Teses e Dissertações
PREVALÊNCIA DE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA, EM ALDEIAS INDÍGENAS NA REGIÃO DA GRANDE DOURADOS, MATO GROSSO DO SUL
VINÍCIUS MACHADO BERCINI , Prof. Dr. Silvano Cesar da Costa
Data da defesa: 21/03/2018
Foram apresentados três produtos finais, separados por capítulos, ao Programa de Pós Graduação Mestrado Profissional em Clínicas Veterinárias. O primeiro trabalho é um artigo, formatado nas normas da revista “Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia” (ABMVZ), intitulado “Prevalência de Leishmaniose Visceral Canina, em Aldeias Indígenas na Região da Grande Dourados, Mato Grosso do Sul”. As terras indígenas Panambi-Lagoa Rica e Jaguapiru estão localizadas em área endêmica para a zoonose Leishmaniose com baixo índice de transmissão a humanos, na Região da Grande Dourados. O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência de Leishmaniose Visceral Canina (L.V.C), em aldeias indígenas na região da Grande Dourados, Mato Grosso do Sul. Foi realizada a pesquisa de anticorpos anti-Leishmania infantum em cães de localidades das aldeias indígenas Panambi-Lagoa Rica e Jaguapiru, Mato Grosso do Sul. Foram coletadas amostras de sangue de cães para realização de testes sorológicos: teste rápido imunocromatográfico DPP® (DPP®), teste imunoenzimático indireto (ELISA EIE®). No ano de 2014, foram analisados 101 cães na aldeia Panambi-Lagoa Rica e, em 2017 foram coletadas amostras de soro de 176 cães na aldeia indígena Jaguapiru. Utilizando o teste rápido imunocromatográfico DPP® (DPP®) como triagem e o teste imunoenzimático indireto (ELISA EIE®) como confirmatório a prevalência foi de 0% (0/101) na aldeia indígena Panambi-Lagoa Rica e de 0,38% (1/176) na aldeia indígena Jaguapiru. Quando utilizado somente o teste rápido imunocromatográfico DPP® (DPP®) a taxa de prevalência nas aldeias Panambi Lagoa-Rica e Jaguapiru foi 14,85% (15/101) e 6,81% (12/176) respectivamente. Empregando somente o teste confirmatório ELISA EIE® na Panambi Lagoa-Rica e Jaguapiru teve taxa de 4,95% (5/101) e 1,13% (2/176) respectivamente. Uma diferença estatisticamente significativa foi observada, em que a presença de curral nas casas, apresentou-se como uma variável de risco à L.V.C. O estudo confirma a presença da leishmaniose visceral canina em aldeias indígenas da região da Grande Dourados, ao verificar a ocorrência de cães soro reagentes para leishmaniose visceral, em área com características ambientais e geográficas que favorecem a dispersão do parasito. Os dados da pesquisa fornecem subsídios para novas pesquisas com uma abordagem em Saúde Única e, medidas de controle devem ser delineadas e implementadas com o objetivo de controlar a dispersão da zoonose e casos humanos de leishmaniose visceral. O segundo capítulo é uma cartilha educativa intitulada “LeishNão nas Aldeias”, formulada de maneira lúdica, para o público infanto-juvenil, sobre a Leishmaniose Canina que descreve aspectos da etiologia, epidemiologia, patogenia, sinais clínicos, diagnóstico, prevenção e controle da doença. O terceiro trabalho é um artigo sobre um relato de neoplasia múltipla endócrina: carcinoma folicular de tireoide e feocromocitoma concomitante em cão, enviado e aguardando publicação na revista “Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia” (ABMVZ).
