{"id":10,"date":"2021-04-29T12:28:13","date_gmt":"2021-04-29T15:28:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/?page_id=10"},"modified":"2021-06-22T13:50:08","modified_gmt":"2021-06-22T16:50:08","slug":"areas-de-concentracao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/areas-de-concentracao\/","title":{"rendered":"\u00c1rea de concentra\u00e7\u00e3o:"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>HIST\u00d3RIA SOCIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Programa de Mestrado em Hist\u00f3ria, da Universidade Estadual de Londrina, apresenta, como \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria Social e como Linhas de Pesquisa: Territ\u00f3rios do Pol\u00edtico; Hist\u00f3ria e Linguagens; Pr\u00e1ticas Culturais, Mem\u00f3ria e Imagem; Hist\u00f3ria e Ensino.<br>Neste Programa, a \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria Social \u00e9 definida n\u00e3o apenas pela variedade de objetos que se prop\u00f5e a investigar, mas sobretudo, pela concep\u00e7\u00e3o da cognoscibilidade do fen\u00f4meno hist\u00f3rico em si, pela incorpora\u00e7\u00e3o interdisciplinar e pela articula\u00e7\u00e3o das partes com a totalidade. Essas bases te\u00f3ricas da Hist\u00f3ria Social est\u00e3o diretamente relacionadas com a hist\u00f3ria do surgimento e consolida\u00e7\u00e3o deste campo tem\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201cHist\u00f3ria Social\u201d emergiu, inicialmente, traduzindo a oposi\u00e7\u00e3o a uma hist\u00f3ria pautada nos eventos pol\u00edticos-militares e na narrativa dos grandes feitos da na\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, expressava como pr\u00e1ticas desej\u00e1veis a articula\u00e7\u00e3o de todos seus n\u00edveis, ou seja, a compreens\u00e3o da sociedade em suas inst\u00e2ncias sociais, econ\u00f4micas e culturais; a contribui\u00e7\u00e3o entre as v\u00e1rias ci\u00eancias humanas; a valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de outros grupos sociais al\u00e9m das camadas dominantes e o estabelecimento e resolu\u00e7\u00e3o de problemas, em lugar da narrativa (CASTRO, 1997; HOBSBAWM, 1998; BURKE, 1991; DOSSE, 1992).<\/p>\n\n\n\n<p>Aos poucos, a Hist\u00f3ria Social constituiu um campo de conhecimento, com m\u00e9todos e problemas pr\u00f3prios, assim como j\u00e1 estava ocorrendo com a Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica e a Hist\u00f3ria Demogr\u00e1fica. Esse desenvolvimento proporcionou o aprimoramento dos m\u00e9todos para an\u00e1lise das fontes hist\u00f3ricas, uma \u00eanfase no papel das a\u00e7\u00f5es humanas na hist\u00f3ria e a abertura para estudo de diferentes temporalidades \u2013 as rela\u00e7\u00f5es entre a \u201ccurta\u201d e a \u201clonga dura\u00e7\u00e3o\u201d (CASTRO, 1997). Outras contribui\u00e7\u00f5es, especialmente de historiadores provenientes do marxismo brit\u00e2nico estimularam abordagens centradas na hist\u00f3ria dos movimentos sociais, na hist\u00f3ria \u201cvista de baixo\u201d, e mesmo na cultura de classes populares.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es conceituais sobre \u201cclasse social\u201d e \u201ccultura\u201d constitu\u00edram grande contribui\u00e7\u00e3o para os estudos hist\u00f3ricos, mesmo para aqueles n\u00e3o tribut\u00e1rios do materialismo hist\u00f3rico. Contribui\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas tamb\u00e9m foram not\u00e1veis, como a utiliza\u00e7\u00e3o de depoimentos orais, literatura popular e novas problematiza\u00e7\u00f5es para as fontes jur\u00eddicas. As dimens\u00f5es pol\u00edticas n\u00e3o foram desprezadas e se articulavam com uma vis\u00e3o totalizante da sociedade (HOBSBAWM, 1998; CASTRO, 1997).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a Hist\u00f3ria social p\u00f4de conceber o conhecimento hist\u00f3rico como \u201can\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es sociais entre os homens e as modalidades de suas mudan\u00e7as\u201d, articulado e dotado de coer\u00eancia interna, total (todas as dimens\u00f5es do social s\u00e3o pass\u00edveis de investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica) e din\u00e2mica (capaz de incorporar mudan\u00e7as) (SILVA, 2001).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de constitui\u00e7\u00e3o de uma Hist\u00f3ria Social encontrou seu ponto de inflex\u00e3o, nos anos 60 e 70, com a emerg\u00eancia, nas ci\u00eancias humanas em geral, de paradigmas p\u00f3s-estruturalistas e anti-realistas (CARDOSO, 1997; CARDOSO, 1998; SILVA, 2001). A realidade hist\u00f3rica, agora convertida em textos e efeitos de representa\u00e7\u00e3o, poderia ser submetida a \u201can\u00e1lises hermen\u00eauticas\u201d, a \u201cdesconstru\u00e7\u00f5es\u201d. Todo conhecimento do passado seria relativo (ALBERTI, 1996; FALCON, 2000; CARDOSO, 1998).