AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTAGONISTA DE Lactobacillus spp. FRENTE A ISOLADOS DE Escherichia coli PATOGÊNICA AVIÁRIA
GABRIELA ALEXANDRE STEVANATO , Profª. Drª. Ana Angelita S. Baptista
Data da defesa: 27/02/2025
A colibacilose aviária, causada por Avian Pathogenic Escherichia coli (APEC), representa um desafio significativo para a avicultura, impactando a produtividade e resultando em prejuízos econômicos. O presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil fenotípico de resistência a antimicrobianos, perfil genotípico de virulência, identificar sequence typing, avaliar o efeito antagonista de cepas comerciais de Lactobacillus spp. frente aos isolados de APEC e desenvolver um material complementar educacional sobre colibacilose aviária. Para isso, foram selecionadas 38 isolados de APEC da bacterioteca do Laboratório de Medicina Aviária (LMA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) isoladas de matrizes de frango de corte com quadro de colibacilose. Para tanto foram realizados os testes de sensibilidade aos antimicrobianos, determinação de genes de virulência e identificação dos sequence typing por Polimerase chain reaction (PCR), avaliação do efeito antagonista do pool de Lactobacillus spp. comercial contra os isolados de APEC pela técnica spot on the lawn e elaboração de mapas mentais utilizando a plataforma Canva. Os resultados do teste de sensibilidade aos antimicrobianos demostraram resistência ao ácido nalídixico 29/38 (76,32%), tetraciclina e enrofloxacina 17/38 (44,74%), bem como, ciprofloxacina 13/38 (34,21%), ampicilina 10/38 (26,32%), sulfa+trimetoprim 3/38 (7,89%), seguido por gentamicina, fosfomicina e cloranfenicol apresentaram 1/38 (2,63%). Menor número de isolados 21,05% (8/38) apresentou perfil de resistência a múltiplas drogas (MDR) e todas os isolados eram negativas para ESBL. Observou-se que os isolados apresentaram positividade para os genes de virulência ompT, hlyF e iss 97,36% (37/38), 94,73% (36/38) e 84,21% (32/38) respectivamente. Já para os genes de virulência iutA e iroN, foram observados a presença em 78,94% (30/38) e 81,57% (31/38) dos isolados. No que tange a identificação do perfil de ST, observou-se que 21,05% (8/38) com sendo ST131, 2,63% (1/38) sendo ST23 e 76,32% (29/38) não foi possível determinar. A média dos halos de inibição bacteriana foram de 5,61 mm, e frente a dois isolados (ID: 2953 e 3005) de ST131 foi de 8,5 mm e 8 mm de atividade inibitória. A coletânea de mapas mentais sobre a colibacilose aviária foi utilizada como recurso acessível e funcional contribuindo para tomada de decisão por profissionais da avicultura. Conclui-se que o uso de probióticos foi capaz de inibir APEC com perfil de resistência a antimicrobianos e MDR, assim como atuar frente a possíveis clones de alto risco (ST131) para a produção avícola.
CARACTERIZAÇÃO DE ESCHERICHIA COLI UROPATOGÊNICAS ISOLADAS DE CÃES E GATOS
MIRELLA TOMAZ SOARES , Prof. Dr. Marcelo de Souza Zanutto
Data da defesa: 01/12/2021
Foram apresentados quatro produtos, separados por capítulos, ao programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Clínicas Veterinárias. O primeiro produto entitulado “Caracterização de Escherichia coli uropatogênicas isoladas de cães e gatos”. A infecção de trato urinário é uma afecção comum na prática de animais de companhia. E dentre os diversos agentes envolvidos, a bactéria Escherichia coli é predominantemente isolada, tanto em infecções de trato urinário de cães quanto em gatos. Da forma mesma, está presente em prostatites caninas. Esse micro-organismo além de ser um importante comensal da microbiota intestinal, apresenta capacidade de causar infecções que podem inclusive favorecer uma transmissão interespecífica entre animais de companhia e humanos. E tem se observado uma frequência cada vez maior de bactérias multirresistentes. Diante disso, o presente trabalho teve por objetivo o isolamento, identificação de perfis de resistência antimicrobiana, genes de virulência e de grupos filogenéticos entre cepas de E.coli uropatogênica (UPEC) e duas de prostatite canina. Sendo possível identificar alta prevalência de UPEC em isolados de cães (66,67%) e gatos (40%), assim como nos dois isolados de prostatite canina. Dos fatores de virulência, houve alta prevalência dos genes FyuA, iutA, Iss, ompT e hlyF, tanto em cães como em gatos com infecção de trato urinário, sendo que apenas o iutA foi identificado em um dos isolados de prostatite. No tocante, classificação filogenética, o grupo B2 foi o mais frequente tanto em isolados de cães (42,85%) quanto de gatos (60%) com infecção de trato urinário. Pode-se constatar semelhança entre os dados relativos a genes de virulência e ilhas de patogenicidade encontrados no presente trabalho com outros, tanto em medicina veterinária quanto medicina humana, além de altas porcentagens de resistência. Este dado reforça o risco de disseminação de cepas multirresisstentes entre animais de companhia e humanos, sendo um risco potencial para saúde pública. E reitera a necessidade de maiores avaliações entre as relações da presença de fatores de virulência e multirresitência para auxiliar na melhor compreensão e desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e prevenção dessas doenças. O segundo produto apresentado foi o primeiro produto citado neste paragrafo, formatado de acordo com as formas da revista “One Health”. O terceiro produto, uma revisão bibliográfica, formatada nas normas da revista “Clínica Veterinária” com o seguinte título: “Escherichia coli em cães e gatos e seu potencial zoonótico”. E por fim, o quarto produto, um relato de caso sobre gastrinoma, entitulado “Canine pancreatic malignant gastrinoma associated with hyglycaemia and hyperinsulinemia”. De maneira que este foi formatado de acordo com as normas da revista “Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnica (ABMVZ)”.