. Resposta da soja a fontes e doses de fósforo em solos com diferentes teores de argila.
Nilson Darlan Vieira , Adonis Moreira
A soja (Glycine max (L.) Merrill) é uma cultura com alto potencial produtivo e grande importância no mundo devido a sua composição química, valor nutritivo, relevância social e econômica para os países produtores. Entretanto, o potencial produtivo e a qualidade dos grãos são impactados pelos fatores de produção e técnicas de manejo. O manejo adequado de fertilizantes e corretivos, permite a absorção de nutrientes necessários para o desenvolvimento e alta produtividade. Especificamente, a deficiência de fósforo (P) reduz o desenvolvimento vegetativo, a produtividade, a qualidade e causa senescência precoce, por outro lado, o uso excessivo do P pode afetar a sustentabilidade agrícola e ambiental. Neste contexto, foi desenvolvido este estudo em condições de casa de vegetação com o objetivo de avaliar a eficiência agronômica de fontes e doses de fósforo (P) na soja cultivada em dois solos, Neossolo Quartzarênico distrófico (RQd) com textura arenosa e Latossolo Vermelho Amarelo eutrófico (LPVAe) com textura argilosa e baixa concentração de P. O delineamento experimental foi inteiramente causualizado com três repetições por tratamento. Foram empregadas quatro doses de P (0, 50, 100 e 200 mg kg-1 ) e quatro fontes superfosfato triplo (SFT), fosfato natural reativo da Argélia (FNRAr), fosfato natural de Alvorada (FNAl) e fosfato decantado (Supraphos). Os resultados evidenciaram os maiores Índices de Eficiência Agronômica (IEA) e Equivalente Superfosfato Triplo EqSFT com aplicação de FNRAr e o Supraphos. Os extratores Mehlich1 e Resina apresentam uma alta correlação entre si e foram eficientes na avaliação do P disponível. As doses de P aplicadas aumentaram a produção de massa seca de parte aérea (MSPA), número de vagens por vaso (NV) e o peso de grãos (PG) em ambos os solos. O SFT e o FNRAr proporcionaram a maior produção de MSPA, NV e PG, entra as fontes. A fonte Supraphos elevou significativamente o teor cálcio (Ca) em todas as doses no solo argiloso, enquanto em solo arenoso não houve diferença entre as fontes e doses. As variações de pH causadas pelas fontes estudas ficaram em 4,5 e 6,5 e não resultaram em prejuízo na absorção de nutrientes. As doses e fontes de P não afetaram a absorção de Zn. Em solo com maior teor de argila são necessárias maiores doses de P, do que em solos arenosos, mesmo utilizando fosfatos mais solúveis, devido a maior fixação de P pelo solo argiloso