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00faltima concep\u00e7\u00e3o, levada ao paroxismo, ampliada por ataques ao racionalismo e aos sistemas de explica\u00e7\u00e3o global das sociedades, acabaria por divorciar-se do paradigma constituinte original da Hist\u00f3ria Social: a cognoscibilidade do fen\u00f4meno hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, embora possa at\u00e9 compartilhar de m\u00e9todos de an\u00e1lise documental, embora tamb\u00e9m tenda a compreender que o conhecimento s\u00f3 pode ser uma representa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o um espelho do passado, a Hist\u00f3ria Social distancia-se radicalmente dessas posturas supracitadas. Distancia-se teoricamente, ao conceber o passado como realidade cognosc\u00edvel, e metodologicamente ao defender a possibilidade de analisar as rela\u00e7\u00f5es existentes entre os vest\u00edgios do passado (suas \u201crepresenta\u00e7\u00f5es sociais\u201d) e a realidade por eles designada ou representada (GINZBURG, 1993; CARDOSO, 1997).<\/p>\n\n\n\n<p>Por enfatizar a percep\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos hist\u00f3ricos como uma totalidade cuja composi\u00e7\u00e3o abrange rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e culturais, o campo tem\u00e1tico da Hist\u00f3ria Social se caracteriza mais pelo posicionamento em rela\u00e7\u00e3o aos objetos do que aos objetos em si. Privilegia o di\u00e1logo multitem\u00e1tico e interdisciplinar. \u00c9 esse o diferencial, que permite distingui-lo das contribui\u00e7\u00f5es de outras \u00e1reas de conhecimento hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, embora certas problematiza\u00e7\u00f5es de pesquisa indiquem a predomin\u00e2ncia para determinado campo de conhecimento hist\u00f3rico, a abertura para sua discuss\u00e3o em outras \u00e1reas \u00e9 plenamente estimulada. Por exemplo, quando analisa um fen\u00f4meno pol\u00edtico, o faz com fundamenta\u00e7\u00e3o em conceitos e m\u00e9todos da hist\u00f3ria pol\u00edtica, mas aberto a outras dimens\u00f5es da vida social, como a cultural, a ambiental, a econ\u00f4mica, etc. Destarte, \u00e9 poss\u00edvel fazer, por exemplo, com problem\u00e1ticas e metodologias pr\u00f3prias, uma \u201chist\u00f3ria social\u201d de um fen\u00f4meno cultural ou religioso, ou uma \u201chist\u00f3ria social\u201d do ensino de Hist\u00f3ria, sem reduzir tais reflex\u00f5es aos estudos espec\u00edficos da hist\u00f3ria cultural, das religi\u00f5es ou da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria Social foi escolhida justamente por permitir e estimular a o estudo integrado dessas dimens\u00f5es dos fen\u00f4menos hist\u00f3ricos. Territ\u00f3rios do Pol\u00edtico; Hist\u00f3ria e Linguagens; Pr\u00e1ticas Culturais, Mem\u00f3ria e Imagem e Ensino de Hist\u00f3ria s\u00e3o os campos escolhidos para refletir e promover as pesquisas na \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o proposta. Os quatros campos resumem e aglutinam os trabalhos desenvolvidos pelos professores do Programa de Hist\u00f3ria Social, tendo por fundo sempre a Hist\u00f3ria Social como o locus privilegiado da reflex\u00e3o te\u00f3rica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ALBERTI, Verena. A exist\u00eancia na hist\u00f3ria: revela\u00e7\u00f5es e riscos da hermen\u00eautica. Estudos Hist\u00f3ricos. Rio de Janeiro, FGV, Vol. 9, N\u00ba 17, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>BARCA, Isabel. O pensamento hist\u00f3rico dos jovens. Id\u00e9ias dos adolescentes acerca da provisoriedade da explica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Braga: Universidade do Minho, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>BURKE, Peter. A Escola dos Annales, 1929-1989: a revolu\u00e7\u00e3o francesa na historiografia. S\u00e3o Paulo: EDUSP, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>________. Variedades de Hist\u00f3ria Cultural, Rio de Janeiro, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>CAILLOIS, Roger. O homem e o sagrado, Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>CARDOSO, Ciro Flamarion. Cr\u00edtica de duas quest\u00f5es relativas ao anti-realismo epistemol\u00f3gico contempor\u00e2neo. Di\u00e1logos. Revista do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Estadual de Maring\u00e1. Vol. 2, N\u00ba 2, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>________. Hist\u00f3ria e paradigmas rivais. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Dom\u00ednios da Hist\u00f3ria: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>CASTRO, Celso, et alii (orgs.). Nova Hist\u00f3ria Militar Brasileira. Rio de Janeiro: Ed. da FGV; Bom Texto, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>CASTRO, Hebe. Hist\u00f3ria Social. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Dom\u00ednios da Hist\u00f3ria: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>CHARTIER, Roger, A hist\u00f3ria cultural: entre pr\u00e1ticas e representa\u00e7\u00f5es. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil\/ Lisboa, Difel, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>DOSSE, Fran\u00e7ois. A Hist\u00f3ria em migalhas. Campinas: Ed. Da UNICAMP; S\u00e3o Paulo: Ed. Ensaio, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p>ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. A ess\u00eancia das religi\u00f5es, Lisboa, Edi\u00e7\u00f5es Livros do Brasil, s\/d.<br>FALCON, Francisco. Hist\u00f3ria e representa\u00e7\u00e3o. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; MALERBA, Jurandir (orgs.). Representa\u00e7\u00f5es: contribui\u00e7\u00e3o a um debate interdisciplinar. Campinas: Papirus, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>FERREIRA, Marieta, \u201cA nova \u2018velha hist\u00f3ria\u2019\u201d, Estudos Hist\u00f3ricos, n.10. Rio de Janeiro, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p>FRANCO Jr. A Eva barbada: ensaios de mitologia medieval, S\u00e3o Paulo, Edusc, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>GEERTZ, Clifford, A interpreta\u00e7\u00e3o das culturas, Rio de Janeiro: Zahar, 1978<\/p>\n\n\n\n<p>GILLIS, John R. (ed.). Commemorations: the politics of national identity. Princeton: Princeton University Press, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>GINZBURG, Carlo. El juez y el historiador. Acotaciones al margen del caso Sofri. Madrid: Anaya &amp; Mario Mochnik, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p>GLASSBERG, David. Pubic History and the study of memory. The Public Historian. Vol. Vol. 18, N\u00ba 2, Spring, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>GOMES, \u00c2ngela de Castro. Hist\u00f3ria, historiografia e cultura pol\u00edtica no Brasil: algumas reflex\u00f5es. In: SOIHET, Rachel, et alii (orgs.). Culturas pol\u00edticas: ensaios de hist\u00f3ria cultural, hist\u00f3ria pol\u00edtica e ensino de hist\u00f3ria. Rio de Janeiro: FAPERJ\/ Mauad, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>GUREVICH, A.. As categorias da cultura medieval, Lisboa, Caminho, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>HOBSBAWM, Eric. Sobre a Hist\u00f3ria. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>JULIARD, Jacques. A pol\u00edtica. In: LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (org.). Hist\u00f3ria: novas abordagens. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>KEEGAN, John. Uma hist\u00f3ria da guerra. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>LEE, Peter; DICKINSON, Alaric; ASHBY, Rosalyn.&nbsp;Las ideas de los ni\u00f1os sobre la historia. In: CARRETERO, Mario; VOSS, James (orgs.). Aprender y pensar la historia. Buenos Aires: Amorrotu Editores, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>LE GOFF, Jacques. Hist\u00f3ria e mem\u00f3ria.&nbsp;Campinas: Ed. da Unicamp, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p>MANSELLI, R., La religion popolaire au Moyen Age, Paris, Vrin, 1975.<\/p>\n\n\n\n<p>R\u00c9MOND, Ren\u00e9 (org.). Por uma hist\u00f3ria pol\u00edtica. Rio de Janeiro: Ed. Da UFRJ\/Editora FGV, 1996.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIST\u00d3RIA SOCIAL O Programa de Mestrado em Hist\u00f3ria, da Universidade Estadual de Londrina, apresenta, como \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria Social e como Linhas de Pesquisa: Territ\u00f3rios do Pol\u00edtico; Hist\u00f3ria e Linguagens; Pr\u00e1ticas Culturais, Mem\u00f3ria e Imagem; Hist\u00f3ria e Ensino.Neste Programa, a \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria Social \u00e9 definida n\u00e3o apenas pela variedade de objetos que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-10","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81,"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10\/revisions\/81"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pos.uel.br\/historiasocial\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}