ESTABILIZAÇÃO EXTRA-ARTICULAR DA LUXAÇÃO COXOFEMORAL ASSOCIADA OU NÃO AO USO DE CAVILHA. ESTUDO EX VIVO EM CÃES
THIAGO GUERREIRO TEIXEIRA , Prof. Dr. Fernando De Biasi
Data da defesa: 30/09/2018
A luxação coxofemoral traumática craniodorsal é frequente em cães e gatos. As técnicas cirúrgicas extra-articulares para estabilização têm sido mais estudadas e empregadas por manter a cartilagem articular íntegra e por reduzir a progressão da doença articular degenerativa, quando comparadas com as intra-articulares. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de cavilha como método de fixação do fio no ílio, como uma alternativa à passagem do fio por um orifício no ílio na técnica de sutura iliofemoral convencional. Utilizou-se nove cadáveres de cães que não apresentavam alterações ortopédicas ao exame radiográfico simples. Cada peça foi submetido à técnica de sutura iliofemoral em ambas as articulações coxofemorais, sendo em um lado a fixação do fio no ílio realizada por meio de cavilha (técnica A), e no lado contralateral, pela passagem do fio através de um orifício no ílio (técnica B). Imediatamente após, avaliou-se por manobras de palpação a presença de discreta rotação interna do fêmur, limitação da rotação externa do fêmur, limitação da extensão da articulação coxofemoral, sinais de Ortolani e Bardens, bem como a congruência articular coxofemoral por meio de exame radiográfico. Não houve diferença nos parâmetros de palpação, e em todas as articulações houve uma boa congruência ao exame radiográfico pós-operatório. Apesar da avaliação subjetiva, a sutura iliofemoral realizada com o uso de cavilha promoveu a mesma estabilidade que a técnica convencional, sendo uma alternativa para reduzir as chances de possíveis complicações trans-operatórias, como hemorragia retroperitoneal, além de diminuir o tempo cirúrgico em relação à técnica convencional devido a menor dificuldade na passagem do fio pelo orifício do ílio.
INCIDÊNCIA DE DOENÇAS ESOFÁGICAS EM CÃES E GATOS ATENDIDOS NO SETOR DE RADIOLOGIA DO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA NOS ANOS DE 2006 A 2016
RUBIANE CAROLINE LOPES DE SOUZA , Prof. Dr. Milton L. R. de Oliveira
Data da defesa: 20/06/2018
As doenças esofágicas muitas vezes são negligenciadas por ter sinais clínicos similares às doenças gástricas. No primeiro capítulo está presente o estudo que relata a incidência de doenças esofágicas em cães e gatos atendidos no Setor de Radiologia do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina nos anos de 2006 a 2016. Os dados foram coletados dos livros de registro do Setor e posteriormente analisados os prontuários e radiografias. Setenta e um animais foram incluídos no estudo, pois foram submetidos à radiografia esofágica simples ou contrastada. Quarenta e quatro animais foram submetidos à radiografia simples e em vinte e nove foi realizado esofagograma. Dos setenta e um animais, dezessete foram positivos para doenças esofágicas, tendo sido nove diagnosticados por meio de radiografias simples e oito por radiografias contrastadas. Oito animais tinham megaesôfago, seis tinham corpo estranho esofágico, um esofagite secundária ao tubo esofágico (diagnóstico presuntivo) e um estenose. No capítulo 2 há um relato de caso que foi submetido à publicação na revista clínica veterinária que descreve a ocorrência de dilatação esofágica cervical em uma felina de 18 meses secundário a esofagite causada pela administração de comprimidos de doxiciclina.
ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS E BIOQUÍMICAS EM EQUINOS CRIOULOS E QUARTO DE MILHA DURANTE A PROVA DE LAÇO COMPRIDO
RODRIGO DE OLIVEIRA MATTOSINHO , Prof. Dr. Augusto José Savioli de Almeida Sampaio
Data da defesa: 28/03/2018
A relação homem e cavalo se deu desde o início da domesticação dos animais, sendo esta relação responsável por grandes feitos históricos, com auxilio destes incríveis animais se tornou possível o transporte e a colonização de diversos povos por todo o mundo, com o passar dos séculos os equinos deixaram de ser utilizados unicamente para o trabalho e com isso surgiram diversas modalidades esportivas, lazer e terapias que os utilizam devido à sua grande capacidade funcional e atlética. Desta forma cada esporte equestre varia em grau de exigência física e muscular, sendo necessário tratamento e treinamento diferenciado para cada modalidade, com intuído de se obter o desempenho máximo de cada animal. A modalidade Laço Comprido, caracterizada em exercício físico de alta intensidade e curta duração, é brasileira praticada principalmente das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, os equinos em sua grande maioria são das raças Crioula e Quarto de Milha, sendo que ambas as raças já possuem a modalidade regulamentadas por suas devidas associações e apesar da grande importância econômica ainda são escassas pesquisas cientificas envolvendo a modalidade em questão, sendo assim o objetivo do trabalho foi comparar as alterações hematológicas e enzimáticas dos equinos Crioulos e Quarto de Milha durante