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Programa de Pós-Graduação em

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CESA - Centro de Estudos Sociais Aplicados
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Linhas de Pesquisa

RELAÇÕES NEGOCIAIS NO DIREITO PRIVADO

Na linha de pesquisa “Relações Negociais no Direito Privado”, é fundamental considerar as importantes inovações introduzidas pelo Código Civil de 2002, especialmente sua abordagem principiológica voltada para as relações privadas, que são reconhecidas como complexas na contemporaneidade.

  1. Eticidade: O Código busca enfrentar as limitações do formalismo jurídico tradicional, valorizando o ser humano como a fonte primária da convivência, onde os valores constitucionais podem ser realizados. O regime jurídico atual prioriza princípios como a equidade, a dignidade da pessoa humana, a boa-fé objetiva, a justa causa e o equilíbrio econômico entre as partes.
  2. Sociabilidade: Há uma ênfase nas conquistas sociais e transindividuais, rompendo com o individualismo do Código Civil de 1916 e ressaltando a função social do patrimônio (seja material ou imaterial) e das ações de pessoas naturais ou jurídicas.
  3. Operabilidade: Por meio de cláusulas gerais, o Código ampliou os limites da interpretação judicial, respondendo às críticas da sociedade sobre o descompasso entre a positivação e a atuação do legislador original em face da dinâmica da vida.

Com base nesses princípios gerais do regime jurídico privado, a pesquisa se concentra nos negócios jurídicos regidos pelas disposições gerais do Código Civil, assim como nas leis especiais que regulam de maneira específica diversas situações, incluindo uma ampla gama de contratos contemporâneos. Há também espaço para o estudo dos contratos de Direito Privado da Administração Pública.

Qualquer que seja o foco desse recorte acadêmico, certamente contribuirá para a realização dos objetivos fundamentais do Estado brasileiro, conforme dispostos nos artigos 1º a 5º da Constituição vigente.

PROJETOS DE PESQUISA

BIODIREITO E DIREITO NEGOCIAL: OS NEGÓCIOS BIOJURÍDICOS

Coordenação: Profa. Dra. Rita de Cássia Resquetti Tarifa Espolador

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

As biotecnologias estão cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade, sendo capazes de afetar não apenas a vida das pessoas que desejam utilizá-las, mas também a de terceiros. Diante dos impactos possíveis, o Biodireito emergiu como um ramo do Direito voltado para o estudo e discussão desses avanços, sempre com o objetivo de proteger o ser humano.

Uma das áreas que sofre impacto das novas biotecnologias é o Direito Civil, especialmente nas novas relações familiares que surgem e nos direitos da personalidade que são atingidos. Dentro do Direito Civil, o Direito Negocial tem sido modificado em decorrência das inovações trazidas pelas biotecnologias.

Classicamente, o Direito Negocial aborda as relações privadas que geram obrigações para as partes, como ocorre por meio de contratos. Com o advento das biotecnologias, surgiram os chamados negócios biojurídicos, um termo utilizado pela doutrinadora Rose Melo Vencelau Meireles, que se referem a transações envolvendo o corpo e a saúde do ser humano. Exemplos de negócios biojurídicos incluem:

  • Contrato de reprodução humana assistida
  • Disposição de material genético
  • Diretiva antecipada de vontade

Diante disso, este projeto tem como objetivo geral analisar os diversos negócios biojurídicos que estão sendo confeccionados. Desse objetivo geral, desdobram-se os seguintes objetivos específicos:

  1. Discutir os impactos das biotecnologias no campo do Direito Negocial;
  2. Analisar as cláusulas propostas pelos negócios biojurídicos existentes;
  3. Propor melhorias aos negócios biojurídicos;
  4. Traçar limites aos negócios biojurídicos.

É extremamente importante discutir esses pontos, pois os negócios biojurídicos já são uma realidade na sociedade e devem ser devidamente regulamentados para evitar prejuízos irreparáveis à vida humana.

A metodologia adotada será a pesquisa bibliográfica e documental, com uma análise descritiva e propositiva de caráter jurídico e bioético. Dessa forma, percebe-se que o tema de pesquisa é interdisciplinar, indo além do Direito.


OS DESAFIOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL FRENTE À MULTIPLICIDADE DE DANOS E DE CONDUTAS LESIVAS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

Coordenação: Profa. Dra. Ana Cláudia Corrêa Zuin Mattos do Amaral

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

A evolução social e tecnológica observada nos últimos 20 anos pode ser considerada mais significativa do que a registrada nos cem anos anteriores. Nesse contexto, a responsabilidade civil também se adaptou às necessidades e demandas sociais, sendo chamada a atuar em diversos campos do Direito, como nas relações contratuais, relações familiares e direitos da personalidade.

