ARGUMENTAÇÃO E AÇÕES DOCENTES ARGUMENTATIVAS EM AULAS DE QUÍMICA NO ENSINO SUPERIOR
BELÉM JÚRCIA VIOLETA MACIE, Prof. Dr. Sergio de Mello Arruda
Data da defesa: 28/11/2024
A pesquisa, cujos resultados trazemos nesta tese, busca analisar a argumentação e as ações docentes argumentativas em aulas de Química numa instituição pública do ensino superior de Moçambique e assim responde à seguinte questão de pesquisa: o que se entende por argumentação, como ela é utilizada e como interpretar as ações docentes argumentativas em aulas de Química numa instituição pública do ensino superior de Moçambique? A pesquisa seguiu caminhos de uma abordagem qualitativa em duas perspectivas de análise textual, sendo uma delas direcionada a dados teóricos e a outra para dados empíricos. Os materiais teóricos, mapeamento e revisão sistemática de literatura, forneceram pressupostos para compreender as informações empíricas oriundas de entrevista e observação direta, referentes ao levantamento de conhecimento e às aulas de cinco professores de Química, conforme se apresenta nos cinco artigos desta tese, em formato multipaper. Entre os principais indícios tem-se que os estudos a respeito da argumentação, geralmente, se concentram na argumentação de alunos da Educação Básica e poucos enfocam em ações docentes. As ações docentes analisadas em estudos de ação na Química foram, maioritariamente, em ambientes diferenciados de ensino, com a abordagem metodológica descritiva e a abordagem teórica orientada à formação de professores. Ademais, o professor que utiliza argumentação é um professor reflexivo e o faz em quatro planos de ação dentro do ciclo interativo de ações argumentativas, os planos pragmático, epistêmico, argumentativo e crítico-reflexivo. Os professores apresentaram um conceito de argumentação alinhado com as três perspectivas − lógica, retórica e dialética e, as três orientações de pesquisa sobre argumentação são: compreensão das condições do desenvolvimento da argumentação, avaliação da argumentação como ferramenta metodológica e habilidades argumentativas dos professores. Quatro professores (num total de cinco) consideraram a argumentação importante para o ensino de Química, tendo declarado o uso de trabalho independente, o debate e a pergunta, como estratégias adotadas. Entretanto, as concepções dos professores a respeito da argumentação influenciam no conceito para argumentação elaborado por eles, assim como no entendimento de como a argumentação pode ser usada em sala de aula. Evidenciamos sete categorias de ações docentes argumentativas: Apresentar, Questionar, Identificar, Valorizar, Ajuizar, Solicitar e Incentivar, dentre as quais Identificar, Incentivar e Questionar foram também observadas em outros estudos de ações docentes em Química. Os resultados revelaram que os professores têm maior facilidade em realizar ações que incitam a argumentação no plano pragmático (com total de 84 remissões), tais como: Incentivar, Solicitar, Questionar e Valorizar, em detrimento de ações que avaliam criticamente as informações debatidas em sala de aula, como a ação de Ajuizar do plano crítico-reflexivo (com 25 repetições). Como estudos futuros interessa-nos a categorização de ações discentes argumentativas, o entendimento da relação entre a argumentação e metacognição e a compreensão das conexões argumentativas evidenciadas entre ações dos professores e dos alunos.
Dificuldades evidenciadas em registros escritos a respeito de demonstrações matemáticas
Debora Cristiane Barbosa Kirnev, Profª Drª. Angela Marta Pereira das Dores Savioli
Data da defesa: 30/08/2012
A presente pesquisa investiga dificuldades relacionadas as formas de demonstrações matemáticas sejam direta, contrapositivas, por redução ao absurdo, por contraexemplo, evidenciadas em registros de graduandos do curso de matemática de uma universidade norte paranaense. Entendemos que seja necessário um conteúdo para abordar o tema de pesquisa, deste modo selecionamos os conteúdos conjuntos e funções para elaborar uma proposta de atividades que foi aplicada aos sujeitos participantes dessa investigação. Para subsidiar a pesquisa nos apoiamos principalmente nos teóricos Balacheff (1987), em seus estudos sobre provas e demonstrações, e, Dreyfus (1991) acerca do pensamento matemático avançado. As análises consistiram em categorizar agrupamentos com resoluções similares e evidenciar as dificuldades explicitadas.