a prova da modalidade Laço Comprido. As amostras sanguíneas foram coletadas de ambas as raças divididas em 2 grupos: CR (Crioulos) e QM (Quarto de Milha), em 3 tempos: T0 (repouso), T1 (30 minutos após primeira corrida) e T2 (120 minutos após quinta corrida). Foram avaliados os parâmetros hematológicos, proteína total, fibrinogênio e as enzimas: CK, AST, GGT, FA, Ureia e Creatinina, onde obtivemos efeito significativo para Tempo e interação raça x tempo na variável: RBC, interação raça x tempo nas variáveis: HCT, HGB, Ureia e efeito significativo para tempo nos parâmetros: CK, EOS, MCV e GGT. Apesar de não observarmos efeitos estatísticos em alguns parâmetros analisados a menor variação obtida pelos equinos da raça Crioula sugerem uma maior adaptação e menor desgaste físico quando comparados aos equinos Quarto de Milha. No entanto nenhum parâmetro apresentou-se superior aos dos valores de referência em ambas as raças, o que nos permite concluir que os animais avaliados estão adaptados e que são necessárias novas pesquisas para elucidar as diferenças hematológicas entre as raças estudadas e suas particularidades no decorrer da pratica do esporte Laço Comprido
CARTILHA EDUCATIVA SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA
RAFAEL GOMES E SOUZA DE BARROS , Profª. Drª. Mara Regina Stipp Balarin
Data da defesa: 30/01/2018
A leishmaniose visceral atualmente constitui um dos principais desafios para saúde pública do Brasil, pois possui caráter endêmico em diversas regiões e está em franca expansão apesar das medidas de controle adotadas pelo Ministério da Saúde. A educação em saúde integra ações de vigilância epidemiológica e, o uso de instrumentos paradidáticos em escolas têm mostrado imprescindíveis ao conhecimento, auxiliando o controle de importantes doenças. O objetivo deste trabalho consistiu em elaborar um material lúdico através de cartilha educativa contendo informações sobre a transmissão do parasito e seu ciclo de vida nos diferentes hospedeiros, a manifestação dos sintomas nos cães e humanos, métodos de profilaxia e controle da doença, podendo ser distribuída em escolas de ensino fundamental do município de Guanambi, Bahia.
MÉDICO VETERINÁRIO: SÍNDROME DE BURNOUT E INGRESSO NO MERCADO DE TRABALHO FORMAL
PÂMELA CRISTINA DOS SANTOS SAKATA , Profa. Dra. Carmen Esther Santos Grumadas
Data da defesa: 26/03/2018
A profissão de médico veterinário tem o dever de prevenir e curar doenças nos animais, mas sempre tendo como objetivo o serviço à humanidade e ao meio ambiente. Esta dissertação, por meio de dois produtos, um artigo e uma matéria técnica, se volta para a preocupação com a saúde do trabalhador em Medicina Veterinária e seu ingresso na carreira autônoma. Objetivou-se avaliar a síndrome de Burnout e seus preditores entre os residentes de Medicina Veterinária de uma universidade do norte do Paraná, por meio de um estudo transversal analíticodescritivo realizado com 66 participantes. Os instrumentos de pesquisa foram um questionário semiestruturado para a caracterização sociodemográfica e algumas questões sobre satisfação no trabalho e estresse moral, e o Maslach Burnout Inventory™ – Human Services Survey para avaliar a síndrome de Burnout. A coleta de dados foi realizada pessoalmente, pela mestranda e uma psicóloga autônoma, durante o horário destinado às atividades teóricas da residência. Após a coleta, os dados foram analisados no Statistical Package for the Social Sciences, versão 20.0, por estatística descritiva, inferencial e multivariada. Para todas as análises, considerou-se estatisticamente significativo p<0,05. A amostra compôs-se de residentes do primeiro e segundo ano na mesma proporção, 60,6% eram da especialidade clínica e 39,4% da preventiva, sendo que 56,1% estava formado a mais de um ano. A maioria pertencia ao sexo feminino (68,2%), estado civil solteiro (97%), sem filhos (98,5%) e não moravam sozinhos (65,2%), com idade média de 25,4 anos. Observou-se que 65,2% não praticavam atividades físicas, 65,2% trabalhavam até 60h por semana e 92,4% dispunham de pelo menos um dia de descanso ou lazer por semana. Identificou-se que os residentes da clínica apresentaram escores maiores de exaustão emocional, despersonalização e realização profissional comparados com os da preventiva. Sobre os perfis latentes de Burnout, 27,3% eram engajados, 13,6% esgotados, 16,7% desengajados, 10,6% ineficazes e 24,2% apresentaram síndrome de Burnout, sendo que 7,6% não se classificaram nos perfis existentes por apresentarem o aumento concomitante da exaustão emocional e despersonalização. Houve indicativo do desenvolvimento da síndrome de Burnout na população pesquisada, assemelhando-se aos valores obtidos em estudos realizados nos programas de residência de outros profissionais da saúde. Constatou-se que as variáveis “satisfação em lidar com o paciente” e “atuação em desacordo com os princípios” predominaram nos modelos preditores das dimensões da síndrome de Burnout. Concluiu-se que houve indicativo para a síndrome de Burnout e insatisfação em lidar com o paciente e a atuação em desacordo com os princípios foram os principais fatores predisponentes. Com a matéria técnica, foram apresentadas orientações ao médico veterinário autônomo para que o ingresso no mercado de trabalho seja formal, permitindo-lhe usufruir de seus direitos, por meio do preenchimento de alguns requisitos. Primeiramente devese obter o número de inscrição e o pagamento da anuidade no Conselho Regional de Medicina Veterinária. Em seguida, inscrever-se no Cadastro de Contribuintes Mobiliários na prefeitura de sua cidade, obtendo-se assim o Alvará de Licença de