Atualmente, as diversas demandas que surgem de situações jurídicas frequentemente resultam na necessidade de aplicação da responsabilidade civil. Com o aumento da utilização desse instituto, houve uma diversificação nos tipos de danos, de modo que o clássico dano moral já não parece ser suficiente para ressarcir adequadamente todas as situações que envolvem danos extrapatrimoniais. Essa constatação não é recente, visto que, desde a consolidação da autonomia do dano estético, já se vislumbrava a possibilidade de distinguir as espécies de dano de acordo com o interesse jurídico ofendido em cada caso concreto.

Nesse sentido, observou-se, doutrinariamente, a evolução no estudo de novos tipos de danos, como o dano existencial, dano biológico, dano psíquico e, mais recentemente, uma variedade de outras formas, como o dano pela perda de tempo livre e danos decorrentes de bullying, entre outros. Além disso, verifica-se um fenômeno de disseminação de condutas potencialmente lesivas, especialmente no âmbito das tecnologias, como a inteligência artificial, que demandam da responsabilidade civil uma atuação que vá além da função meramente ressarcitória, englobando também uma atuação preventiva, visando evitar a ocorrência de danos.

Dentro dessa perspectiva, o presente projeto busca discutir e analisar as tendências e desafios da responsabilidade civil na sociedade contemporânea, considerando o surgimento de novas espécies de danos e as condutas lesivas que devem ser evitadas. O objetivo é proteger e efetivar a pessoa humana como centro do ordenamento jurídico, conforme previsto pela Constituição Federal.

A implementação da pesquisa utilizará uma metodologia que envolve a pesquisa bibliográfica, jurisprudencial e documental de acesso público, realizando, ainda, uma análise histórica e crítica dos problemas identificados, a fim de obter respostas, propostas e soluções às demandas sociais.


NEGÓCIOS JURÍDICOS VIRTUAIS: EMPRESAS, TECNOLOGIA, SUAS RELAÇÕES E INTERFACES

Coordenação: Prof. Dr. Tarcisio Teixeira

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

A expansão do uso da internet, em conjunto com a evolução tecnológica, gera cada vez mais consequências jurídicas em diversas áreas, trazendo modificações e inovações ao universo negocial. No entanto, o Direito, na maioria das vezes, não consegue acompanhar a dinamicidade dessa evolução, diante da rapidez e eficácia com que as tecnologias se inserem no cotidiano de indivíduos e empresas.

Práticas como contratação eletrônica, compras e vendas online, marketing digital, relacionamentos em aplicativos, tratamento de dados, guarda de documentos digitais e o aumento de produtos e serviços digitais têm se tornado cada vez mais relevantes. Em várias dessas situações, é possível observar a manifestação da vontade humana com fins negociais, onde o conceito tradicional de negócio jurídico se encontra com as inovações do mundo moderno, criando novas situações e relações que demandam uma análise legal.

Nesse contexto, o jurista não deve permanecer inerte, aguardando soluções legislativas para essas questões. Ao contrário, deve buscar soluções por meio de uma análise interdisciplinar entre os diferentes ramos da ciência jurídica, sem desconsiderar o contato com outras áreas do conhecimento. É fundamental considerar os institutos clássicos, o ordenamento jurídico nacional, a experiência internacional, a analogia, os princípios gerais do Direito e a equidade.

A pesquisa aqui proposta visa estudar os problemas jurídicos que emergem do universo negocial e tecnológico, onde inovações, indivíduos e empresas se relacionam, com o objetivo de apontar soluções concretas com base no ordenamento jurídico brasileiro e nas experiências internacionais. Para tanto, serão analisados casos reais, jurisprudência e doutrina relacionados às questões jurídicas que envolvem os negócios jurídicos no ambiente virtual.

O projeto pretende disseminar as respostas encontradas por meio das conclusões da pesquisa, especialmente por meio da produção de artigos científicos. Especificamente, a intenção é contribuir para os estudiosos do Direito, em especial nas áreas do Direito Negocial, Constitucional, Empresarial, Civil e Digital, além de outras, promovendo esclarecimentos sobre o tema proposto, principalmente em relação à aplicação das normas jurídicas brasileiras aos problemas que surgem com a intersecção entre tecnologias e relações negociais.

