Editais
EDITAL Nº 04/2026- CONCESSÃO DE BOLSAS PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – RESULTADO FINAL
1 mês atrás
EDITAL Nº 03/2026- CONCESSÃO DE BOLSAS PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – RESULTADO PRELIMINAR.
1 mês atrás
EDITAL Nº 02/2026- MUDANÇA DA DATA DE DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DO PROCESSO DE SELEÇÃO DE BOLSISTA DO PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA.
2 meses atrás
Edital 01/2026 – CONCESSÃO DE BOLSAS PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA.
2 meses atrás
Defesas e qualificações
07/05 14:00
AUTOPERCEPÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE BUCAL ENTRE INDÍGENAS KAINGANG DO PARANÁ
Kely Barboza Ribeiro
07/05 14:00
OS CONSÓRCIOS PÚBLICOS INTERMUNICIPAIS DE SAÚDE E SUA INTERLOCUÇÃO COM OS PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS DO SUS: UM RETRATO DO ESTADO DO PARANÁ
Leticia Cristina Bento
08/05 16:00
ENTRE O SILÊNCIO E A NOTIFICAÇÃO: UM OLHAR PARA A VIOLÊNCIA CONTRA MENINAS E MULHERES EM UMA CIDADE DO NORTE DO PARANÁ
STEPHANE ATAMANCZUK DE LIMA
Notícias
- II Seminário do Grupo de Pesquisa em Trabalho e Cuidado em Saúde
- Mesa Redonda com egressos – Início turmas mestrado e doutorado 2026
- Cerimônia de lançamento do livro Entrevistas Safety: construindo memórias no olho do furacão
- Chamada aberta! Saúde em Debate vai publicar número especial sobre: Avaliação, Análise e Auditoria de Políticas de Saúde no SUS
- PPG em Saúde Coletiva promove evento em parceiria com Cosems-Pr, Sesa-Pr e Universidade Federal do Paraná
Teses e dissertações
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) consolidou-se como uma das principais políticas públicas de alimentação e nutrição no Brasil, atendendo milhões de estudantes e promovendo saúde, equidade e cidadania. Desde sua criação, evoluiu de uma estratégia de combate à fome para uma ação intersetorial que articula educação, saúde e agricultura, incorporando diretrizes que priorizam alimentos in natura e da agricultura familiar, além de restringir a presença de ultraprocessados. A avaliação da qualidade dos cardápios escolares torna-se fundamental para assegurar a adequação nutricional, fortalecer hábitos alimentares saudáveis e contribuir para o desenvolvimento integral das crianças. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar os cardápios escolares da educação infantil em municípios do estado do Paraná e associar a fatores contextuais dos municípios. Trata-se de um estudo ecológico de abordagem quantitativa, baseado em análise documental de cardápios escolares disponíveis em canais oficiais dos municípios, coletados em 2024. Foram incluídos 223 municípios (55,9% dos 399 totais), e consideradas variáveis como porte populacional, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), Indicador Equidade e Dimensionamento (IED), Macrorregiões geográficas do Estado e Nota da Alimentação Escolar (PROGOV). A avaliação utilizou o IQCOSAN-Creche para classificar os cardápios em adequados, precisa de melhoras e inadequados, com análises descritiva e estatística realizada por meio dos testes qui-quadrado, Kruskal-Wallis e razão de prevalência. Os resultados mostraram que 43% dos cardápios foram classificados como adequados, 41,7% precisavam de melhorias/adequações e 15,3% foram considerados inadequados, com mediana de 67 pontos. Municípios maiores e com IDHM mais elevado apresentaram melhores escores, enquanto municípios menores, com menor IDHM e localizados nas macrorregiões Norte e Noroeste tiveram os piores desempenhos, com maior prevalência de ultraprocessados e alimentos proibidos. Houve alta adequação na oferta de frutas (92,4%), verduras/legumes (96,9%) e ferro heme (98,7%), mas também elevada ausência de alimentos fonte de vitamina A (51,6%), ausência de alimentos da sociobiodiversidade (96,4%) e elevada frequência de ultraprocessados (33,2%) e alimentos proibidos (48,9%). Essas inadequações mostraram associação significativa com porte populacional, IDHM, macrorregião e a nota da alimentação escolar – PROGOV. Conclui-se que a qualidade dos cardápios está relacionada à capacidade institucional e aos indicadores socioeconômicos, reforçando desigualdades regionais. Para promover equidade e hábitos saudáveis, é fundamental avançar em estratégias intersetoriais, fortalecendo articulação com agricultura familiar, controle social e suporte técnico-financeiro aos municípios, em especial os mais vulneráveis, em alinhamento aos objetivos e diretrizes do PNAE como política pública de segurança alimentar. Reconhece-se, por fim, que a adequação dos cardápios é um processo contínuo, que exige monitoramento e construção coletiva, permitindo avanços graduais e sustentáveis na qualidade da alimentação escolar.
