TRANSCENDÊNCIA E IMANÊNCIA NA FILOSOFIA DA MORTE DE SCHOPENHAUER
Ana Paula Manoel Felipe, Aguinaldo Pavão
Data da defesa: 05/12/2025
A presente dissertação visa analisar criticamente a filosofia imanentista de Schopenhauer. Para tanto, pretende-se investigar o possível comprometimento com teses transcendentes presentes em suas reflexões sobre a morte. Para tal fim, o tema do ascetismo e da palingenesia se sobressaem nessa investigação, não obstante, a sua metafísica da morte permeia toda a discussão, visto que a sua coerência está atrelada diretamente à utilização desses conceitos. Uma vez que, em tese, a vontade como coisa em si exclui qualquer fundamento transcendente, cabe investigar a possibilidade do afastamento de Schopenhauer do campo imanente. Essa investigação é necessária tendo em vista o seu distanciamento do domínio empírico em sua explicação sobre a palingenesia e a permanência do caráter inteligível no mundo. Dessa forma, investigarei como a filosofia de Schopenhauer trata e relaciona os conceitos de palingenesia, morte, vontade, metafisica, imanência e transcendência. Nesse contexto, defenderei a hipótese de que Schopenhauer não logrou êxito em depurar de sua filosofia imanentista elementos transcendentes e, por fim, ponderarei as consequências disso em sua metafísica da morte.
CONSCIÊNCIA DA MORTE E INDESTRUTIBILIDADE DO SER: Uma conexão entre os capítulos 17 e 41 do Tomo II de O Mundo como Vontade e Representação de Arthur Schopenhauer
CAMILA GOMES WEBER, AGUINALDO PAVÃO
Data da defesa: 23/06/2023
Este trabalho consiste em sustentar que a compreensão schopenhaueriana dos vínculos entre a disposição metafísica do humano e o problema da morte, considerações de Schopenhauer apresentadas no capítulo 17 dos Suplementos aos quatro livros do primeiro tomo de O mundo como vontade e como representação, intitulado Sobre a necessidade metafísica do ser humano, adquire alcance e profundidade plenos quando complementadas com as reflexões expressas no capítulo 41 dos mesmos Suplementos, intitulado Sobre a morte e sua relação com a indestrutibilidade de nosso ser em si, acerca do que É a morte e o que é ATINGIDO por meio dela. Assim, para que o objetivo seja alcançado, serão apresentados os principais componentes da filosofia de Schopenhauer sobre a morte presentes em ambos os capítulos supracitados, quais sejam: 1. O temor da morte como manifestação da Vontade de vida no indivíduo; 2. A especificidade das compreensões filosóficas e religiosas da necessidade metafísica do ser humano; 3. A teoria da Ideia e Espécie como superação dos condicionantes individuais; 4. A distinção entre Vontade e Intelecto para a compreensão da indestrutibilidade da verdadeira essência; e, por fim, 5. A Vontade como o núcleo indestrutível de nosso ser que a morte não afeta, visto que ela é apenas uma ação sobre a dimensão representativa do humano. A partir disso, será mostrado que os capítulos 17 e 41 do Tomo II d'O Mundo são complementares de forma indispensável para a compreensão da metafísica da morte em Schopenhauer, já apresentada inicialmente no parágrafo 54 do Tomo I d’O Mundo.