A pesquisa beneficiará todos os sujeitos e entidades que utilizam essas relações, incluindo empresas privadas, órgãos públicos e a sociedade em geral. Assim, pretende-se auxiliar na informação e no esclarecimento das questões jurídicas pertinentes aos negócios jurídicos e ao ambiente virtual, estabelecendo parâmetros para o uso consciente das relações virtuais, tanto empresariais quanto individuais.


CONTRATUALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DAS RELAÇÕES SUCESSÓRIAS: ANÁLISE DA PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DO CÓDIGO CIVIL

Coordenação: Profa. Dra. Daniela Braga Paiano

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

Este projeto de pesquisa tem como objetivo dar continuidade ao estudo desenvolvido no projeto anterior (n.º 12475 – “Contratualização das Relações Familiares e Sucessórias”) sob a perspectiva da proposta de alteração do Código Civil. Busca-se, assim, analisar as relações familiares e sucessórias no contexto da sociedade contemporânea, promovendo uma ampla reflexão e ressignificação do Direito Privado e das relações negociais que envolvem essa temática.

Além disso, o projeto pretende discutir os possíveis avanços e retrocessos da proposta legislativa apresentada, com o propósito de contribuir criticamente para o aprimoramento da reforma do Código Civil. Observa-se, nesse cenário, um necessário entrelaçamento interdisciplinar entre o Direito de Família e o Direito das Sucessões, especialmente no que se refere à tutela de negócios jurídicos familiares que envolvem atos entre vivos e disposições com efeitos post mortem. Essa realidade demanda uma releitura dos institutos jurídicos para que se adequem às dinâmicas sociais atuais.

A pesquisa terá caráter teórico, exploratório e crítico, sendo desenvolvida à luz do método científico lógico-dedutivo, com a utilização de diferentes procedimentos metodológicos para a coleta e análise de dados. Dentre as principais fontes, destacam-se a proposta final de alteração do Código Civil e a jurisprudência dos tribunais superiores e estaduais. Inicialmente, será realizada uma revisão bibliográfica com base em livros e artigos científicos.

O estudo envolverá a análise da legislação nacional, notadamente o Código Civil e a Constituição Federal, e também de legislações estrangeiras, como os Códigos Civis francês, italiano e português. O marco temporal da pesquisa terá início com o Código Civil vigente, comparando-o com a proposta de reforma. Já o marco espacial será delimitado pela pesquisa jurisprudencial nas páginas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dos Tribunais Estaduais, além do exame de debates doutrinários sobre a matéria, a fim de alcançar os resultados práticos almejados.

A pesquisa parte do pressuposto de que é necessário um diálogo entre premissas básicas para a reinterpretação de certos institutos jurídicos, sem, contudo, afastar-se dos parâmetros legais e científicos. Nesse sentido, o projeto buscará analisar até que ponto as relações familiares e sucessórias podem ser contratualizadas, sem violar direitos de pessoas vulneráveis, ao mesmo tempo em que se valoriza a autodeterminação das partes, a autonomia privada e a possibilidade de pactuação dentro da flexibilidade normativa dos negócios jurídicos familiares e sucessórios, especialmente contratos com efeitos internos e externos.

Por fim, pretende-se refletir sobre dilemas interdisciplinares contemporâneos, demonstrando de que maneira a autonomia privada pode abrir espaço para a pactuação desses contratos no âmbito do Direito de Família e das Sucessões. Diante desse panorama, serão estudados instrumentos de tutela oferecidos pelo Direito para atender às necessidades da sociedade atual.

Como resultado esperado, busca-se compatibilizar os institutos contratuais existentes com os anseios contemporâneos das relações jurídicas familiares e sucessórias, apontando os principais pontos de controvérsia enfrentados por esses contratos e verificando se a proposta de alteração do Código Civil atende às demandas das famílias brasileiras, configurando-se, em determinados aspectos, como um avanço ou um retrocesso.

RELAÇÕES NEGOCIAIS NO DIREITO PÚBLICO

Diante das relações econômicas, que são orientadas pela racionalidade econômica (eficiência e lucro), a intervenção do Estado nos negócios jurídicos é limitada pelos princípios gerais da atividade econômica, especialmente conforme o artigo 170 da Constituição.

Esse regime jurídico valoriza a função social das atividades econômicas, garantindo o direito à livre iniciativa, desde que se respeitem aspectos como o trabalho humano, a livre concorrência, a proteção ao meio ambiente, os direitos do consumidor, o desenvolvimento equilibrado da federação, a promoção do pleno emprego e o fomento às pequenas empresas. A proposta é tutelar direitos individuais e, ao mesmo tempo, conciliar direitos sociais e transindividuais, visando um desenvolvimento que não seja apenas econômico, mas também socioeconômico.

