
Linhas de pesquisa
No contexto da Pós-graduação Stricto Sensu no Brasil, a Linha de Pesquisa é o vetor de organização e direcionamento das atividades acadêmicas e científicas.
Cada Linha de Pesquisa possui um eixo temático estruturado que orienta e agrupa as pesquisas desenvolvidas. Tem a finalidade de promover a produção de conhecimento científico de forma sistemática e contínua, favorecendo a especialização e a profundidade nos estudos de determinada área.
As Linhas de Pesquisa são estabelecidas de acordo com os interesses científicos do corpo docente. Assim, cada Linha de Pesquisa tem uma identidade própria, marcada pelos Projetos de Pesquisa e Grupos de Pesquisa liderados pelos/as docentes que as compõem.
Até 2026, o PPGSOC estava estruturado em duas linhas de pesquisa: “Estado, governança e democracia” e “Cidadania, desigualdade e cultura”. O programa passou por um processo de reestruturação, sendo agora organizado nas seguintes linhas de pesquisa: “Violência, políticas públicas e espaços urbanos”, “Saberes, fazeres e desigualdades sociais” e “Estado, capitalismo e conflitos sociais”.
Para que um novo Projeto de Pesquisa seja acolhido no PPGSOC, por exemplo, é necessário definir o que se pretende investigar em áreas ou tópicos específicos de uma das três linhas de pesquisa em vigor no programa de pós-graduação.
Cada Linha de Pesquisa contribui para a identidade e o foco do PPGSOC, permitindo uma articulação coerente entre os Projetos de Pesquisa, produção discente e atividades acadêmicas que, em geral, devem estar alinhadas às pesquisas dos/as orientadores/as.
Além disso, quanto mais resguardada a identidade da Linha de Pesquisa, maior é a facilidade em estabelecer colaboração entre pesquisadores/as, promovendo a formação de grupos de pesquisa e redes de cooperação científica.
Em síntese, as Linhas de Pesquisa proporcionam um foco bem definido para as investigações científicas, promovendo a excelência acadêmica e a relevância social das pesquisas desenvolvidas.
Docentes tem seus grupos de pesquisa registrados CNPq e também coordenam ou participam de projetos de pesquisa e/ou extensão.
O Programa de Pós-Graduação em Sociologia está organizado em duas linhas:

Linha 1 – Violência, Políticas Públicas e Espaços Urbanos
Esta linha investiga a produção, a gestão e a prevenção da violência em diferentes contextos sociais, com foco nos seus condicionantes de gênero e nas respostas do Estado, da comunidade e do mercado a este fenômeno. Os estudos se concentram nos espaços urbanos, que também são investigados com o objetivo de entender os vetores que produzem o espaço e resistem à segregação socioespacial. Reúne pesquisas que utilizam abordagens quantitativas, qualitativas e etnográficas para examinar a violência letal intencional (homicídios e feminicídios), políticas públicas de segurança e justiça criminal, dinâmicas urbanas e formas de constituição do espaço, com o objetivo de compreender conflitos sociais, moralidades públicas e mecanismos formais de controle social.
Docentes e Grupos de Pesquisa
Linha 2 – Saberes, Fazeres e Desigualdades Sociais
Esta linha focaliza processos de produção e transmissão de saberes como centrais na constituição e na crítica das desigualdades sociais, especialmente aquelas atravessadas por relações étnico-raciais, de gênero e de classe. Reúne pesquisas qualitativas e quantitativas sobre instituições educacionais e outros espaços de construção de conhecimento, em interface com políticas públicas de ações afirmativas e inclusão no ensino superior. Abarca também estudos sobre formação de campos de conhecimento e de produção intelectual, tecnologias, artes, moralidades, saberes, hibridismos culturais e trajetórias de grupos sociais.
Docentes e Grupos de Pesquisa


Linha 3 – Estado, Capitalismo e Conflitos Sociais
Esta linha analisa formas de dominação política e econômica, com atenção às configurações dos estados-nação, do capitalismo e dos conflitos sociais resultantes das tensões entre regimes políticos democráticos, autoritários e economias de mercado. Inclui pesquisas sobre diferentes grupos sociais que agem para a apresentação de projetos de conservação ou transformação social, travando disputas materiais e simbólicas no campo e na cidade. Mobiliza teorias críticas e metodologias qualitativas para investigar teórica e empiricamente temas como violência política, imperialismo, reestruturações do capitalismo e disputas no campo da informação, comunicação e conquista de direitos.