Localização e Funcionamento, devendo ser recolhido à prefeitura o Imposto Sobre Serviços. Depois, deve-se cadastrar como contribuinte individual no Instituto Nacional de Seguro Social, sendo a alíquota de 20% sobre os rendimentos. O contribuinte individual que deixa de pagar as contribuições mensais pode perder a qualidade de segurado e o direito de requerer para si os benefícios previdenciários, como a aposentadoria. Por fim, existe a obrigação com a Receita Federal Brasileira com o pagamento do Imposto de Renda, apurado com base nas informações de receita, deduzidos a contribuição para o Instituto Nacional de Seguro Social, o valor por dependente e as despesas decorrentes da atividade apuradas em um livro caixa. Ressalta-se a importância de consultar um contador e advogado sobre o assunto.
FATORES DE RISCO PARA AUMENTO DE LIPASE PANCREÁTICA FELINA ESPECÍFICA EM GATOS
MARCELO SOARES , Prof. Dr. Marcelo de Souza Zanutto
Data da defesa: 27/03/2018
Foram apresentados três produtos finais, separados por capítulos, ao programa de PósGraduação Mestrado Profissional em Clínicas Veterinárias. O primeiro produto foi um artigo de revisão bibliográfica sobre Pancreatite Felina que aborda as principais peculiaridades que essa afecção apresenta em gatos. O segundo é um artigo, formatado nas normas da revista ‘’Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia (ABMVZ)’’ com o seguinte título Fatores de Risco para o Aumento da Lipase Pancreática Felina Específica em Gatos. A pancreatite é uma doença inflamatória do pâncreas exócrino. Seu curso clínico em felinos, por vezes, é bastante inespecífico e os sinais clínicos são semelhantes à de muitas outras doenças. Seu diagnóstico é um desafio para o clínico, porém, com a avaliação da concentração sérica de uma enzima pancreática chamada lipase pancreática felina, sabe-se que, associado com demais achados, a possibilidade de diagnóstico precoce é possível. O trabalho tem como objetivo determinar a prevalência da concentração sérica anormal alta de lipase pancreática felina específica, assim como seus fatores de risco para a doença em gatos atendidos pelo Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina, no estado do Paraná. Foi realizado um estudo retrospectivo com plasma congelado de gatos atendidos no HV-UEL no período de janeiro a setembro de 2014, as amostras foram submetidas ao Snap test Lipase Pancreática Felina da IDEXX Laboratories®, que consiste em um teste semiquantitativo onde a concentração sérica de lipase é definida por intensidade de coloração entre o ponto controle e o ponto da amostra. Após isso foi realizado análise dos prontuários, coletando dados da resenha e do diagnóstico clínico dos pacientes. Dos 467 animais atendidos nesse período, 141 apresentaram nível aumentado de lipase, com prevalência correspondente de 30,2%. Foram analisados os fatores predisponentes para o aumento da concentração dalipase por regressão logística e os que apresentaram significância foram animais infectados com FIV, obesos, oriundos de trauma e animais entre quatro a oito anos. Das faixas etárias estabelecidas, animais com idade entre quatro a oito anos apresentaram importância estatística (p valor < 0,001) e sua razão de chance foi 3,04. Em estudos anteriores, a faixa etária não era um fator
predisponente para pancreatite, conforme foi encontrado na presente população. O trauma apresentou p valor de 0,040 e razão de chance de 1,47, essa significância é relatada na literatura, porém, o trauma da população estudada apresenta características diferentes, pois em sua maioria eram animais atropelados. A infecção pelo FIV é importante na medicina felina, sua ocorrência foi significativa com p valor de 0,004 e razão de chance 3,61. O FIV tem característica de causar uma doença crônica, assim como a pancreatite, elas podem ocorrer no mesmo paciente sem ter correlação ou então a imunossupressão que o FIV causa pode predispor a translocação bacteriana e ascensão de bactérias para o pâncreas. A obesidade foi relevante na população estudada, tendo um p valor de 0,015 e razão de chance 2,32. A obesidade pode predispor o animal à oxidação de proteínas, peroxidação lipídica e ao aumento de citocinas inflamatórias levando a um quadro característico de doença inflamatória crônica e generalizada, predispondo o animal à pancreatite.O terceiro produto é um relato de caso de Quilotorax idiopático canino, formatado nas normas da revista Ciência Rural.