A interpretação desse regime jurídico-econômico corrobora a constitucionalidade da atuação estatal em defesa do mercado interno, considerado patrimônio nacional pelo artigo 219 da Constituição. Esse mercado deve ser incentivado para viabilizar o desenvolvimento cultural e socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do país. Nesse contexto, a soberania nacional torna-se um campo de pesquisa relevante.

Assim, tratados e convenções internacionais de natureza econômica, que orientam negócios jurídicos públicos e privados e promovem maior integração regional e internacional, devem respeitar o regime jurídico mencionado. Com base nessas diretrizes constitucionais, os governos têm a competência para intervir no domínio econômico por meio de normatização, fiscalização, incentivo e planejamento, conforme o artigo 174 da Constituição de 1988.

PROJETOS DE PESQUISA

PERSPECTIVAS DO DIREITO INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO: (IN)CERTEZAS – UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO E OS DESAFIOS PARA A PACIFICAÇÃO SOCIAL E A SEGURANÇA JURÍDICA

Coordenação: Profa. Dra. Tânia Lobo Muniz & Profa. Dra. Patricia Ayub Da Costa

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

A linha de pesquisa tem análise tem os seguintes objetivos:

A) Expandir os conhecimentos através de um repertório analítico e crítico das produções e teorias jurídicas, bem como das tendências contemporâneas pertinentes.

B) Desvendar os procedimentos, a teorização e a normatização jurídica como processos de realização da ordem mundial, onde a história, a economia, a política e a técnica são analisadas como um continum de raciocínios sobre a maneira de atribuir significados aos fatos sociais, especialmente no contexto das relações negociais.

C) Fundamentar estratégias de compreensão e renovação dos discursos críticos sobre a heterogeneidade das relações, das culturas e das estruturas jurídicas, compreendendo que uma ordem jurídica se constitui como uma forma de aproximação, aberta a conhecimentos extrajurídicos e à produção científica e teórica geradas ao longo do tempo.

D) Estudar as transformações globais e a importância dessas mudanças, considerando seu impacto no Estado nacional e nos instrumentos disponíveis para a efetivação da proteção social, com ênfase na busca pela pacificação social e pela segurança jurídica, especialmente em relação àqueles direitos e relações que se formaram e se desenvolveram no plano internacional.

E) Revisitar os instrumentos atuais de proteção e efetivação do direito, a partir das necessidades apresentadas pela complexidade das relações econômicas, políticas e sociais transnacionais contemporâneas, analisando sua pertinência no que diz respeito à pacificação social, ao acesso à justiça e à segurança jurídica.

F) Promover a prática dos instrumentos alternativos de solução de conflitos, tanto na perspectiva interna quanto internacional, com ênfase na preparação e participação em simulados e competições nacionais e internacionais.


DIREITO À CIDADE E JUSTIÇA AMBIENTAL: REGULAÇÃO DO SOLO URBANO COMO MEDIDAS DE ADAPTAÇÃO E MITIGAÇÃO FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Coordenação: Prof. Dr. Miguel Etinger de Araújo Junior

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

O projeto visa dar continuidade ao projeto de pesquisa “Direito à Cidade e Justiça Ambiental: Teoria e Prática”, buscando uma atuação mais concreta junto à sociedade. Por essa razão, é um projeto integrado de pesquisa e extensão, com predominância de pesquisa.

No projeto anterior, houve uma ênfase nas questões concretas do processo de revisão do Plano Diretor de Londrina/PR, sem olvidar a necessidade de observar a justiça ambiental como um dos requisitos para a efetivação do direito à cidade. Parte-se de conceitos já estudados acerca dos negócios jurídicos, entendidos como a manifestação de vontade de indivíduos, pessoas jurídicas e do Estado, com o objetivo de alcançar um determinado resultado, considerando todos os elementos que tornam esses negócios válidos, eficazes e legítimos.

Dentre os diversos negócios jurídicos praticados, especialmente no contexto da revisão do Plano Diretor de Londrina/PR (aprovado pela Lei nº 13.339/2022), verificou-se a ausência de discussões mais aprofundadas sobre um tema urgente que tem gerado preocupação em diversas nações: as mudanças climáticas.

Com efeito, a efetivação do direito à cidade e da justiça ambiental se tornará mais difícil se não forem consideradas as recentes alterações climáticas, que impactam não apenas os negócios jurídicos, mas também a própria qualidade de vida, tanto individual quanto coletiva.