Introdução: Os sinistros de trânsito são grave problema de saúde pública global, com alto número de lesões e mortes. No Brasil, frota veicular crescente e urbanização desordenada agravam o cenário, sobrecarregando vias e os sistemas de saúde. O fator humano destaca-se como o principal determinante de fatalidades, especialmente o excesso de velocidade, que eleva risco de óbitos e incapacidades. Evidências de países alta mostram que radares de velocidade reduzem sinistros e gravidade de lesões. Porém, há lacuna científica sobre sua efetividade em nações de baixa/média renda, com diferenças em infraestrutura, fiscalização e comportamento de condutores. Assim, é essencial investigar o impacto no Brasil para embasar políticas públicas adaptadas às realidades locais. Objetivo: Avaliar o impacto da fiscalização eletrônica por radares de velocidade na redução da quantidade e gravidade das lesões em sinistros de trânsito no município de Londrina (PR). Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal do tipo antes e depois, baseado em dados secundários de sinistros atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina. O período analisado compreendeu um ano anterior e um ano posterior à instalação dos radares, entre 2020 e 2023. Utilizou-se o software QGIS para georreferenciamento e cálculo da distância entre o ponto do sinistro e o radar mais próximo. Resultados: Foram analisadas 1.456 ocorrências viárias, distribuídas entre os períodos pré e pós-intervenção. Após a instalação dos radares, observou-se redução global de 17,5% no número absoluto de sinistros e de 15,6% no total de vítimas. Demograficamente, vítimas masculinas caíram 18,6%, enquanto femininas diminuíram 10,3%. Faixas etárias jovens (20-29 anos: -28,1%; 30-39 anos: -35,3%; 10-19 anos: -26,6%) apresentaram maiores reduções, contrastando com aumentos em grupos mais velhos (40-49 anos: +34,0%). Ferimentos leves (-15,0%) e graves sem risco à vida (-16,1%), com risco à vida (-14,7%) predominaram, com óbitos caindo 25,0%. Motociclistas (condutores: -20,1%; passageiros: -19,2%) foram os mais afetados, enquanto pedestres aumentaram 5,3%. Por gravidade, fatais reduziram 56,3%, com maior eficácia em vias de 60 km/h (-91,7% de 12 para uma vítima) e colisões (-17,8%). Espacialmente, declínios foram acentuados próximas aos radares (0-50 m: -45,3%; 0-100 m: -34,8%), atenuando-se em distâncias maiores (até 500 m: -22,2%). Apesar de a regressão logística não indicar significância estatística para a diminuição global dos sinistros graves/fatais (OR = 0,851; IC 95%; p = 0,517), os padrões observados sugerem efeito positivo da intervenção sobre a severidade dos impactos. Conclusões: Observou-se redução na proporção de sinistros e vítimas, com predomínio de sinistros de menor gravidade após a instalação dos radares, além da diminuição de motociclistas e homens envolvidos. Os resultados apontam alterações nas características dos sinistros e no quantitativo de vítimas nas vias equipadas com fiscalização de velocidade, podendo subsidiar o planejamento de novas ações e estratégias para intensificar a fiscalização no trânsito, especialmente em vias de alta velocidade.