DEMONSTRAÇÃO DE ESTRO E TAXA CONCEPÇÃO À IATF DE VACAS NELORE COM ALTA, INTERMEDIÁRIA OU BAIXA CONTAGEM DE FOLÍCULOS ANTRAIS
JOSÉ HENRIQUE AYRES DIAS , Profa. Dra. Katia Cristina Silva Santos
Data da defesa: 21/08/2018
O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do número de folículos antrais sobre a apresentação de estro e concepção de vacas Nelore durante a sincronização da ovulação. Vacas Nelore (Bos indicus; n = 271), multíparas, entre 30 a 60 dias pósparto e ECC 3 ± 0,5 foram avaliadas por ultrassonografia (transdutor linear 6 MHz; A5V, Sonoscape, Shinzhen, China) para contagem de folículos antrais (CFA) ≥ 3 mm de diâmetro no D0 (início do protocolo de IATF) e separação dos grupos, com base na média da população folicular ± 1 DP: alta CFA (G-Alta; ≥ 50 folículos, n = 70), intermediária CFA (G-Intermediária; 30-35 folículos, n = 114) ou baixa CFA (G-Baixa; ≤ 25 folículos, n = 87). Em dias aleatórios do ciclo estral (D0), as vacas receberam um dispositivo intravaginal 1 g P4 (Fertilcare 1200®, Vallé, Montes Claros, Brasil) e 2 mg BE (Fertilcare sincronização®,Vallé), IM. Na retirada do implante (D8), receberam 500 µg de cloprostenol sódico (Ciosin®, MSD, São Paulo, Brasil), 300 UI de eCG (Folligon®, MSD) e 1 mg CE (Fertilcare ovulação®, MSD), IM, e foram marcadas com bastão marcador (Raidex®, Walmur, Alemanha) na base da cauda para posterior detecção de estro no dia da inseminação. As vacas foram inseminadas em tempo fixo (IATF) 48-52 h após a retirada do dispositivo de P4 (D10). A apresentação de estro foi considerada para as fêmeas cuja tinta foi removida da base da cauda. O diagnóstico de gestação por ultrassonografia foi realizado 30 dias após a IATF. A comparação entre as taxas de concepção e de apresentação de estro foi realizada pelo teste de Qui-quadrado. Para as análises, p ≤ 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Não houve diferença na taxa de apresentação de estro entre os grupos de baixa (69%; 60/87), intermediária (76%; 87/114) e alta CFA (76%; 53/70; p >0.05). A taxa de concepção à IATF não diferiu entre os grupos (p > 0,05; 44% - 38/87 G-Baixa CFA; 51% - 58/114 G- Intermediária CFA; 57% - 40/70 GAlta CFA). Concluiu- se que fêmeas Nelore com alta, intermediária ou baixa CFA, submetidas a protocolo de IATF, não apresentaram diferença na taxa de apresentação de estro e na taxa de concepção.