Nesse contexto, e a partir de uma análise interdisciplinar, pretende-se compreender como os centros urbanos em alguns países têm regulado o uso e a ocupação do solo urbano, adotando ações de adaptação e mitigação para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

A partir deste estudo, serão verificadas as possibilidades de atuação concreta na regulação do solo da região metropolitana de Londrina/PR, partindo do pressuposto de que questões ambientais não respeitam limites político-territoriais. Utilizar-se-á o método comparativo de análise, cotejando a legislação da Região Metropolitana de Londrina, no Estado do Paraná, e dos municípios que a compõem, em relação a dispositivos que expressa ou indiretamente estejam relacionados ao enfrentamento das mudanças climáticas, com as experiências de regulação nacionais e internacionais previamente identificadas.

Ao final, como produto do projeto, considerando exemplos internacionais passíveis de aplicação local e regional, buscar-se-á desenvolver uma proposta de alteração da legislação em vigor, visando aprimorar o sistema existente.


O PARADIGMA DA LINGUAGEM NO CONTEXTO DO DIREITO NEGOCIAL: APROXIMAÇÕES ENTRE FILOSOFIA E DIREITO SOB A PERSPECTIVA PRAGMÁTICO-LINGUÍSTICA

Coordenação: Prof. Dr. Clodomiro José Bannwart Junior

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A linguagem estabelece uma relação de intersubjetividade e comunica algo. Ela possui uma estrutura duplo-dimensional, pois a comunicação só se realiza sob a condição da metacomunicação, envolvendo um entendimento no nível da intersubjetividade sobre o sentido pragmático da linguagem. Isso demonstra que o debate argumentativo movido pelo discurso já está, de antemão, amparado por regras intersubjetivas da própria linguagem, conceito que Habermas denomina de pragmática universal.

Há um pressuposto intersubjetivo que é dado, com regras prévias, a partir do qual as pessoas firmam relações dialogais. Essas relações tornam-se possíveis porque estão assentadas em regras universais próprias da linguagem. O resultado do diálogo, que pode ser um consenso, um acordo ou uma decisão, tem sua validade assegurada na observância das regras pragmáticas e universais da linguagem, as quais são acessíveis apenas àqueles que participam da interação linguística, e não aos que estão fora do diálogo.

Essa mudança significativa na reflexão sobre a linguagem surge a partir da reviravolta pragmático-linguística, que constitui o objeto de reflexão da presente pesquisa. A linguagem é condição de possibilidade para afirmar a verdade, tematizar a validade das normas ou expressar intenções subjetivas.

Dentro dessa perspectiva, insere-se o presente projeto de pesquisa, que tem o propósito de investigar como o paradigma da linguagem afeta positivamente o direito e seus institutos, especialmente no âmbito do direito negocial.


A CONFIGURAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS EM UMA ECONOMIA GLOBAL EM TRANSFORMAÇÃO: OS DESDOBRAMENTOS SOBRE OS ESTADOS NACIONAIS, O DIREITO INTERNACIONAL E A DEMOCRACIA

Coordenação: Prof. Dr. Elve Miguel Cenci

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O projeto discute os negócios jurídicos em um cenário global em constante transformação. A queda do Muro de Berlim, em 1989, simbolizou o fim da Guerra Fria, com os Estados Unidos, principal representante do capitalismo ocidental, saindo vitoriosos. O fim do socialismo real, no entanto, significou uma transformação radical no mundo polarizado do pós-guerra.

Um primeiro fator importante dessa transformação foi a integração dos mercados em âmbito global. Como decorrência, surgiram empresas com atuação em todos os mercados do planeta. Esses novos players atuam com um poder de negociação que, em muitos casos, supera o de governos eleitos democraticamente. O segundo fator, que decorre do primeiro, é o fortalecimento desses grandes atores econômicos privados, o que implica um vazio progressivo no direito público internacional.

Por fim, nas últimas três décadas, o mundo globalizado assistiu à ascensão da China, que conquistou mercados em todo o mundo e se tornou a segunda maior economia do planeta. O projeto, portanto, objetiva investigar como os negócios jurídicos podem ser entendidos a partir dessa nova configuração global. Em outras palavras, busca-se compreender quais serão os desdobramentos para os estados nacionais, como pode ser pensado o direito internacional e que consequências decorrem para as democracias.

As empresas globais não precisam prestar contas de suas decisões aos eleitores, e o capitalismo pode prosperar em regimes que não respeitam o direito internacional ou os ritos democráticos. Os efeitos dessa nova configuração nos negócios jurídicos podem ser sentidos no cotidiano. A hipótese que norteia a investigação aponta para a necessidade de uma governança que transcenda as fronteiras nacionais, a fim de organizar o novo ambiente de negócios.


