquisa realizada com 39 estudantes, no ano de 2016. Utilizei 9 instrumentos de avaliação para recolha de informações: Anotações dos Estudantes, Caderno de Desenho, Prova Elaborada Pelos Estudantes, Prova em Fases, Prova em Grupo, Prova Escrita com Cola, Seminário, Trabalho Escrito e Vaivém. Apresento as análises e discussões em dois capítulos distintos: no primeiro, analiso trechos da trajetória de avaliação e duas de suas modificações, recorrendo às produções escritas dos estudantes nos instrumentos de avaliação, buscando inferir aspectos teóricos dos autores discutidos que estivessem subjacentes à prática adotada; no segundo, retomo as análises feitas para discutir os princípios da Educação Matemática Realística que se revelaram na dinâmica da aula. De maneira geral, as análises mostraram que os processos de aprendizagem, de avaliação e de ensino estão amalgamados, sendo que o processo de avaliação pode ser tomado como mote para condução das aulas em diferentes dinâmicas. Assim, a avaliação toma um caráter longitudinal, estando relacionada aos instrumentos de avaliação, aos estudos dos alunos (para as provas, ao fazer trabalhos), às observações, atitudes, relações (do professor e dos estudantes), aos feedbacks e, sobretudo, à comunicação (oral, escrita, não verbal).
UMA PROVA EM FASES DE MATEMÁTICA: da análise da produção escrita ao princípio de orientação
Anie Caroline Gonçalves Paixão, Profª. Drª. Regina Luzia Corio de Buriasco
Data da defesa: 29/02/2016
Para conhecer como professores que ensinam matemática na Educação Básica lidaram com uma prova em fases, buscou-se descrever e analisar a produção escrita realizada durante o desenvolvimento de uma Oficina de Análise da Produção Escrita em Tarefas de Matemática, parte do Projeto Universal 483266/2012-4. A investigação de natureza qualitativa pautou-se pela avaliação didática, defendida por autores da RME, e pela avaliação como prática de investigação e oportunidade de aprendizagem proposta pelo GEPEMA. Os professores, em lugar de apenas resolverem uma prova, foram orientados a utilizar sua própria produção como mote para protagonizar uma ação formativa sob a ótica do Princípio da Orientação da RME. Desse modo tiveram a oportunidade de tomar outros pontos de vista uma vez que diferentes estratégias, por vezes refletindo diferentes níveis, puderam ser provocadas e utilizadas de forma produtiva no processo de aprendizagem.