CORRELAÇÃO ENTRE MEDIDAS PROSTÁTICAS ULTRASSONOGRÁFICAS E MENSURAÇÕES MORFOMÉTRICAS CORPORAIS DE CANINOS HÍGIDOS SEXUALMENTE INTACTOS
GABRIELA MARIA BENEDETTI VASQUES , Prof. Dr. Marco Antonio Machado
Data da defesa: 25/06/2018
Entre os métodos diagnósticos para as patologias prostáticas, a mensuração do tamanho da glândula se mostra eficiente, uma vez que este modelo é utilizado em humanos para estabelecer prognóstico e tratamento. Os padrões de tamanho prostático obtidos por ultrassonografia não são consenso na literatura, já que há grande variabilidade de dados disponíveis. O trabalho teve como objetivo relacionar variáveis morfométricas corporais de altura de cernelha, comprimento corporal, perímetro torácico, perímetro abdominal, membro pélvico direito, diâmetro de coxa e peso com variáveis morfométricas prostáticas obtidas por ultrassonografia. Foram avaliados 40 caninos machos hígidos, sexualmente intactos. Eles foram submetidos a exame físico específico da glândula prostática por meio de palpação retal e análise morfométrica das variáveis corporais. Após foram encaminhados a ultrassonografia onde avaliou-se comprimento, profundidade em plano longitudinal, profundidade em plano transversal e largura da próstata. Essas variáveis prostáticas foram analisadas por uma fórmula descrita por Atalan et al. (1999) onde obteve-se volume e peso prostático. Os animais foram separados em grupos por porte físico e idade. Na análise estatística os animais quando separados em grupos por porte físico, apresentam todos os valores morfométricos corporais diferentes ao teste de médias, e significativos. As variáveis morfométricas prostáticas, excetuando a variável profundidade em plano transversal, não apresentaram diferença significativa entre porte pequeno e médio, diferindo apenas entre pequeno e médio porte comparados a grande porte. Separando os animais por idade é possível observar que há diferença das variáveis morfométricas de animais de 1 a 7 anos entre animais acima de 7 anos. Com o estudo é possível concluir que o exame físico é validado, uma vez que todas as próstatas se apresentaram sem alterações na palpação e ultrassonografia. As variáveis morfométricas corporais são significativas quando separadas em grupos por porte físico, porém as ultrassonográficas não apresentam diferença entre animais de pequeno e médio porte. A variável profundidade em plano transversal é a única medida que se apresenta diferente entre os três grupos por porte físico, representando evidência de ser a medida mais confiável para tamanho prostático entre animais separados por porte físico.
ESTRATÉGIAS PARA VIABILIZAÇÃO DE UMA ONG DE PROTEÇÃO ANIMAL E CONTROLE POPULACIONAL
EMMANUEL CARVALHO OLIVEIRA , Prof. Dr. Marco Antonio Machado
Data da defesa: 11/06/2018
A convivência entre os homens e os animais tem crescido substancialmente trazendo grandes benefícios à saúde da população, porém esta convivência não está livre de agravos, quando esta relação não ocorre de forma responsável. Entre os principais problemas provocados pela falta de um manejo adequado dos animais de companhia estão sérias doenças que podem ser transmitidas ao homem, além de agressões, acidentes de trânsito, poluição por dejetos, poluição sonora e outras perturbações. Essa dissertação apresenta três produtos finais, separados por capítulos, ao Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Clínicas Veterinárias. O primeiro capítulo trata da realidade dos animais abandonados no Brasil, focando na dinâmica populacional dos cães e gatos, nos principais problemas que envolvem a questão do abandono e maus tratos de animais bem como as medidas mais eficientes para o controle da superpopulação canina e felina. O segundo capítulo é sobre a ONG LAT que atua no município de Pacajus, estado do Ceará e as estratégias da associação para torná-la economicamente viável e autossustentável. Foi realizada uma análise das principais variáveis (financeira, recursos humanos, eficiência operacional) da ONG LAT que precisavam de melhorias. Foram promovidas estratégias na associação para torná-la economicamente viável e autossustentável. Foram relatadas todas as ações implementadas na associação que resultaram no equilíbrio financeiro, melhorias da estrutura física bem como o trabalho de resgate e adoção de cães e gatos. Medidas efetivas de melhorias no trabalho da ONG foram implementadas e acompanhadas para o controle eficaz da superpopulação de cães e gatos atuando principalmente na conscientização das pessoas que abandonam os animais nas ruas. Essas medidas aumentam a credibilidade da ONG perante a sociedade do município de Pacajus atuando na mudança de consciência das pessoas para que não abandonem os animais bem como melhoria na qualidade de vida da população diminuindo os índices de zoonoses e resultando em um ambiente mais harmonioso entre homens e animais de companhia. O terceiro capítulo é um relato de caso submetido à publicação e intitulado “Síndrome da Desordem da diferenciação sexual (DSD) em um cão sem raça definida” com a descrição do caso clínico e exames laboratoriais indicados para obtenção do diagnóstico.