DIREITO E LIBERDADE: CARACTERÍSTICAS DA LIBERDADE NAS TEORIAS REPUBLICANA E LIBERAL E A CONDUTA DO HOMEM NO MUNDO ANTIGO E NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

Coordenação: Prof. Dr. Marcos Antonio Striquer Soares

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O projeto investiga a liberdade do homem no Mundo Antigo e na modernidade, com o objetivo de compreender a conduta mais adequada para o indivíduo na sociedade contemporânea. No texto clássico de Benjamin Constant, “Da liberdade dos antigos comparada à dos modernos”, a liberdade do homem antigo (republicana) dependia de sua inserção em uma sociedade preparada para a guerra, visando evitar a escravidão e/ou obter riquezas. Em contraste, o homem moderno (no mundo liberal) conquistou sua independência do grupo social, e sua liberdade está relacionada aos interesses pessoais, viabilizada pelo comércio, segundo Constant.

Por outro lado, a conduta do homem antigo era fortemente influenciada pela religião, dada a relação umbilical entre religiosidade e a cidade antiga (a cidade-estado), onde os deuses exerciam influência decisiva sobre o comportamento humano. O homem moderno, por sua vez, possui uma religião que assegura a independência individual em relação ao grupo, oferecendo a salvação pessoal com recompensa a ser obtida após a morte. Isso exige um sistema exaustivo de leis, criadas de modo impessoal pelo Estado, para garantir a viabilidade da vida em sociedade.

Alguns autores, apesar de pertencerem a diferentes correntes teóricas republicanas, discutem as possibilidades de construção de uma sociedade republicana nos dias atuais, com base no Mundo Antigo. Assim, se o que pode ser entendido por república ou republicanismo existiu no passado, o estudo das sociedades daquela época pode indicar condutas republicanas aplicáveis às sociedades contemporâneas, que frequentemente se isolam em interesses pessoais.

Diante da liberdade do homem moderno na definição de sua conduta, a decisão política do Estado (seja judicial, administrativa ou legislativa) tende a se restringir a decisões universais e impessoais, sem beneficiar ou prejudicar especificamente alguém. Essa nova fronteira levanta a necessidade de investigar as características do que constitui uma conduta republicana ou liberal; os objetivos que possam ser considerados republicanos ou liberais; e as fontes determinantes da conduta do homem em uma sociedade republicana e em uma sociedade liberal.

A hipótese que orienta as questões levantadas é que a sociedade republicana dos antigos apresentava padrões de conduta que podem ser aplicados na sociedade contemporânea, liberal, mesmo que a guerra e a religião não sejam mais aceitas como determinantes para a conduta no mundo atual.


INTERVENÇÃO DO ESTADO SOBRE O DOMÍNIO ECONÔMICO EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: POSSIBILIDADES DE RECONFIGURAÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE ESTADO E MERCADO

Coordenação: Profa. Dra. Marlene Kempfer

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A Constituição Federal brasileira de 1988 prevê competências para que os governos intervenham no e sobre o domínio econômico. O artigo 173 permite a intervenção no domínio econômico na condição de empresário, enquanto o artigo 174 estabelece que essa intervenção pode ocorrer por meio normativo, de fiscalização, incentivo e planejamento.

O uso das competências previstas no artigo 174 é um dever do Estado, uma vez que o mercado interno é considerado patrimônio nacional, conforme disposto no artigo 219 da CF/88, devendo, portanto, ser preservado. Através dessas competências, o Estado poderá regular e reconfigurar as relações tradicionais que ocorrem atualmente no mercado.

Entendem-se como relações econômicas tradicionais aquelas construídas sob a égide dos direitos individuais, da autonomia da vontade privada plena e da liberdade econômica, legitimadas pelo pensamento liberal e neoliberal. Para esta pesquisa, reconfigurar tais relações significa promover a intervenção estatal em prol da efetividade dos valores constitucionais da solidariedade, da democratização das relações empresariais e das responsabilidades das empresas no contexto do Estado Democrático e Social.

Sob o primeiro fundamento, a intervenção estatal, por meio de normas promocionais, visa viabilizar práticas de economia solidária, como as experiências de comércio justo, fiança solidária, economia sem dinheiro e empresas sociais.

Quanto à democratização das relações empresariais, o foco recai sobre o direito à informação acerca da conduta da empresa em relação ao ordenamento jurídico brasileiro, que se encontra disponível em arquivos privados e públicos (Lei nº 12.527/2011). Com esse acesso, aumentam-se as possibilidades de um consumo seletivo e consciente.

