{"id":8,"date":"2021-04-27T22:23:51","date_gmt":"2021-04-28T01:23:51","guid":{"rendered":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/?page_id=8"},"modified":"2024-01-23T13:00:25","modified_gmt":"2024-01-23T16:00:25","slug":"historico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/historico\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"\n<p>A intensifica\u00e7\u00e3o do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, sobretudo em fins do s\u00e9culo XX e in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, tem contribu\u00eddo para o crescimento das cidades. Muitas vezes, tal crescimento n\u00e3o vem acompanhado de um planejamento adequado e pode trazer graves consequ\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o local.&nbsp;Antes de prosseguir com o processo de forma\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana de Londrina, \u00e9 importante fazer um breve resgate sobre sua localiza\u00e7\u00e3o e processo de cria\u00e7\u00e3o. Em uma paisagem que muito se assemelha ao oeste paulista, Londrina est\u00e1 situada em pleno cora\u00e7\u00e3o do norte paranaense e teve sua planta pr\u00e9-estabelecida, o que pode ser notado pela sua forma quadrangular, tra\u00e7ado rigorosamente sim\u00e9trico que se assemelha a um tabuleiro de xadrez. Nos arredores da cidade, o terreno foi vendido em lotes para ch\u00e1caras e s\u00edtios, com formas predominantemente retangulares, alguns ao lado da estrada de rodagem e outros pr\u00f3ximos aos pequenos ribeir\u00f5es. O crescimento da cidade de Londrina toma maior impulso quando em 1934, ela foi elevada a munic\u00edpio e, em 1935 ocorre a chegada do primeiro trem. A popula\u00e7\u00e3o de Londrina foi crescendo muito lentamente visto que ela era uma cidade boca de sert\u00e3o, a primeira que era constru\u00edda numa zona praticamente vazia e desconhecida, sem estrada de ferro e qualquer outro recurso. J\u00e1 a partir da d\u00e9cada de 1950 at\u00e9 1960, devido \u00e0 elevada produtividade da cafeicultura regional, um grande contingente populacional se dirigiu a cidade de Londrina, marcando uma verdadeira explos\u00e3o demogr\u00e1fica que acarretou a expans\u00e3o f\u00edsico-territorial da cidade e assim, culminou, em 1954, com o primeiro plano urban\u00edstico institu\u00eddo por meio da lei 133\/1951, que estabeleceu o zoneamento de Londrina (ARCHELA e BARROS, 2009). Segundo Fresca (2002), em linhas gerais, a virada que a expans\u00e3o urbana de Londrina passou a partir da d\u00e9cada de 1970 foi marcada pelo forte crescimento da popula\u00e7\u00e3o total e urbana, cuja origem esteve no intenso processo de \u00eaxodo rural. Observando-se os dados dos censos demogr\u00e1ficos na d\u00e9cada de 1960 a popula\u00e7\u00e3o total da cidade de Londrina era de 134.821 habitantes, sendo que 57,40 % estavam na \u00e1rea urbana. Na d\u00e9cada seguinte, 1970, a popula\u00e7\u00e3o total j\u00e1 contava com 228.101 habitantes e a porcentagem de pessoas morando na \u00e1rea urbana era de 71,69%. Em 1980, o censo aponta a popula\u00e7\u00e3o de Londrina com 301.711 habitantes, com a maior parte das pessoas, 88,48%, vivendo na malha urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;J\u00e1 a partir de fins do s\u00e9culo XX e in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, os dados dos levantamentos censit\u00e1rios permitem afirmar que Londrina \u00e9 um munic\u00edpio eminentemente urbano, com cerca de 97,40% de sua popula\u00e7\u00e3o concentrada na \u00e1rea urbana do munic\u00edpio e apenas 2,6% dos habitantes vivendo na \u00e1rea rural. Isso reflete diretamente na densidade demogr\u00e1fica de Londrina, que \u00e9 de cerca de 300 hab.\/km\u00b2, que est\u00e3o concentrados na cidade devido ao desenvolvimento das atividades econ\u00f4micas e decis\u00f3rias dos setores prim\u00e1rios, secund\u00e1rios e, principalmente, o terci\u00e1rio que coloca Londrina como uma cidade que possui forte express\u00e3o no setor de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, exercendo significativa influ\u00eancia em diversas cidades da regi\u00e3o e estabelecendo importantes rela\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas com as mesmas. No Brasil, as regi\u00f5es metropolitanas foram institucionalizadas na d\u00e9cada de 1970, no cerne de uma pol\u00edtica nacional de desenvolvimento urbano. Neste sentido, a Lei Complementar n\u00ba 81 de 17 de junho de 1998 instituiu a Regi\u00e3o Metropolitana de Londrina (RML), a primeira do interior do Brasil, que trazia em sua composi\u00e7\u00e3o inicial os munic\u00edpios de Londrina, Bela Vista do Para\u00edso, Camb\u00e9, Ibipor\u00e3, Jataizinho, Rol\u00e2ndia, Sertan\u00f3polis e Tamarana,&nbsp;formando um aglomerado metropolitano com significativa \u00e1rea conurbada com Londrina. Depois, em 14 de julho de 2010, mais tr\u00eas cidades foram inclu\u00eddas. S\u00e3o elas: Alvorada do Sul, Assa\u00ed e Primeiro de Maio. Dois anos mais tarde, em 2012, passaram a integrar a RML mais cinco cidades: Jaguapit\u00e3, Pitangueiras, Sab\u00e1udia, Florest\u00f3polis e Porecatu. Por fim, no final do ano de 2013, o governo do Estado do Paran\u00e1 autorizou a inclus\u00e3o de mais oito cidades a RML, a saber: Arapongas, Centen\u00e1rio do Sul, Guaraci, Lupion\u00f3polis, Miraselva, Prado Ferreira, Rancho Alegre e Ura\u00ed. A inser\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios na regi\u00e3o metropolitana de Londrina vai ao encontro aos interesses de v\u00e1rios gestores e pol\u00edticos que procuram ampliar suas bases eleitorais, j\u00e1 que a inclus\u00e3o dessas cidades na RML possibilita captar maiores recursos para diversas \u00e1reas de interesse social, tais como: habita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, infraestrutura, dentre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Todo esse crescimento loco-regional fez a RML se tornar promissora e comprometida com uma expressiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Essa realidade \u00e9 not\u00f3ria na Medicina Veterin\u00e1ria, onde h\u00e1 in\u00fameros neg\u00f3cios no eixo comercial, de diagn\u00f3stico e terap\u00eauticos. Assim, essa&nbsp;exig\u00eancia \u00e9 condizente com as fun\u00e7\u00f5es da universidade p\u00fablica, em poder propiciar educa\u00e7\u00e3o continuada, promovendo constante capacita\u00e7\u00e3o para profissionais que mobilizam e contribuem com a sociedade, atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A intensifica\u00e7\u00e3o do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, sobretudo em fins do s\u00e9culo XX e in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, tem contribu\u00eddo para o crescimento das cidades. Muitas vezes, tal crescimento n\u00e3o vem acompanhado de um planejamento adequado e pode trazer graves consequ\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o local.&nbsp;Antes de prosseguir com o processo de forma\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-8","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/8","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/8\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":277,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/8\/revisions\/277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/mestradoclinicasveterinarias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}