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) representa um desafio crescente de saúde pública, especialmente entre idosos, exigindo um manejo contínuo onde o autocuidado (AU) é fundamental. Contudo, a eficácia do AU depende da literacia em saúde (LS) do paciente, que frequentemente é uma barreira nesta população. Diante disso, o objetivo geral deste estudo foi analisar o autocuidado e a literacia em saúde de indivíduos idosos que convivem com o DM2 assistidos pela Atenção Primária em Saúde. Trata-se de um estudo transversal realizado com 60 idosos com DM2, residentes no munícipio de Sabáudia-PR. Foram aplicados um questionário sociodemográfico e clínico, o Spoken Knowledge in Low Literacy Patients with Diabetes (SKILLD) para avaliar a LS e o Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes (QAD) para o AU. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, teste qui-quadrado e Regressão de Poisson com variância robusta. A amostra apresentou idade média de 69,07(6,89), baixa escolaridade, literacia insuficiente sobre a doença. A análise bivariada revelou associações estatisticamente significativas entre a LS inadequada e a baixa escolaridade (p=0,027), a não participação em grupos de educação em saúde (p=0,020) e baixa adesão ao AU (p=0,040). A adesão ao AU (até 3 dias) foi significantemente maior em quem depende de terceiros para comprar/retirar medicação (p=0,02). A análise de regressão confirmou que a LS adequada quase dobrou a prevalência de adesão ao AU (RP ajustada: 1,94) e que a não participação em grupos de educação em saúde reduziu a prevalência de LS adequada em 85% (RP ajustada: 0,15). Conclui-se que a literacia em saúde inadequada é uma barreira determinante para o autocuidado em idosos com DM2, impactando diretamente práticas que exigem mudança comportamental. A dependência de terceiros e a ausência em grupos educativos emergem como indicadores de risco, reforçando a necessidade de estratégias na APS focadas no empoderamento e autonomia do paciente.
O Guia Alimentar para a População Brasileira (GAPB), elaborado pelo Ministério da Saúde, constitui um importante referencial para ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no contexto escolar. Contudo, estudos indicam limitações no conhecimento desse documento e na autoeficácia para utilizá-lo entre profissionais da educação básica. Este estudo transversal objetivou avaliar o conhecimento e a percepção de autoeficácia desses profissionais em relação ao GAPB. Participaram 373 profissionais elegíveis das 10 escolas e 11 centros municipais de educação infantil de Ivaiporã (PR), abrangendo diferentes categorias. Os dados foram coletados por meio dos questionários validados GAB1 (conhecimento sobre o GAPB) e GAB2 (autoeficácia docente), este último aplicado exclusivamente aos professores. A análise foi realizada no software SPSS versão 22.0, utilizando estatística descritiva (frequências, percentuais) e testes de associação (qui-quadrado de Pearson e teste exato de Fisher quando aplicável), adotando nível de significância de 5% (p < 0,05). Os resultados revelaram diferenças significativas no conhecimento elevado (≥13 acertos no GAB1) entre categorias profissionais (p = 0,037), com maiores proporções entre professores (61,0%) e pós-graduados (65,0%). O conhecimento associou-se significativamente à idade (p = 0,013) e ao tempo de serviço (p = 0,037), mas não a gênero, cor/raça, escolaridade ou vínculo trabalhista. Quanto à autoeficácia (GAB2), apenas 36,3% dos docentes apresentaram níveis elevados, com maior proporção entre aqueles de 31 a 40 anos (39,7%) e menor entre profissionais com mais de 21 anos de tempo de serviço (2,7%). As diferenças no conhecimento e na autoeficácia em relação ao GAPB associaram-se à função exercida, idade e trajetória profissional, destacando a necessidade de ações de formação continuada para otimizar o uso do Guia no ambiente escolar.