No que diz respeito às responsabilidades das empresas frente ao Estado Democrático e Social, busca-se ressaltar a importância do marketing social, centrado em valores e causas sociais e ambientais. Dessa forma, as empresas contribuem para a conscientização da sociedade e demonstram seu engajamento, promovendo a complementaridade entre as esferas privada e pública.

Todos esses aspectos da pesquisa, que será de natureza bibliográfica e interdisciplinar, têm como objetivo possibilitar a reconfiguração das relações tradicionais do mercado e contribuir para relações econômicas socialmente justas.


NOVAS RELAÇÕES DE TRABALHO, TECNOLOGIA E AS POSSIBILIDADES/NECESSIDADES DE NEGOCIAÇÕES TRANSNACIONAIS

Coordenação: Prof. Dr. Lourival José De Oliveira

Ver detalhes e objetivos da pesquisa

A Constituição Federal brasileira de 1988 prevê competências para que os governos intervenham no e sobre o domínio econômico. O artigo 173 permite a intervenção no domínio econômico na condição de empresário, enquanto o artigo 174 estabelece que essa intervenção pode ocorrer por meio normativo, de fiscalização, incentivo e planejamento.

O uso das competências previstas no artigo 174 é um dever do Estado, uma vez que o mercado interno é considerado patrimônio nacional, conforme disposto no artigo 219 da CF/88, devendo, portanto, ser preservado. Através dessas competências, o Estado poderá regular e reconfigurar as relações tradicionais que ocorrem atualmente no mercado.

Entendem-se como relações econômicas tradicionais aquelas construídas sob a égide dos direitos individuais, da autonomia da vontade privada plena e da liberdade econômica, legitimadas pelo pensamento liberal e neoliberal. Para esta pesquisa, reconfigurar tais relações significa promover a intervenção estatal em prol da efetividade dos valores constitucionais da solidariedade, da democratização das relações empresariais e das responsabilidades das empresas no contexto do Estado Democrático e Social.

Sob o primeiro fundamento, a intervenção estatal, por meio de normas promocionais, visa viabilizar práticas de economia solidária, como as experiências de comércio justo, fiança solidária, economia sem dinheiro e empresas sociais.

Quanto à democratização das relações empresariais, o foco recai sobre o direito à informação acerca da conduta da empresa em relação ao ordenamento jurídico brasileiro, que se encontra disponível em arquivos privados e públicos (Lei nº 12.527/2011). Com esse acesso, aumentam-se as possibilidades de um consumo seletivo e consciente.

No que diz respeito às responsabilidades das empresas frente ao Estado Democrático e Social, busca-se ressaltar a importância do marketing social, centrado em valores e causas sociais e ambientais. Dessa forma, as empresas contribuem para a conscientização da sociedade e demonstram seu engajamento, promovendo a complementaridade entre as esferas privada e pública.

Todos esses aspectos da pesquisa, que será de natureza bibliográfica e interdisciplinar, têm como objetivo possibilitar a reconfiguração das relações tradicionais do mercado e contribuir para relações econômicas socialmente justas.


PROCESSO CIVIL E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Coordenação: Prof. Dr. Luiz Alberto Pereira Ribeiro

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Este projeto de pesquisa tem como objetivo analisar a relação entre o processo civil e o Estado Democrático de Direito, focando em sua aplicação aos negócios jurídicos. O estudo abordará o processo civil como um instrumento essencial para a efetivação e garantia do Estado Democrático de Direito no âmbito dos negócios jurídicos.

A pesquisa será conduzida a partir da análise do processo civil contemporâneo e seus novos paradigmas, como a ampliação dos negócios jurídicos processuais, o fortalecimento dos mecanismos de julgamento em massa, a inclusão de provimentos vinculantes, o uso de precedentes, a relativização da jurisprudência defensiva, a sobreposição do princípio da primazia do mérito, a figura do amicus curiae, a democratização do processo, o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR), o formalismo-valorativo, a participação colaborativa das partes, os processos estruturais, entre outros.

Esses elementos serão examinados à luz da Constituição Federal, das normas infraconstitucionais, especialmente o Código de Processo Civil de 2015 (CPC/2015), da doutrina, do direito comparado e da jurisprudência, buscando avaliar sua aplicabilidade aos negócios jurídicos, sempre respeitando os princípios do Estado Democrático de Direito.


GESTÃO DE CONFLITOS PÚBLICOS E PRIVADOS SOB A ÓTICA DA ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO

Coordenação: Profa. Dra. Tânia Lobo Muniz & Profa. Dra. Patricia Ayub Da Costa

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Esta pesquisa tem como objetivo estudar a gestão de conflitos, sejam eles públicos ou privados, de âmbito interno ou internacional, considerando a análise econômica do direito. O estudo parte da ideia de um sistema multiportas para identificar as diversas possibilidades de gestão de conflitos oriundos de negócios jurídicos, especialmente em um contexto de relações cada vez mais complexas, rápidas e transnacionais.

Busca-se identificar o método mais adequado e eficiente para a gestão desses conflitos, conforme a realidade negocial de cada caso, o que pode incluir o desenvolvimento de um verdadeiro “desenho” de solução de conflitos. A gestão eficaz de conflitos envolve não apenas sua resolução, mas também a prevenção, por meio de instrumentos jurídicos e do monitoramento contínuo da realidade social, econômica e cultural.

Adotar uma gestão de conflitos eficiente contribui para a segurança jurídica e a previsibilidade. A análise econômica do direito oferece uma abordagem mais racional para a tomada de decisões, reduzindo custos de transação e permitindo uma melhor prevenção, monitoramento e resolução de conflitos, em um cenário de negócios jurídicos cada vez mais complexos. Tais transformações exigem novas metodologias e tecnologias para acompanhar as mudanças sociais, tanto em espaços públicos quanto privados, no âmbito nacional e internacional.

Assim, a relevância da pesquisa se justifica pela sua atualidade e utilidade na gestão eficiente de conflitos negociais. Além disso, considera os fundamentos jurídicos e éticos que envolvem esses conflitos, explorando suas diversas formas de prevenção e resolução por meio de métodos autocompositivos e heterocompositivos, com o objetivo de promover uma gestão eficaz e adequada dos conflitos apresentados.


NEGÓCIOS JURÍDICOS, TUTELA JURISDICIONAL, MODERNISMO E PÓS-MODERNISMO

Coordenação: Prof. Dr. Luiz Fernando Bellinetti

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Este projeto de pesquisa tem como objetivo analisar criticamente a evolução doutrinária e jurisprudencial da tutela jurisdicional como ferramenta para a resolução de conflitos decorrentes de negócios jurídicos, tanto individuais quanto transindividuais. O foco será especialmente sobre a influência da filosofia pós-moderna, que atualmente busca substituir a base racional e científica que fundamenta o conhecimento jurídico oriundo da modernidade.


ACESSO À JUSTIÇA NO CENÁRIO FAMILIAR CONTEMPORÂNEO

Coordenação: Profa. Dra. Rozane da Rosa Cachapuz

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Este projeto visa o estudo sobre o acesso à justiça nos novos modelos familiares, na expectativa de demonstrar seu valores constitucionais diante o atual cenário processual brasileiro. Mostra os novos arranjos familiares e seus aspectos polêmicos, relacionando o direito material e processual ligados ao direito das famílias.

Inicialmente, pretende-se observar as particularidades dos modelos familiares existentes, as ações de família, cujos conflitos originários compreendem um aspecto mais pessoal, emocional e psicológico. A par disso, a constituição federal, em seu artigo 226, garante a especial proteção da família, do que decorre a necessidade de se adequar os mecanismos de resolução de conflito. Nesse sentido, o legislador buscou inserir, no atual código de processo civil, disposições especiais sobre as ações de família, dando ênfase na solução consensual. O escopo primordial da lei processual é concretizar o acesso à justiça em todas as suas acepções, garantindo um espaço que favoreça a busca de uma solução justa e efetiva. O direito das famílias representa uma das matérias mais demandadas no judiciário brasileiro, demonstrando a intensa litigiosidade familiar e a relevância de promover debates acerca dos obstáculos e soluções ao acesso à justiça, que terá um impacto social, cultural e econômico.

A modalidade de pesquisa a ser adotada neste projeto é a explicativa e o procedimento será o monográfico por meio de revisão bibliográfica, tendo em vista o estudo a partir de pesquisa e fichamentos em fontes literárias pertinentes ao assunto tratado. Também será adotado o procedimento de análise crítica da jurisprudência pátria acerca do tema. Por fim, espera-se com a pesquisa demonstrar as possibilidades de se assegurar o acesso à justiça no direito das famílias contemporâneas, promovendo a pacificação de litígios e reestabelecimento ou mantendo laços, bem como contribuir para uma sociedade mais justa, igualitária, além de contribuir para as ciências jurídico-sociais com o trabalho que será desenvolvido.

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